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A teia ansiosa

por oficinadepsicologia, em 09.08.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

 

Tânia da Cunha

 

A ansiedade pode ser compreendida como um sentimento normal e transitório, emocionalmente desagradável, apresentando uma funcionalidade adaptativa, deste modo, uma experiência comum a todos os seres humanos.

Determinado nível de ansiedade é essencial para conseguimos um rendimento máximo ou óptimo, ainda assim, se a estimulação ansiogénica for excessiva excedendo as capacidades adaptativas do indivíduo, falamos de ansiedade patológica. Nesta linha de raciocínio, uma perturbação de ansiedade é entendida como um padrão comportamental não adaptativo de resposta ansiogénica.

As perturbações de ansiedade são distúrbios de saúde mental mais prevalentes na população em geral, que requerem tratamento. Os doentes com este tipo de patologia recorrem frequentemente os serviços de urgência médica.

Para uma melhor compreensão enuncia-se os sintomas mais frequentes da ansiedade:

  • Psíquicos: Humor ansioso (inquietude); Medos (multidão, desconhecidos, abandono, escuridão); Dificuldades cognitivas (dificuldade de concentração, alteração de memória); Perturbações afectivas (impaciência, irritabilidade, instabilidade emocional, agressividade); Insónia; Despersonalização (sensação de não estar em si); Desrealização (sensação de estar noutra realidade).
  • Corporais: Tensão muscular; Cansaço; Cãibras; Dores de Cabeça; Tremores; Sudorese; Palpitações; Sensação de falta de ar; Hipertensão; Extremidades frias; Náuseas; Rubor ou palidez; Cólicas; Diarreia; Dor pré-cordial; Boca seca; Urgência urinária.
  • Comportamentais: Evitamento de situações; Isolamento Social; Rituais (limpeza, organização, contagem etc.); Abuso de álcool ou drogas; Comportamentos suicidários.
  • Perceptivos: Ilusões (percepção deformada de um objecto real).

 

É importante reter que as perturbações de ansiedade afectam a maneira como a pessoa pensa, sente e age, se não forem tratadas causam sofrimento.  

publicado às 11:00

Ansiedade

por oficinadepsicologia, em 06.07.11

E-mail recebido

 

"Boa tarde,
Precisava da vossa ajuda, pois tenho sentido alguns sintomas como tremores, dor no peito, ansiedade, palpitações, sensação de desmaio..
 
já fiz análises e estava tudo bem, fui a 2 médicos que dizem que estou com uma depressão. O que acontece é que eu sinto-me realmente em baixo, triste por não estar bem de saúde.
Receitaram-me alprazolam e procoralam, mas o 2º medico receitou-me paroxetina 1x ao deitar.
Não sei que fazer...sinto-me confusa.
 
Atentamente,

J."

 

 

 

publicado às 15:18

Insatisfação e solidão

por oficinadepsicologia, em 21.06.11

E-mail recebido

 

"Olá. Boa tarde.

Tive a oportunidade de vos encontrar via facebook e desde então tenho sido assídua da vossa página e blog. Parabéns pelas belíssimas dicas, conselhos e ajuda; Parabéns pelo vosso trabalho.

Venho por este meio, como meio de desabafo e ao mesmo tempo colocar algumas questões que me tem perseguido nos últimos tempos.

Eu chamo-me M e tenho 25 anos. O motivo que me levou a contactar-vos prende-se com o facto de me sentir constantemente insatisfeita e infeliz. Ultimamente tenho tendência para me isolar, não me apetece estar com ninguém, não me apetece falar muito.. apenas ficar no silêncio, escutar o vazio à minha volta. Contudo, sinto-me demasiado sozinha, apesar de ser eu a afastar as pessoas. De algum modo, não me compreendo. O ser humano é realmente um constante insatisfeito. No mês passado andei com a tensão altíssima para a minha idade e com dores muito fortes no peito. Fiz exames e analises e não tenho nada. Tudo indica que o motivo é sistema nervoso.

