Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Dicas para controlar os excessos alimentares

por oficinadepsicologia, em 19.05.11

Autora: Joana Florindo

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

 

    1. Joana Florindo
      Siga um padrão alimentar regular. Isto é, procure comer 3 refeições principais e 3 refeições secundárias (lanches) por dia, e não deixe passar mais de 3 horas entre elas; Comer regularmente, sem que existam grandes intervalos entre as ingestões, permite que não sejam sentidas “fomes intensas”, que facilmente podem desencadear excessos alimentares;
    2. Se algo não correr bem, não perca o ritmo. Isto é, se existir algum excesso alimentar ou passar por cima de alguma refeição principal ou secundária, é crucial que volte ao padrão alimentar regular logo de seguida, evitando a perpetuação do descontrolo ou o surgimento de “fomes intensas”;
    3. Planeie com antecedência as suas refeições. Se por exemplo, devido a questões de trabalho que não podem ser alteradas, sabe que o seu almoço no dia seguinte terá de ocorrer mais tarde, digamos que às 15h00, procure levar consigo alguma comida de casa e fazer duas refeições secundárias durante o período da manhã;
    4. Não tenha alimentos “proibidos”.  Há alimentos que devem ser ingeridos de forma moderada e não proibidos. As proibições tendem a desenvolver tentações irresistíveis, que terminam habitualmente em ingestões excessivas, e consequentemente em sentimentos de culpa e desilusão. Modere a ingestão destes alimentos, livre-se de culpas e sinta o prazer de poder comê-los comedidamente;

publicado às 12:19

Perda de peso motivada por stress

por oficinadepsicologia, em 07.04.11

E-mail recebido

 

"Boa tarde Dra Madalena Lobo e a toda a equipa da Oficina de Psicologia.

O meu caso é o seguinte: desde hà três meses para cá que tenho vindo a perder bastante peso (por volta de 6/7 kg). A minha alimentação em nada mudou, como de tudo, só tenho cuidado na confecção dos alimentos(tento evitar os fritos, modero os doces e gorduras) No entanto, passei por períodos de bastante stress emocional, directamente ligados à minha actividade profissional e estabilidade financeira, que me deitaram muito abaixo e inclusivé me tiraram o sono. Comecei a beber tisanas à noite e ajudou um pouco, mas o estado de ansiedade e tristeza manteve-se.

Agora ainda me encontro abaixo do peso e a minha vida profissional já se encontra mais estável, no entanto, como é uma situação que pode ser sempre modificável, sinto que o meu estado de ansiedade nunca desaparece. O que me aconselha para descontraír e consequentemente ganhar algum peso?

Os meus maiores cumprimentos,

M"

 

 

 


publicado às 14:46

Auto-retrato nas perturbações alimentares

por oficinadepsicologia, em 05.04.11

Autora: Joana Florindo

Psicóloga Clínica

 

 

Joana Florindo

Desenhar é também uma forma de nos expressarmos. Com a ajuda de um lápis, de um pincel ou de um pedaço de carvão, podemos expor livremente num espaço inabitado, as nossas emoções, fantasias, desejos ou realidades. Por detrás de uma mistura solta de traços e cores, podemos expressar verdades, nada fáceis de comunicar por palavras.

 

 

De acordo com uma investigação recente, conduzida pela Universidade de Haifa e pelo Achva Academic College, Israel, e citada na edição on-line de 15 de Fevereiro de 2011 do Medical News Today, o desenho, neste caso o auto-desenho da imagem corporal, pode ser uma boa ferramenta no diagnóstico de mulheres com anorexia ou bulimia, ou que apresentem tendência para estas perturbações alimentares. E isto, porque, os resultados desta investigação revelaram que as mulheres com anorexia ou bulimia tendiam a desenhar-se com características físicas proeminentemente diferentes, quando comparadas com as que não tinham qualquer diagnóstico de perturbação alimentar ou com aquelas que apresentavam um peso considerado normal.

 

O estudo avaliou um total de 76 mulheres, das quais 36 estavam diagnosticadas com anorexia ou bulimia, 20 não apresentavam diagnóstico de perturbação alimentar, mas tinham excesso de peso, e 20 não tinham diagnóstico de perturbação alimentar e tinham o peso considerado normal. Cada uma delas, respondeu a dois questionários de avaliação de perturbações alimentares e desenhou a sua imagem corporal, sem qualquer orientação específica ou restrição para esse desenho.

