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Dia Mundial da Depressão

por oficinadepsicologia, em 01.10.11

www.oficinadepsicologia.com

 

Neurastemia

Sinto hoje a alma cheia de tristeza!

Um sino dobra em mim Avé-Maria!

Lá fora, a chuva, brancas mãos esguias,

Faz na vidraça rendas de Veneza…

 

O vento desgrenhado chora e reza

Por alma dos que estão nas agonias!

E flocos de neve, aves brancas, frias,

Batem asas pela Natureza…

 

Chuva…tenho tristeza! Mas porquê?!

Vento…tenho saudades! Mas de quê?!

Ó neve que destino triste o nosso!

 

Ó chuva! Ó vento! Ó neve! Que tortura!

Gritem ao mundo inteiro esta amargura,

Digam isto que sinto que eu não posso!! ...

 

Florbela Espanca, in “Livro de Mágoas”

Tânia da Cunha

 

 

 

http://youtu.be/u8SjHXoJ0LY

Iolanda Maria

 

 

 

 

 

No sentir….

De não sentir

O que o sentir devia

No desassossego de sentir

A eterna apatia

 

Não há lugar…

Nem pessoa….

Que satisfaça esta lacuna

Não há carne…nem alma

Que aguente sentir coisa alguma

 

Esta melancolia sem fim

De ter esquecido de sentir

Neste vazio em mim

Um desespero de querer partir

 

Escuto teias de palavras

Na impaciência do sofrimento

Na inquietude aguardo

A esperança do sentimento

 

Outrora a emoção

O meu corpo conheceu

Jaz agora a indiferença

Da paixão que esqueceu

 

Susanne Diffley

 

 

 

A Depressão no Idoso

É com frequência que hoje em dia se ouve e vê nos órgãos de comunicação social, casos de pessoas idosas que vivem sós e que acabam por falecer mergulhadas num profundo estado de tristeza, e apatia sem que ninguém dê por elas. Em nome de tudo isso e o que isso traduz, lembrei-me de neste Dia Europeu da Depressão deixar este texto ilustrado por estes slides que a todos toca.

A depressão é considerada hoje em dia, um problema de saúde pública importante que afecta pessoas de todas as idades, levando a sentimentos de tristeza e isolamento social que muitas vezes têm como desfecho o suicídio.

É nas idades mais avançadas que ela pode atingir os mais elevados índices de morbilidade e mortalidade, na medida em que assume formas incaracterísticas, muitas vezes difíceis de diagnosticar e, consequentemente, de tratar.

Em consequência, a principal dificuldade que se coloca aos profissionais de saúde é o diagnóstico correcto deste quadro clínico, que, em muitos casos, está associado ao facto de a maioria dos idosos, negar a sua depressão e não procurar o tratamento adequado, e as pessoas que os rodeiam e com quem convivem habitualmente associarem à idade avançada, a melancolia e a tristeza devido a perdas afectivas, económicas, sociais, doenças crónicas, etc. não valorizando as suas queixas.

Aceitando por exemplo, com uma resignação demasiado fácil, que um septuagenário, se encontre “habitualmente” triste ou só após o falecimento do seu, ou da sua, companheira.

Os sintomas que normalmente aparecem nestes estados depressivos podem ser relativamente inespecíficos, tais como a astenia, as perturbações de sono, tristeza e ansiedade, desinteresse por hábitos e/ou prazeres que lhe eram habituais. Os sintomas mais específicos são os que decorrem da depressão do humor, bem como a lentidão psicomotora.

Na realidade, o idoso apresenta-se, muitas vezes, com múltiplos sintomas confusionais e preocupações somáticas, negando o humor disfórico ou não o vivenciando. A existência de doenças físicas concomitantes pode constituir um factor confusional no diagnóstico, visto que a maioria dos idosos personifica a interacção entre doenças físicas e psiquiátricas. No entanto é importante ficar alerta sempre que se excluam causas orgânicas e/ou estejam presentes sintomas da síndrome depressivo (anergia, variação diurna do humor e insónia precoce), ou ainda a eventuais tratamentos “específicos” que não melhoraram o quadro clínico.

 À semelhança do que se verifica nos adultos mais jovens, é importante efectuar-se uma avaliação clínica rigorosa e discriminativa entre a evolução daquilo que é uma situação de luto e a instalação de um quadro depressivo duradouro. Embora seja actualmente consensual que as razões que “favorecem” a depressão aumentam quase automaticamente com a idade, inclusive, tal como já vimos, existem várias perdas relacionadas, já não é, por outro lado, possível deixar de se tratar adequadamente o idoso.

E por tratamento adequado entenda-se também a instituição de um determinado número de medidas de carácter psicossocial tendentes a evitar o deslize para o que poderá ser um quadro depressivo ou para o isolamento.

Um bom dia Europeu da Depressão

Fátima Ferro

 

 

 

Rotina

Passamos pelas coisas sem as ver,

gastos, como animais envelhecidos:

se alguém chama por nós não respondemos,

se alguém nos pede amor não estremecemos,

como frutos de sombra sem sabor,

vamos caindo ao chão, apodrecidos.

Eugénio de Andrade

 

 

 

As mãos  

Que tristeza tão inútil essas mãos 
que nem sempre são flores 
que se dêem: 
abertas são apenas abandono, 
fechadas são pálpebras imensas 
carregadas de sono. 

