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Ansiedade

por oficinadepsicologia, em 06.07.11

E-mail recebido

 

"Boa tarde,
Precisava da vossa ajuda, pois tenho sentido alguns sintomas como tremores, dor no peito, ansiedade, palpitações, sensação de desmaio..
 
já fiz análises e estava tudo bem, fui a 2 médicos que dizem que estou com uma depressão. O que acontece é que eu sinto-me realmente em baixo, triste por não estar bem de saúde.
Receitaram-me alprazolam e procoralam, mas o 2º medico receitou-me paroxetina 1x ao deitar.
Não sei que fazer...sinto-me confusa.
 
Atentamente,

J."

 

 

Cara J

 

Muito obrigado pelo seu contacto, ao qual espero conseguir dar uma resposta que lhe seja útil. A descrição que aqui nos deixa do momento que vive atualmente parece, de fato, muito assustadora. Os sintomas que aqui elenca, muito físicos, parecem configurar um cenário de fortíssima ansiedade. Quando nos sentimos ansiosos, o nosso corpo “fala” connosco, avisando-nos deste estado intenso de preocupação através de pequenos sinais como tensão muscular, insónia, ou inquietação. Quando este estado se mantém por largos períodos tende a agravar-se, começando então o corpo a “gritar”. É nesta fase que aparecem sinais mais fortes que no seu conjunto, como parece ser o seu caso, se organizam em ataques de pânico. Frequentemente, pela perturbação e limitações à nossa vida que estes sintomas trazem, encontramos sintomas de natureza depressiva em simultâneo. A medicação psicofarmacológica é um meio reconhecido de atenuar estes sintomas. No entanto, também sabemos que este alívio dos sintomas não é sinónimo de resolução das dificuldades, apenas algo de temporário. O tratamento da ansiedade é uma das principais funções da psicoterapia. Em contexto de psicoterapia, procuramos desenvolver uma relação mais harmoniosa com o corpo e a sua “linguagem”. Através de diversos exercícios podemos aprender a reconhecer de forma antecipada os sinais do corpo (antes que estes se agudizem) e a atuar sobre eles, readquirindo o controlo que parecemos perder quando chegamos ao ponto em que a Joana nos descreve estar. Em paralelo, é também uma função importante da psicoterapia permitir identificar os temas que estão na base da sua ansiedade, particularmente as suas implicações para o pensamento e emoção, e trabalhar a sua resolução. Está demonstrada a elevada eficácia da psicoterapia no tratamento deste tipo de perturbações. Como forma imediata de começar a gerir os sintomas, será sem dúvida um recurso a prática regular de exercícios de respiração e relaxamento, que permitirão o decréscimo na tensão acumulada que sente no corpo. Imagino que se sinta regularmente como um copo prestes a transbordar e que reage de forma intensa a cada gota que sobre ele caia. Este tipo de exercícios permite aumentar a tolerância ao stress, reduzindo grandemente a frequência destes sintomas, e aumentando a tolerância ao stress.

Espero que com esta resposta a tenhamos conseguido esclarecer, e ajudado a refletir sobre o que fazer para resolver esta situação tão perturbadora. Caso a possamos ajudar de mais alguma forma, por favor não hesite em contactar-nos.

Um abraço,

Francisco de Soure

Oficina de Psicologia

 

publicado às 15:18


1 comentário

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De maria a 06.07.2011 às 23:35

tome os medicamentos. há uma franja de cerca de 25% de pessoas que nunca "curam" os ataques de pânico e que ficam dependentes da medicação. Não negue o problema e, acima de tudo, tente combater o sentimento de inferioridade. sei do que falo. tenho pânico há 15 anos. não curei. aprendi a viver com ele e com os medicamentos. pode ser que tenha sorte e q esteja nos 75% que se safam. mas tome por agora e depois se vê.

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