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Algo diferente na realização de objectivos

por oficinadepsicologia, em 30.08.11

Autora: Irina António

Psicóloga Clínica

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Irina António

Com o regresso de férias estamos de volta para abrir um novo ciclo de desafios profissionais e pessoais. É importante acompanhar esta abertura com uma reflexão prévia sobre o que gostaríamos e precisávamos de fazer para mudar algo na nossa vida que nos possa trazer maior satisfação e felicidade. Saber colocar desafios de uma maneira consciente diferencia do andar ao sabor da corrente, uma vez que nos permite estruturar o caminho pessoal com objectivos claros, bem como escolher recursos adequados para a sua realização: tempo, contactos com os outros, motivação, conhecimentos, capacidades físicas e psicológicas.

 

O primeiro passo a dar no sentido de tornar os seus objectivos mais conscientes é a sua definição. O nosso cérebro é uma espécie de bio – computador onde toda a informação se encontra interligada. E a partir do momento em que escolhemos a palavra que irá designar o nosso objectivo, o cérebro ficará activado para, então, iniciar a recolha de dados internos e externos para orientar o caminho da sua realização. O objectivo bem definido representa 50% do sucesso para s sua realização. Escreva pormenorizadamente o que precisa para chegar a ele.

 

Faça a prova dos seus objectivos pela “autenticidade”. Habitualmente pensamos pouco na origem dos nossos desejos, se eles nos pertencem ou fazem parte do pacote de expectativas dos pais, companheiros, chefes, professores, amigos ou outras pessoas do nosso meio mais ou menos próximo. Com a apropriação dos desejos / objectivos dos outros ganhamos uma obrigação de cumprir, que normalmente leva a um boicote do nosso inconsciente que irá gastar imensa energia para bloquear a sua execução. E a sua realização não traz uma sensação de plena satisfação, ao contrário quando cumprimos os nossos próprios objectivos.

 

Faça uma lista dos objectivos e comece a trabalhar com cada um deles, explorando os recursos necessários: os que já tem e os que faltam (força, dinheiro, conhecimentos, habilidades, disponibilidade das pessoas que quer envolver e muitos outros). Depois analise realisticamente as probabilidades em adquirir os recursos em falta num futuro próximo e crie uma hierarquia começando pelo objectivo cuja realização já é possível para breve.

 

 

 

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publicado às 10:19

Férias - momentos de arrumações

por oficinadepsicologia, em 29.08.11

Autora: Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

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Filipa Cristóvão

As férias são sinónimo de período de lazer, praia, divertimento e descanso. Mas também usamos essas pausas para arrumações de gavetas, casas e escritórios.

 

Porque não aproveitar para arrumar também algumas gavetas internas?

 

  • De quem é isto?

Identifique os seus medos e crenças. De quem ouviu que “conduzir é perigoso?”, “sou fraco”,“não vales nada”, “és um cobarde” , “não se pode confiar em ninguém”?

 Muitas das nossas crenças são aprendidas, e partem de outrém. Permanecendo ao longo do tempo inquestionáveis, acabam por se transformar em medos e limitações irracionais que assumimos como nossos, apesar de nem sempre o serem.

 

  • Ainda preciso disto?

Os meus comportamentos actuais são recursos? Ou limitam-me?

Muitas das nossas maneiras de pensar, agir foram excelentes recursos no momento em que as aprendemos, contudo, poderão ser desajustadas face ao momento actual.

Por exemplo, pode ter sido adaptativo ter desenvolvido alguma passividade perante uma professora austera e que punia os alunos que participavam nas aulas. Contudo, hoje em dia, apesar das circunstâncias terem-se alterado, o indivíduo continua a comportar-se da mesma maneira (ex. ter dificuldade em expor a sua opinião numa reunião de trabalho). Ou seja o mesmo comportamento que no passado foi um recurso, hoje em dia poderá ser uma limitação.

 

  • Livre-se já!

