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A Psicologia na hora do bébé nascer

por oficinadepsicologia, em 14.08.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

 

Tânia da Cunha

Parece que os factores psicológicos podem ter um papel decisivo no trabalho de parto e a sua influência pode ser prevista durante a gravidez.

 

Investigadores afirmam que os aspectos de sofrimento psicológico, como a ansiedade durante a gravidez, são preditivos da forma como o trabalho de parto decorrerá, e a redução daquela poderá ser um objectivo da intervenção terapêutica.

 

Sabe-se que elevados níveis de ansiedade são em parte, responsáveis por perturbações e complicações do parto, como aumento da mortalidade e morbilidade da mãe, devido ao prolongamento e grande variabilidade do trabalho de parto. Por outro lado, um nível elevado de ansiedade, medida no período pré-natal, tende a aumentar o risco de complicações perinatais. Assim, os medos, a ansiedade e a dependência aparecem como melhores preditores das complicações do parto.

 

A forma como a gravidez é vivida parece influenciar a hora do nascimento, com mais ou menos perturbações obstétricas e pediátricas, com mais ou menos dor e com mais ou menos satisfação. O nível de ansiedade parece um factor decisivo.

 

 

É consensual que a ansiedade e a incapacidade de lidar com as adversidades, correlacionam-se com as dificuldades no parto e, é de todo o interesse minimizá-las através da intervenção psicológica, tendo em conta que um parto com sofrimento, abre portas para uma relação mãe-bebé conturbada.

 

As mães que relatam um parto mais difícil, assim como aquelas que referem mais dor, mais ansiedade, mais perda de controlo, da noção de tempo e espaço, e aquelas que exibem uma reacção emocional mais negativa para com o parto e apontam que tiveram menos suporte por parte dos técnicos, apresentam níveis mais elevados de perturbação emocional.

 

Estudos apontam que a experiência de parto é positivamente afectada, no que se refere à percepção e satisfação da mulher, pelas seguintes condições: presença de uma pessoa significativa; parto normal e não por cesariana; anestesia local e não geral, no caso do parto por cesariana; participação activa nas decisões relativas ao parto e no trabalho de parto; parto sem dor, tal como se verifica, por exemplo, na sequência de analgesia pelo método epidural.

 

Todas e cada uma destas circunstâncias favorecem ainda o estado emocional da mulher durante o pós-parto e, em geral, beneficiam a qualidade da relação e dos cuidados que a mãe presta ao bebé. Neste sentido, a investigação aponta que são estas as condições que a intervenção psicológica deverá geralmente favorecer para possibilitar que a mulher tenha uma experiência de parto mais positiva, que propicie o seu bem estar e o do bebé durante o puerpério.

 

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publicado às 16:36


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