 

 

 

publicado às 08:48

Os olhos também comem...

por oficinadepsicologia, em 26.03.11

Autora: Joana Florindo

Psicóloga Clínica

 

 

Joana

“Comer com os olhos” é certamente uma expressão familiar para a maioria de nós. Tendemos a apreciar a comida pela sua apresentação, pelo seu aspecto, tamanho, forma e cor, e facilmente nos rendemos a alimentos que despertam deliciosamente os nossos sentidos. Se a isto adicionarmos ainda uma forte expectativa de que determinada comida terá um sabor divinal, é certo que o iremos confirmar.

 

 

Mas será que a apresentação, o volume dos alimentos e até as experiências anteriores que temos com eles, influenciam a intensidade e a duração da fome que sentimos após uma refeição? Pesquisas recentes parecem confirmar estas questões.

 

 Vejamos os resultados de um estudo apresentado por um conjunto de investigadores da Universidade de Bristol, Reino Unido, na Conferência Anual da Sociedade para o Estudo do Comportamento de Ingestão, citados na edição on-line de 14 de Julho de 2010 do ScienceDaily. A experiência envolvia a elaboração de um batido, com a exibição prévia de diferentes quantidades de fruta a dois grupos de participantes – um dos grupos observava uma maior quantidade de fruta a ser utilizada e o outro uma menor quantidade, ainda que na realidade, e sem que desconfiassem, fosse ser utilizada a mesma porção em todos os batidos. E de seguida, a todos os participantes pedia-se que estimassem a fome que esperavam vir a sentir após a ingestão do preparado e a fome experimentada 3 horas mais tarde. Os resultados obtidos levaram os autores a afirmar que o volume e a quantidade dos alimentos influenciam realmente a fome sentida após as ingestões. Os participantes que observaram antecipadamente maiores quantidades de fruta, referiram sentir significativamente menos fome, e durante um maior período de tempo, quando comparados com os participantes que observaram menores quantidades de fruta.

 

Tendemos a apoiarmo-nos na quantidade e no volume dos alimentos para sabermos se comemos muito ou pouco, e em consequência disso percebermos se sentimos mais ou menos fome. Mas quantos de nós conseguimos calcular a quantidade de  calorias existentes na refeição que comemos ao almoço? Poucos certamente. No entanto, conseguimos facilmente dizer que comemos duas coxas de frango e três colheres de arroz, tentando sempre apontar para quantidades que consideramos razoáveis. Somos guiados pelos nossos olhos, e desta forma acreditamos não ser a quantidade de calorias que vai dizer ao nosso corpo e a nós próprios que estamos cheios ou satisfeitos, mas sim o volume que percepcionamos ingerir.

 

Os mesmos investigadores referem ainda não ser só o volume ou a quantidade dos alimentos que condicionam a intensidade e a duração da fome sentida. As experiências passadas com os alimentos podem ter também um peso determinante nesta questão. Eles avançam com a ideia de que as experiências anteriores com um determinado alimento levam-nos a criar crenças e expectativas acerca das futuras ingestões, bem como a mudar o nosso comportamento. E deste modo, se à luz da nossa experiência anterior, acreditarmos que nos iremos sentir “cheios” ou “empanturrados” se ingerirmos determinado alimento, tendemos não só a ingeri-lo em menores quantidades, como  a sentirmo-nos satisfeitos e sem fome por maiores períodos de tempo. 

 

Esteja atento à sua percepção e faça a experiência da próxima vez que olhar para o seu prato de comida. Repare se não é o tamanho do bife ou a quantidade de sopa que tem diante de si que imediatamente lhe vão indicar se vai sentir-se satisfeito ou esfomeado após a refeição. 

O nosso estômago tende a ser enganado pelos nossos olhos e aquilo que percepcionamos comer pode ser bem diferente daquilo que realmente comemos. 

 

publicado às 10:06

Ingestão compulsiva

por oficinadepsicologia, em 20.03.11

Autora: Joana Florindo

Psicóloga Clínica

 

 

Joana Florindo

Será possível alguém dizer que nunca comeu em demasia? Será possível alguém dizer que nunca se excedeu e abusou ferozmente daquele tentador preparado, bolo, pudim, chocolate ou gelado? Raros serão aqueles que vão responder afirmativamente a estas questões.

 

Aliás, se pensar nelas durante breves instantes, naturalmente se recorda daqueles deliciosos almoços em família, tão bem preparados pela avó e capazes de reunir de forma entusiasta todos os familiares em seu redor, ou daqueles demorados jantares de amigos, com deliciosas e tentadoras iguarias, dispostas sobre a mesa como uma arrebatadora obra de arte, ou talvez ainda, de um apetitoso e abundante banquete de festa de aniversário, casamento ou baptizado.