Livre-se do “devia…”, “tenho de…”- Esse tipo de afirmações aumenta a sensação de culpa e bloqueio. Na próxima vez que tiver essa tentação, e se tiver mesmo intenção de mudar algo, use antes a expressão “Seria melhor para mim, se eu fizesse isto…”

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publicado às 12:58

Sempre e nunca: palavras que nos fazem tanto mal!

por oficinadepsicologia, em 28.08.11

Autor: Luís Gonçalves

Psicólogo Clínico

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Luis Gonçalves

Sempre e Nunca são palavras inflexíveis, redutoras e limitadoras da nossa vivência. Tanto em terapia como nos meus grupos de formação, elas surgem de forma quase cirúrgica e reveladora. Até mesmo em mim, reparo nelas de vez em quando! O que é facto é que têm um impacto esmagador no nosso comportamento e é isso que venho hoje falar consigo.

 

Se passamos por um momento particularmente difícil após o fim de uma relação, podemos pensar “nunca serei feliz” ou “as minhas relações são sempre dolorosas”, de entre muitos outros pensamentos possíveis. Estamos a generalizar de tal forma a nossa vida que construímos um padrão desligado das nossas experiências vividas no concreto. Parece que às tantas criamos uns óculos de lentes especiais: só vemos o que confirma o tal padrão, as experiências que o contradizem são evitadas e desprezadas automaticamente. Desta forma, estamos a fortalecer as nossas crenças sobre nós, os outros e sobre o mundo. Se acreditamos que nunca teremos emprego, qualquer não resposta a uma candidatura que tenhamos feito vai alimentar a crença inicial. Se acreditamos que sempre fomos preguiçosos, ignoramos os momentos em que não o fomos.

Tanto a nível individual como relacional, sempre e nunca são importantes impedimentos à mudança!

 

O mais negativo destes óculos é que conseguem distorcer tanto o passado como o futuro (e consequentemente, o presente): a nossa vida relacional não foi sempre horrível (mesmo uma relação complicada tem bons momentos…) e não temos qualquer prova de que nunca seremos felizes. Este tema também faz lembrar aquelas pessoas que passam na nossa vida e que têm comportamentos negativos para com quem se relacionam. Se confrontados sobre eles, referem que sempre foram assim ou que é o seu feitio. Estas não são mais do que grandes desculpas para não terem que mudar e, simultaneamente, desresponsabilizarem-se em relação aos efeitos destrutivos do seu comportamento: não sou mesmo eu que faço mal, é o meu feitio que é o responsável!

 

 

 

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publicado às 16:58

Dicas para viver em pleno o novo bébé

por oficinadepsicologia, em 25.08.11

Autora: Catarina Mexia

Terapeuta Familiar e de Casal

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Catarina Mexia

As crises conjugais durante os primeiros 2 anos, após o nascimento do primeiro filho, são muito frequentes. Contudo é possível acautelar a relação e evitar que o stress normal, decorrente das mudanças várias nos elementos do casal e na relação, transforme estes momentos de alegria em desilusão.

 

Antes do nascimento

 

  • Planeiem os dois com antecedência as tarefas que precisam de realizar com a chegada do bebé. Como cada um pode participar, o que precisa de aprender e quem precisaram de envolver para que tudo corra com o menor stress possível. Recordem-se que inteligente é mesmo saber pedir ajuda!
  • Envolver o futuro pai no processo de gestação é fundamental e muitas vezes desejado. Não só permite uma melhor compreensão das mudanças que ocorrem física e psicologicamente com a mulher como favorecem uma vinculação precoce com o bebé.
  • A gravidez, a parentalidade, o desafio de educar uma criança é uma desafio que assusta qualquer um. Partilhar dúvidas, dialogar, procurar soluções em conjunto através dos amigos,  parentes ou profissionais de saúde é saudável e aumenta o sentimento de cumplicidade e proximidade do casal.

 Agora que são pais:

 

  • Procurem manter programas a dois. Vai ser difícil, o tempo parece que não chega para nada, e aquela coisinha que lá está em casa encanta-nos de tal forma que não queremos deixá-la por um segundo, mas os jantares, os passeios a dois são muito necessários para continuar a investir na relação de casal.
  • A prática de exercício físico ou de qualquer outro hobbie a sós que vos permita “cuidar” da vossa “forma” mental é também fundamental. O espaço próprio continua a ser fundamental numa relação de casal e mais ainda quando surge uma criança que exige tudo de nós, em especial das mães, nos primeiros anos. Há que criar momentos em que pensemos em nós, cuidemos de nós, para depois pudermos partilhar em casal o bem-estar e a variedade de situações que nos animaram.
  • Partilhar tarefas com o pai faz muito bem ao casal, não vos sobrecarrega e aproxima o pai do filho. Há que saber delegar, confiar e retirar o conforto que daí advém. Também nós estamos a aprender a ser mães e tal como os pais precisamos de fazer para aprender.