Quando penso sobre o assunto, e tento realizar uma análise interna, fico envolvida no sentimento de que apenas desejo ser feliz, e não o consigo ser. Não sou feliz na grande maioria das coisas da minha vida e sinto-me tão triste por dizer isto, como se estivesse a maltratar a grande oportunidade - que é estar vivo.

Resumidamente, eu sei que tenho de mudar para ser feliz. Eu sinto isso todos os dias, como uma voz que dentro de mim grita "tens de mudar".

Mas pergunto-me mas como? E pergunto-vos mas como? Que caminho devo prosseguir para atingir o meu bem-estar emocional e físico?

Obrigada pela atenção e disponibilidade.

Peço que assegurem a minha confidencialidade.

Aguardo uma resposta se possível.

Com os melhores cumprimentos."

 

 


publicado às 15:31

Ansiedade existencial

por oficinadepsicologia, em 08.06.11

Autora: Fabiana Andrade

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

 

Fabiana Andrade

A compreensão do conceito de Ansiedade Existencial é útil no sentido de integrarmos as nossas experiências de ansiedade como sendo experiências sem as quais, uma grande parte da nossa existência deixaria de fazer sentido.

 

Do ponto de vista existencial, olhar para a patologia é olhar para o Homem que sofre, estar mais perto dele e vê-lo como alguém que existe para além da perturbação que o traz ao consultório. Todos os outros aspectos da existência do indivíduo são igualmente importantes. O homem não está separado da sua perturbação, do seu corpo, dos seus sintomas e queixas, tudo isso acontece na sua existência ao mesmo tempo que o seu processo decorre, assim, quer a ansiedade como qualquer outro tipo de experiência ajustada ou não, é vista como uma dimensão com significado que pode ser desvelado no contexto da Psicoterapia.

 

Muitos autores da Psicoterapia Existencial, fazem a distinção entre ansiedade e medo, e esta nos ajuda a compreender melhor a natureza difusa da ansiedade. A ansiedade é caracterizada pelo facto de que a ameaça não está em lugar nenhum. As pessoas referem muitas vezes o medo de situações que não aconteceram, e como tal, não existem no presente.

O medo por sua vez, está relacionado com a percepção de uma ameaça real e é desta forma, uma emoção protectora contra esta ameaça percebida.

 

Então, qual é a origem da ansiedade?

 

 

 

publicado às 11:44

Como fazer para que um "não" seja um "não"!

por oficinadepsicologia, em 18.05.11

Autora: Inês Mota

Psicóloga Clínica

 

 

Inês Mota

 

Se por vezes fica com a sensação de que quando diz “Não”, não é ouvido ou percebido ficando a sentir-se ignorado ou desrespeitado, aqui fica o convite para experimentar uma fórmula normalmente eficaz.

Primeiro que tudo tente perceber se por vezes se sente inibido em afirmar o seu “Não”. Se sim, tente perceber quais as razões que o levam a ficar em dúvida e anote-as num papel. 

De facto, acontece por vezes que a nossa mente fabrica justificações como: “vou ser rejeitado”, “vou magoar o outro”, “vou pôr o outro em causa”, “sou egoísta”, quanto pensamos em exprimir o que pensamos, o que sentimos, como quando, por exemplo, pretendemos recusar um pedido indesejado ou expressar o desagrado relativamente à atitude de alguém.

Várias são as razões que nos levam a pensar automaticamente desta forma, de entre as quais, a nossa educação, mas sobretudo, mantenha-se firme e não se deixe cair nestas rasteiras, pois:

-Todos nós temos direito a pensar e a sentir de diferentes formas e a expressar o que sentimos e pensamos.

-Todos nós temos o direito de expressar a nossa liberdade de pensamento e afirmação ao mesmo tempo que respeitamos a liberdade, perspectiva, convicções e crenças daquele com o qual interagimos.