 

Seguramente que em alguma destas ocasiões, senão mesmo em todas, se recorda de ter cometido um ou outro excesso, de ter abusado de um ou outro alimento, tendo até por vezes comido para lá do exagero, ao ponto de sentir enfartada e indisposta. Talvez até consiga contar pelo número de dedos, as vezes em que isso lhe aconteceu, mas nem todas as pessoas o conseguem fazer. Há algumas que experimentam esse exagero com tamanha frequência, que já há muito perderam a conta aos dedos, e passaram a integrar esse comportamento excessivo no seu dia-a-dia. 

 

Quando toda uma vivência diária é ditada por estes comportamentos, podemos estar perante um problema alimentar designado de Ingestão Compulsiva, no qual é comum estarem presentes:

- Pensamentos constantes e intrusivos acerca de comida e/ou comer;
- Sentimentos de vergonha, de poder ser observada nessas ingestões compulsivas;
- Isolamento na tentativa de esconder essas ingestões;
- Perda de controlo e inevitável comer excessivo;
- Mal-estar e cansaço físicos;
- Tendência para o aumento de peso;
- Baixa auto-estima;
- Culpabilização e sentimentos negativos face a si mesma;
- Isolamento social;
- Reduzida esperança na possibilidade de mudança;

 

 

 

publicado às 13:16

O mundo secreto da Anorexia e da Bulimia

por oficinadepsicologia, em 13.03.11

Autora: Joana Florindo

Psicóloga Clínica

 

 

Joana Florindo

Imagine-se insatisfeita com o seu corpo, descontente com a imagem “gorda e disforme” que ele anuncia. Imagine-se decepcionada consigo própria por ter experimentado inúmeras dietas, sem conseguir obter qualquer resultado estável e duradouro. Sente-se culpada por não controlar o seu corpo, e pensa que precisa de seguir uma dieta mais rigorosa, que não lhe dê espaço para falhar. Pensa que precisa também de ser mais rigorosa na sua postura, ter maior controlo sobre si, para não ceder às tentações da comida. Controlo e rigor, se quer mesmo emagrecer.

 

 

Naturalmente, liga-se à Internet, e num motor de busca procura informação sobre dietas rápidas, rígidas e eficazes. Depressa encontra inúmeros sites carregados de material que considera útil e convincente. Entre eles, destaca-se um em particular, diferente de todos os outros, e para o qual dirige a sua atenção. Trata-se de um site, criado provavelmente por uma jovem que partilha dos seus problemas, que apresenta ideias e formas de atingir o emagrecimento idealizado, controlando-se ao máximo e ingerindo o menor número possível de calorias. Nesse site, surge em destaque a fotografia de uma modelo, adorada pelos media e famosa pela sua magreza, ao lado de “10 Mandamentos” para se obter um corpo assim:

 

 

publicado às 22:40

Autora: Inês Afonso Marques

Psicóloga Clínica

 

 

Percorrendo locais frequentados por crianças e jovens é cada vez mais notório o excesso de peso existente entre eles. A obesidade infantil é mesmo um caso de saúde pública nos países industrializados.

 

Na sua génese parece existir consenso quanto à interferência de factores genéticos e ambientais. Os factores genéticos espelham a predisposição que uma pessoa possui para manifestar determinada “característica”, tendo em conta a história familiar. Os factores ambientais, como o estilo de vida ou a dieta alimentar, podem interferir no potenciar, ou não, dessa predisposição genética.

 

No decorrer do processo educativo das crianças, infelizmente, deparamo-nos com alguns deslizes que, com facilidade, abrem portas à instalação, de armas e bagagens, do sr. excesso de peso.

É relativamente fácil usarmos a comida como prenda por um bom desempenho ou como castigo por um mau comportamento. Contudo, tanto quanto possível a comida não deve ser usada como recompensa, como punição ou expressão de afecto. É importante que os mais novos encontrem motivações internas para agirem de acordo com aquilo que é esperado deles. O consumo de alimentos hiper-calóricos, como as bebidas gaseificadas, os bolos e os chocolates deve ser controlado e ocorrer de forma esporádica, constituindo excepções a uma dieta alimentar equilibrada.