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publicado às 14:09

Férias com um doente de Alzheimer

por oficinadepsicologia, em 24.08.11

Autora: Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

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Filipa Cristóvão

 

É cada vez mais comum que muitas famílias tenham elementos com demência, muitas vezes especificamente doença de Alzheimer.

Aproximando-se o período de férias surgem muitas dúvidas? Levo o meu familiar? Ou deixo-o em casa ou em instituição? Apesar da insegurança natural das famílias, o isolamento destes indivíduos não é uma resposta. Dependendo das fases, numa fase mais inicial, existem alguns esquecimentos, mas são capazes de realizar muitas tarefas e de comunicar perfeitamente. Em fases mais avançadas qualquer mudança pode causar ansiedade e nervosismo.

A decisão contemplará ainda muitos outros factores, contudo ficam aqui algumas dicas:

  • É importante que a família se informe sobre as demências.
  • As férias não devem constituir um momento de mudanças abruptas. Devem ser escolhidos locais com alguns elementos familiares ao utente (ex. sítios onde anteriormente viveu, passou férias, ou onde habitem pessoas conhecidas)
  • A rotina é essencial, por isso horários e hábitos, mesmo fora de casa deverão ser mantidos.
  • Devem ser escolhidas actividades que remetam para as suas capacidades, hábitos e memórias – Questione-se sobre quais eram os passatempos do seu familiar (ex. jardinagem pode ser muito estimulante para uma pessoa, mas não para todas!)
  • Estimule eventos do passado - Tipicamente os eventos mais longínquos permanecem preservados, por isso poderá ser interessante realizar actividades que evoquem essas recordações: ex. ver álbuns de família, preparar antigas receitas, elaborar um caderno com histórias antigas, conversar sobre recordações da infância e juventude, visitar locais onde tenha vivido
  • Devem ser proporcionadas experiências positivas e relaxantes. Aproveite para estimular sensorialmente o seu familiar (ex. mostre-lhe diferentes cheiros, texturas, sons)
  • Devem ser incluídas actividades em grupo que reforcem o apoio social, evitando assim a sensação de alienação (ex. refeições em família)
  • É importante inspeccionar a segurança do local de férias. Por exemplo: retirar tapetes e objectos que possam proporcionar quedas; verificar a segurança de portas e janelas e fogões a gás; retirar a chave da casa-de banho e quartos.
  • Certifique-se que o seu familiar leva consigo os documentos e um papel com a morada, para facilmente poder ser conduzido a casa se se perder.

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publicado às 09:54

Gosto de ti, meu filho!

por oficinadepsicologia, em 23.08.11

Autora: Inês Afonso Marques

Psicóloga Clínica

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Inês Afonso Marques

Na natureza todas os organismos, no início da sua formação parecem ser mais frágeis. Esta assumpção é tão ou mais verdadeira quando falamos do ser humano. À nascença, o bebé é um ser frágil, totalmente dependente, incapaz de sobreviver de forma autónoma, necessitando de protecção e acompanhamento constantes para que se desenvolva.

O afecto dos pais é um dos principais elementos fundamentais ao desenvolvimento global da criança – do ponto de vista emocional, cognitivo, mas também social e motor.

Ao sentirem-se amadas as crianças sentem-se mais seguras e confiantes e, consequentemente, mais disponíveis para explorar, descobrir e aprender. Todas as experiências positivas, acompanhadas pelo afecto dos pais, reforçaram a auto-estima da criança, com repercussões na estruturação da sua personalidade.

 

Mas, como sabem as crianças que os pais gostam delas?

- Através das palavras de carinho, amor e encorajamento que ouvem dos pais. Através das festas, do colo, dos beijos e dos abraços.