Vamos agora treinar:

Imagine uma situação em que se tenha sentido desrespeitado e experimente comunicar o seu desagrado:

Passo 1 )

Quando…  (descreva objectivamente o comportamento do outro), ex: quando me interrompes quando estou a trabalhar.

Passo 2)

Os efeitos são… ( descreva como é que o comportamento do outro afecta concretamente a sua vida ou sentimentos), ex: eu desconcentro-me, interrompo a minha tarefa e acabo por ser menos produtivo.

Passo 3)  

Eu preferia que …(descreva o que pretende), ex: me perguntasses primeiro se posso falar contigo naquele momento.

Pode também introduzir um passo intermédio “ Eu sinto…”, que clarifica para nós e para os outros quais são os nossos sentimentos e pode reduzir mal-entendidos acerca da natureza dos nossos sentimentos. Mas, descrever os nossos sentimentos pode ser inapropriado em determinadas situações (i.e. uma reunião de negócios).
Pode treinar primeiro com várias situações pelas quais tem passado, escrevendo num bloco as alternativas. Pode também treinar com um amigo. E depois aventure-se e afirme os seus nãos, respeitando-se a si e aos outros. 
Venha experimentar ao vivo esta e outras fórmulas eficazes no grupo Vencer a Ansiedade Social www.oficinadepsicologia.com.
Novo grupo psicoterapêutico a começar hoje, dia 18, às 19:30 - encontros semanais, 12 sessões.

publicado às 10:35

Psico-somatização

por oficinadepsicologia, em 11.05.11

E-mail recebido

 

"Olá
Sou o P, sou de A actualmente a residir fora do país. Nunca tive nenhuma crise de ansiedade ate há dois anos atrás. Fui ao psiquiatra e ele logo me receitou fluoxetina e um outro medicamento para acalmar. Fiz tratamento durante dois anos e agora em Março voltei a ter uma crise bem forte. Durante este tempo sempre sinto que tenho algo na minha garganta tipo uma. O médico há dois anos disse-me que não tinha nada. Tenho feito analises também esta tudo normal, fiz uma endoscopia há duas semanas e deu tudo certo também, na sexta passada passei a noite acordado em desespero , mesmo em desespero sem saber o que fazer só pensando que tenho cancro e um sentimento tão desesperante que não sei o que fazer . Fui medico na sexta com a minha esposa , cheguei lá chorei mas chorei de desespero e não é fácil um homem de 35 anos chorar assim mas é o desespero de ter sempre na cabeça o pensamento que posso ter uma doença e sempre a pensar no cancro e na morte sei lá o que mais ... No meu trabalho passo 12 horas sozinho, sou segurança e tenho acesso à Internet, pelo que passo o tempo buscando sinais, sintomas, sei lá .... meus amigos, é desesperante! O médico acabou por me receitar fluoxetina 20 mg , e diazepam 2mg. Comecei a tomar sexta mas so agora e que parece que esta a começar a fazer efeito, tenho dormido mais .... apesar da minha esposa me dar todo o apoio, não consigo lidar com esta situacao .... "

 

 

 

publicado às 00:26

Perda de peso motivada por stress

por oficinadepsicologia, em 07.04.11

E-mail recebido

 

"Boa tarde Dra Madalena Lobo e a toda a equipa da Oficina de Psicologia.

O meu caso é o seguinte: desde hà três meses para cá que tenho vindo a perder bastante peso (por volta de 6/7 kg). A minha alimentação em nada mudou, como de tudo, só tenho cuidado na confecção dos alimentos(tento evitar os fritos, modero os doces e gorduras) No entanto, passei por períodos de bastante stress emocional, directamente ligados à minha actividade profissional e estabilidade financeira, que me deitaram muito abaixo e inclusivé me tiraram o sono. Comecei a beber tisanas à noite e ajudou um pouco, mas o estado de ansiedade e tristeza manteve-se.