 

 

 

publicado às 10:50

Comportamento alimentar

por oficinadepsicologia, em 18.02.11

E-mail recebido

 

Tenho 16 anos, com 1,73 e peso 63 kg.
Vai fazer 2 anos que a minha obsessão pelas dietas tem vindo a piorar. E agora tornou-se um verdadeiro pesadelo. Neste momento, tento emagrecer, mas cada vez que como demasiado, vingo-me, e como até ficar enjoada (chego ao limite do meu organismo e fico com má disposição). Faço de seguida abdominais e provoco vómitos de vez em quando, mas nunca consegui que houvesse efeito. Também já tomei uma espécie de ervas (dá efeito laxante) e não resolveu nada.
Todos os dias penso no mesmo, penso sempre em comida. Chego até a ver blogs de anórecticas para ver se consigo emagrecer e sentir-me bem com o meu corpo. Quero ser magra porque danço ballet, e queria levar a dança a sério (visto que as bailarinas tem uma constituição magra). Não quero viver para comer. Já tentei distrair-me vendo outras coisas, mas acabo sempre por voltar ao mesmo. Tem alguma dica para que eu deixe de pensar assim?

 

 

 

publicado às 14:05

Quem quer perder peso?

por oficinadepsicologia, em 24.01.11

Pois é… Nós sabemos… Foi o Natal, não foi? As filhoses, o bolo-rei, o jantar dos pais e o almoço dos sogros, mais os jantares dos amigos e das empresas, as rabanadas… Ai, as rabanadas! E, depois, as calças custam a apertar, não é? Não há Natal que não nos desgrace! Entre gramas e quilos, os próximos meses vão ter de assistir à nossa guerra para apagar as consequências da gula!

 

Sabendo disso, na Oficina de Psicologia contamos com programas para o apoiarem na redução do que ficou a mais: pode escolher um apoio de técnicas de psicologia, hipnoterapia e nutricionismo mais suave, dedicado às gramas – o programa Miligrama – ou uma intervenção mais radical com a colocação virtual, sob hipnose profunda, de uma banda gástrica, que vai convencer o seu sub-consciente que, mesmo que queira comer esse petisco, o estômago não vai aceitar – o nosso programa Hipno-Banda Gástrica. Radical e inovador!

 

E eficaz! Começámos uma intervenção de Hipno-Banda Gástrica antes do Natal e, mesmo com as tentações da época, o cliente reduziu 14 quilos num mês e meio. Tentador? :=)

Visite a nossa página http://www.oficinadepsicologia.com/hipno_banda.htm, para conhecer todas as condições. E, entretanto, fique com algumas sugestões quanto a aspectos de intervenção psicológica que poderá começar já a implementar.

 

publicado às 20:29

A anorexia nervosa

por oficinadepsicologia, em 07.01.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

 

 

Modelo francesa Isabelle Caro morre de anorexia aos 28 anos e 31 quilos, é notícia mundial que não deixa ninguém indiferente.

A anorexia nervosa apresenta características como: a recusa em manter o peso adequado à idade e à altura; o medo intenso de ganhar peso ou de se tornar gordo, ainda com peso abaixo do normal; perturbação no modo de vivenciar o peso ou a forma do corpo; influência indevida do peso ou da forma do corpo sobre a auto-avaliação, ou negação do baixo peso corporal actual; nas mulheres pós-menarca, amenorréia, ou seja, ausência de pelo menos três ciclos menstruais consecutivos.

A anorexia incide quase exclusivamente sobre as mulheres. Trata-se de um quadro em que o/a doente apresenta medo de engordar, por esse motivo reduz a quantidade de alimentos ingeridos e exclui da sua alimentação tudo aquilo que percebe como sendo altamente calórico, a maioria opta por alimentos com poucas calorias e escasso valor nutritivo, chegando até a jejuar. Outras vezes, sempre com o objectivo de perder peso, optam pela purgação (indução de vómitos ou uso impróprio de laxantes e diuréticos) bem como exercício físico intenso e/ou excessivo.

Existe uma distorção da imagem corporal, o que faz com que a pessoa se sinta gorda mesmo quando está com seu peso muito abaixo do indicado.

A perda de peso é tida como vitoriosa e um sinal de extraordinária autodisciplina, enquanto o ganho de peso é entendido como um fracasso do autocontrole.

A anorexia nervosa apresenta uma mescla de perigosidade que provoca a morte de 20% dos pacientes.

 

 

publicado às 22:25


Mais sobre mim

foto do autor



Arquivo

  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2012
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2011
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2010
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2009
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D