- Pela atenção positiva que recebem. A criança prefere que lhe dirijam a atenção quando tudo corre bem e não apenas quando se portam mal. Reparando apenas naquilo que a criança falha, pode aumentar o risco de se reforçar um comportamento indesejado. A criança sente-se amada e especial quando reparam, comentam, elogiam, festejam as coisas boas que ela faz, as suas conquistas.

- Quando se sentem seguras, através de limites delineados pelos cuidadores. A criança sabe que os pais gostam dela quando os guiam, estabelecendo limites de forma razoável e consistente. Uma criança educada através de um estilo que conjugue a autonomia com muito afecto, tende a sentir-se amada, merecedora de confiança, respeitada, segura, feliz e com elevada auto-estima. Em adulta tenderá a ser responsável, respeitadora, amiga, disciplinada e determinada.

- Sempre que os pais demonstram interesse pela sua vida. Para uma criança é tão importante que os pais conheçam as suas dificuldades, como valorizem as suas virtudes, interesses e opiniões.

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publicado às 11:51

Filhos altruístas?

por oficinadepsicologia, em 20.08.11

Autora: Fátima Ferro

Psicóloga Clínica e educacional

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Fátima Ferro

Algumas ideias para que os seus filhos sejam mais generosos e altruístas com os outros:

 

1 – Em primeiro lugar é importante que eles tenham um clima familiar estável, caloroso e com explicações claras;

2 – Explicar porque é que devem  existir regras sociais e quais as consequências que os seus comportamentos podem ter nos outros;

Ex: “Se bateres na Susana irás magoá-la”.

3 – Apresentar regras ou orientações de forma positiva ;

Ex: “É importante e bom ajudarmos as outras pessoas” ou “Devemos partilhar aquilo que temos com as outras pessoas”.

4- A crianças de 7 ou 8 anos proporcionar-lhe atribuições pro-sociais.

Atribuir a ação de disponibilidade ou de altruísmo ao carácter do seu filho (a);

Ex: “Tu és uma criança disponível para os teus amigos”, “Tu fazes coisas boas aos outros”

5 – Leve os seus filhos a ajudarem os outros. Podem começar por ajudar os pais em casa nas tarefas ao seu alcance, como por exp: tomar conta de animais de estimação, fazer brinquedos para oferecer, ajudar os irmãos ou outras crianças mais pequenas nas tarefas escolares, etc.;

Mas tenha cuidado, não exerça uma coerção demasiado forte, porque se assim for, ela poderá criar a noção de que “a mãe ou o pai é que a obrigou a fazer isto”

6 – Sirva como modelo para os seus filhos.

 

 

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publicado às 19:38

Fome emocional vs fome real

por oficinadepsicologia, em 16.08.11

Autora: Filipa Jardim da Silva

Psicóloga Clínica

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Filipa Jardim da Silva

 

Quantos de nós já devorámos um pacote de bolachas enquanto aguardamos por um telefonema importante, parámos na pastelaria a caminho de casa em busca de consolo por um dia mau ou oferecemos a caixa de biscoitos favoritos para animar a sobrinha triste? A comida conforta, e este efeito reconfortante está presente em quase todas as fases da vida ou culturas. A fome começa então a surgir quando determinada situação se apresenta e o que comanda o comportamento de ingestão alimentar são as emoções e não as necessidades nutricionais.

 

Este tipo de padrões alimentares enquadra-se dentro da designada fome emocional, a chamada fome sem fome, uma fome que não tem ligação com a sustentação da vida, que não surge por sinais fisiológicos (fome real), pelo contrário ignora-os, e que se relaciona fortemente a factores psicológicos podendo constituir uma estratégia para lidar com o cansaço e stress, uma forma de ataque ao próprio corpo ou um mecanismo de compensação face a emoções negativas.

 

O problema principal advém da repetição destes episódios de ingestão alimentar, sendo que o prazer e bem-estar associado aos alimentos aquando da ingestão inicial, rapidamente dá lugar a sentimentos de culpa, perda de controlo e arrependimento, tendendo a repetir-se o mesmo padrão numa situação futura de tristeza e ansiedade, iniciando-se assim um ciclo vicioso de crises de gula.