Agora ainda me encontro abaixo do peso e a minha vida profissional já se encontra mais estável, no entanto, como é uma situação que pode ser sempre modificável, sinto que o meu estado de ansiedade nunca desaparece. O que me aconselha para descontraír e consequentemente ganhar algum peso?

Os meus maiores cumprimentos,

M"

 

 

 


publicado às 14:46

Ansiedade e cirurgia

por oficinadepsicologia, em 28.02.11

E-mail recebido

 

Olá,
Tenho 21 anos e sofro de ataques de pânico e ansiedade desde os 18 anos. Já faço psicoterapia e tomo medicação. No entanto, nada parece resultar e quando pensava que já estava curada tive uma recaída. O que eu gostaria de saber é se existe alguma cirurgia que possa ser feita ao cérebro/amigdala para acabar com a ansiedade os ataques de pânico? Mesmo que isso signifique não ter ansiedade em situações em que a ansiedade é normal.
Obrigada,

N

 

 

 

publicado às 18:44

Sabe se sofre de Ansiedade Generalizada?

por oficinadepsicologia, em 23.01.11

Não tem a certeza?

 

Faça o teste em http://www.oficinadepsicologia.com/questionario_gad.html

publicado às 19:54

Ansiedade Social

por oficinadepsicologia, em 12.01.11

E-mail recebido

 

"Boa tarde,

Tenho 16 anos e sou estudante, encontrei o vosso site recentemente e fiquei surpreendida ao ler sobre Fobia Social, pois foi como ler uma descrição detalhada sobre mim mesma.
Não sei se terei mesmo uma fobia social, mas que algo tenho isso eu sei.
Na escola não consigo inserir-me em grupos de amigos, manter ou iniciar uma conversa, falo apenas com duas ou três raparigas mais próximas e é só. Qualquer outra pessoa que coloque conversa eu não consigo falar e faço de tudo para evitar. Espanto-me comigo mesma, pois invento o que for preciso para não estar com pessoas. Até apanhar o autocarro tenho de esperar mais de 1 hora, como não gosto de esperar na paragem porque podem aparecer pessoas que falem comigo ou simplesmente olham, eu vou para um café pouco frequentado e lá fico a fazer tempo até à hora. Se entrar no café e estiver pessoas conhecidas ou da minha idade compro uma pastilha e saio, mesmo que tenha ido com intenção de lanchar.
Estou farta de constantemente mudar a minha vida por este receio parvo, eu detesto ser o centro de atenções, detesto apresentar trabalhos, se me atrasar para uma aula já não tenho coragem de bater e entrar. Pois isso implica ser o centro de atenções por momentos, por isso nunca chego atrasada. Não tenho coragem para bater à porta de pessoas, pedir informações ou mesmo telefonar. Não saio nem vou a festas porque nunca sei como me comportar e acabo por me sentir completamente humilhada, invento desculpas e não vou. Digo sempre que os meus pais não me deixam, mas na realidade nem lhes pergunto. Mas ultimamente os poucos amigos também se afastam mais. Nas férias limito-me a ficar fechada no quarto a ver filmes e séries. No entanto sou boa aluna e tenho boas notas, acho que pela simples razão de não querer decepcionar os meus pais nem ser chamada à atenção na escola.
O que posso fazer? Não quero procurar psiquiatras ou psicólogos porque isso implica falar disto com alguém (o que nunca fiz) e por isso peço ajuda a vocês, o que me aconselham? Eu realmente quero melhorar, quero andar na rua de cabeça erguida e sem medo de olhar na cara das pessoas, sem medo do que pensam ou dizem de mim, quero namorar como todos os outros, sentir-me acarinhada e amada, mas como se não consigo chegar perto das pessoas? Continuo a dizer a mim mesma que quando for para a Universidade, e provavelmente morar com gente da minha idade, que tudo irá mudar. Que encontrarei um namorado, que irei ter amigos e ir a festas. Mas na realidade o que sou agora não vai mudar de um dia para o outro, verdade? Ajudem-me por favor."

 

 

 

publicado às 15:11


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