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Férias - momentos de arrumações

por oficinadepsicologia, em 29.08.11

Autora: Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

 

 

Filipa Cristóvão

As férias são sinónimo de período de lazer, praia, divertimento e descanso. Mas também usamos essas pausas para arrumações de gavetas, casas e escritórios.

 

Porque não aproveitar para arrumar também algumas gavetas internas?

 

  • De quem é isto?

Identifique os seus medos e crenças. De quem ouviu que “conduzir é perigoso?”, “sou fraco”,“não vales nada”, “és um cobarde” , “não se pode confiar em ninguém”?

 Muitas das nossas crenças são aprendidas, e partem de outrém. Permanecendo ao longo do tempo inquestionáveis, acabam por se transformar em medos e limitações irracionais que assumimos como nossos, apesar de nem sempre o serem.

 

  • Ainda preciso disto?

Os meus comportamentos actuais são recursos? Ou limitam-me?

Muitas das nossas maneiras de pensar, agir foram excelentes recursos no momento em que as aprendemos, contudo, poderão ser desajustadas face ao momento actual.

Por exemplo, pode ter sido adaptativo ter desenvolvido alguma passividade perante uma professora austera e que punia os alunos que participavam nas aulas. Contudo, hoje em dia, apesar das circunstâncias terem-se alterado, o indivíduo continua a comportar-se da mesma maneira (ex. ter dificuldade em expor a sua opinião numa reunião de trabalho). Ou seja o mesmo comportamento que no passado foi um recurso, hoje em dia poderá ser uma limitação.

 

  • Livre-se já!

Livre-se do “devia…”, “tenho de…”- Esse tipo de afirmações aumenta a sensação de culpa e bloqueio. Na próxima vez que tiver essa tentação, e se tiver mesmo intenção de mudar algo, use antes a expressão “Seria melhor para mim, se eu fizesse isto…”

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publicado às 12:58

Férias com um doente de Alzheimer

por oficinadepsicologia, em 24.08.11

Autora: Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

 

Filipa Cristóvão

 

É cada vez mais comum que muitas famílias tenham elementos com demência, muitas vezes especificamente doença de Alzheimer.

Aproximando-se o período de férias surgem muitas dúvidas? Levo o meu familiar? Ou deixo-o em casa ou em instituição? Apesar da insegurança natural das famílias, o isolamento destes indivíduos não é uma resposta. Dependendo das fases, numa fase mais inicial, existem alguns esquecimentos, mas são capazes de realizar muitas tarefas e de comunicar perfeitamente. Em fases mais avançadas qualquer mudança pode causar ansiedade e nervosismo.

A decisão contemplará ainda muitos outros factores, contudo ficam aqui algumas dicas:

  • É importante que a família se informe sobre as demências.
  • As férias não devem constituir um momento de mudanças abruptas. Devem ser escolhidos locais com alguns elementos familiares ao utente (ex. sítios onde anteriormente viveu, passou férias, ou onde habitem pessoas conhecidas)
  • A rotina é essencial, por isso horários e hábitos, mesmo fora de casa deverão ser mantidos.
  • Devem ser escolhidas actividades que remetam para as suas capacidades, hábitos e memórias – Questione-se sobre quais eram os passatempos do seu familiar (ex. jardinagem pode ser muito estimulante para uma pessoa, mas não para todas!)
  • Estimule eventos do passado - Tipicamente os eventos mais longínquos permanecem preservados, por isso poderá ser interessante realizar actividades que evoquem essas recordações: ex. ver álbuns de família, preparar antigas receitas, elaborar um caderno com histórias antigas, conversar sobre recordações da infância e juventude, visitar locais onde tenha vivido
  • Devem ser proporcionadas experiências positivas e relaxantes. Aproveite para estimular sensorialmente o seu familiar (ex. mostre-lhe diferentes cheiros, texturas, sons)
  • Devem ser incluídas actividades em grupo que reforcem o apoio social, evitando assim a sensação de alienação (ex. refeições em família)
  • É importante inspeccionar a segurança do local de férias. Por exemplo: retirar tapetes e objectos que possam proporcionar quedas; verificar a segurança de portas e janelas e fogões a gás; retirar a chave da casa-de banho e quartos.
  • Certifique-se que o seu familiar leva consigo os documentos e um papel com a morada, para facilmente poder ser conduzido a casa se se perder.

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publicado às 09:54


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