 

 

 

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publicado às 15:00

Motivação: boi ou carroça?

por oficinadepsicologia, em 15.08.11

Autora: Madalena Lobo

Psicóloga Clínica

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Madalena Lobo

Vezes sem conta me deparo com pessoas que justificam a sua inacção por se encontrarem à espera de serem atingidas por esse raio mágico chamado motivação, que se irá ser responsável pelas tarefas que urgem ser feitas, sem esforço, nem obstáculos.

E, vezes sem conta, me vejo perante a necessidade ingrata de ter de explicar que isto não é motivação, mas sim pós de pirili-pim-pim… E que a fada Sininho tem andado desaparecida…

 

A vida está pejada de obrigações, rotinas aborrecidas e, genericamente, tarefas que não nos apetecem – se alguém lhe contou algo em contrário foi, seguramente, no contexto de um qualquer conto de fadas. Por isso, de uma forma ou de outra, temos de encontrar processos que nos facilitem iniciar as acções que temos de cumprir – obrigarmo-nos a agir, portanto. Felizmente, existem estudos que demonstram que basta vencer a resistência inicial a uma acção para que a sua execução se torne mais facilitada. Como diz um ditado antigo: “comer e coçar, o pior é começar”.

 

E como fazer isto? Bem,… Obrigando-se, claro! Vamos tentar com um cenário que é familiar à maioria de nós: um dia de sol tórrido, uma piscina de azul convidativamente refrescante; uns optam por uma abordagem cautelosa e vão arrefecendo os pés e pernas, salpicando os braços, um passinho de cada vez, entrando devagarinho, numa habituação progressiva à temperatura mais baixa. Outros tomam balanço, ensaiam uns passos de corrida, apertam o nariz e atiram-se. E outros, ainda, mais incautos, lá se decidem depois de levar um duche dos amigos que se atiraram com tanta resolução :=). As 3 estratégias funcionam – a que não funciona é ficar imóvel numa espreguiçadeira lá longe da acção; a não ser que não queira mesmo ir dar umas braçadas bem-dispostas e aproveitar o que o Verão tem para lhe oferecer, claro!

 

 

 

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publicado às 15:05

Parentalidade positiva

por oficinadepsicologia, em 10.08.11

Autora: Inês Afonso Marques

Psicóloga Clínica

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Inês Afonso Marques

Uma criança “porta-se mal”quando…

Para mim, é gritar. Para mim, é bater. Para mim, é não fazer o que eu mando. Para mim, é chamar nomes. Para mim, é não parar quieta. Para mim, é tudo isso e muito mais. E para si?

Quando a criança se “porta mal”, ela sente-se com frequência assustada, insegura, com receio. Ela necessita de uma disciplina gentil, mas firme e consistente. Sabendo que podem contar com os seus pais nesta orientação gentil, firme e consistente, a criança sente-se mais segura e calma.

Como transmitir essa segurança à criança?

  • Cumpra as suas promessas. A criança precisa de saber que pode confiar em si. Evite fazer promessas que, depois, não pode cumprir. Mesmo quando fala de castigos, assegure-se que posteriormente os conseguirá manter. Ajude a criança a compreender que “sim é sim” e “não é não”.
  • Interrompa as situações problemáticas com rapidez. Não argumente com a criança, mas também não faça do seu poder a única forma de se fazer ouvir. Evite perder o controlo. A criança precisa de sentir que os pais se sentem controlados. A verdade é que ao irritar-se tenderá a gritar, a usar a força e a fazer promessas que não conseguirá cumprir. A imagem de um pai ou mãe descontrolado apenas contribui para que a criança se sinta mais assustada, insegura, em perigo. Por todos este motivos, quanto mais cedo conseguir controlar um problema, menor a probabilidade de se sentir zangado ou frustrado.
  • Aprecie a criança. Todos os comportamentos têm um objectivo. Alguns desses “maus comportamentos” têm como objectivo receber atenção. Se o objectivo é ter atenção, então, o ideal é que ela seja dada na sequência de “comportamentos bons”.

Com treino, será cada vez mais eficiente em questões de disciplina. A criança acalma mais depressa e você conseguirá ter mais energia para tirar prazer da vossa relação. Descubra actividades que ajudam a criança a sentir-se especial. Pode ser algo “grande” como ir ao cinema ou algo mais simples como cozinharem um bolo juntos.

A disciplina e a diversão têm uma origem comum… O Amor pelos seus filhos.

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publicado às 11:25


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