Eugénio de Andrade

 

Maria João Galhetas

 

 

 

Depressão

De: Luiz Tanus

 

Os mais profundos redutos da alma
No pensamento, grande inquietação,
Algo terrível nos retira a calma
Esta maldita dor é depressão.

A apatia é seu melhor sintoma
A indiferença, a amiga fiel;
A letargia leva a mente ao coma
E ofusca a luz, com seu escuro véu.

O mundo todo se torna cinzento
Para quê viver, se alegria não se tem ?
As tentativas de encontrar alento
Terminam sempre em total desdém.

Os dias longos, mais parecem anos,
Sem uma luz para iluminar a sorte;
Não raras vezes, momentos insanos,
Acreditamos ser melhor a morte.

E nessas horas, pungentes, sofridas,
Do triste encontro com demonios seus;
Procure esperança aguerrida, procure a alcançar
Já que essa sina terrível vai consumir quem não acreditar.

Filipa Jardim Silva

 

 

 

Café pode prevenir depressão nas mulheres

Duas ou mais chávenas de café por dia pode ser a solução para evitar a depressão no sexo feminino. A conclusão é de um estudo onde participaram mais de 50 mil mulheres.

Consulte o artigo completo em: http://www.jn.pt/paginainicial/sociedade/interior.aspx?content_id=2025522
Cristina Sousa Ferreira

 

 

Estou triste ou Sou triste?

Esta distinção é fundamental no diagnóstico da depressão. Depressão significa isso mesmo, um declive, um desnível, um vale, um abatimento, um enfraquecimento, um esgotamento. É um termo utilizado em diversos contextos onde estas são as características.

Quando o assunto é o ser humano, falamos destas características no que refere a emoção e ao corpo. É um abatimento, um enfraquecimento da energia vital do indivíduo.

Quando passamos por uma mudança, uma perda, um luto, é natural que o nosso corpo reaja dessa forma, fazendo um recolhimento e tirando um tempo para o devido processamento de todas essas ocorrências. E aqui, poderíamos dizer algo do género: perante estes acontecimentos, estou triste.

Quando a depressão surge em forma de patologia ou perturbação, a situação é diferente. Neste caso a pessoa sofre de sintomas marcados e prolongados no tempo, de uma forma desproporcional aos eventos, ou mesmo na ausência de qualquer tipo de evento.

Os sintomas neste caso podem variar entre tristeza acentuada, apatia, perda de energia, cansaço, pensamentos negativos com ou sem ideias suicidas, pessimismo, alterações do desejo sexual, desinteresse, preocupações excessivas com o sentido da vida ou da morte, alterações no sono e no apetite entre outros (mais informações: http://oficinadepsicologia.com/depressao).

Neste caso, surge no indivíduo a noção de “eu sou triste” como uma identificação com o próprio sentimento de abatimento.

É possível resolver a situação? Sim! Procure os indicadores em si ou nas pessoas que o rodeiam e peça ajuda. A psicoterapia é um meio eficaz no tratamento da depressão.

Factores de Risco e Sinais de Alerta:

- Pessoas com episódios de depressão no passado;

- Pessoas com história familiar de depressão;

- Pessoas do género feminino – a depressão é mais frequente nas mulheres, ao longo de toda a vida, mas em especial durante a adolescência, no primeiro ano após o parto, menopausa e pós-menopausa;

- Pessoas que sofrem um qualquer tipo de perda significativa, mais habitualmente a perda de alguém próximo;

- Pessoas com doenças crónicas - sofrendo do coração, com hipertensão, com asma, com diabetes, com história de tromboses, com artroses e outras doenças reumáticas, SIDA, fibromialgia, cancro e outras doenças;

- Pessoas que coabitam com um familiar portador de doença grave e crónica (por exemplo, pessoas que cuidam de doentes com Alzheimer);

Pessoas com tendência para ansiedade e pânico;

- Pessoas com profissões geradoras de stress ou em circunstâncias de vida que causem stress;

- Pessoas com dependência de substâncias químicas (drogas) e álcool;

- Pessoas idosas:

- Repare se sofre de ansiedade e/ou ataques de pânico;

- Se apresenta queixas físicas;

- Se sente qualquer um dos sintomas referidos.

Fabiana Andrade

 

 

 

 

Neste dia mundial da depressão penso que seria importante pensar nas pessoas que nos estão próximas e que por uma razão ou por outra estão deprimidas. 

Há várias coisas que se podem fazer para alegrar uma pessoa que se encontra num estado depressivo: 

-Fazer uma visita - Passar algum tempo com esta pessoa, passar-lhe o seu calor, o seu amor e a sua compreensão poderá ser altamente importante para esta pessoa caminhar para a sua regeneração emocional. 

-Fazer um telefonema - Por vezes não é possível de todo visitar... Mas existe sempre a possibilidade do contacto via telemóvel. Hoje em dia existem redes altamente económicas que permitem falar quase gratuitamente. Um telefonema pode fazer a diferença!

-Enviar uma mensagem por telemóvel - Esta é também outra possibilidade de dar uma palavra amiga a alguém deprimido. 

-Enviar um e-mail - Em pouco tempo é possível escrever algo com significado que pode ajudar alguém de quem gostamos a sorrir. 

-Enviar um postal- É também algo altamente acessível e que tem sempre muito significado.

-Enviar uma canção que a ajude a sorrir. 

-Enviar um poema, uma citação... Até uma reflexão pode ter peso. 

- Enviar um video cómico pelo Youtube. Rir é sempre muito importante até para relativizar a situação.

 

Como vê existem muitas formas, estas são apenas algumas, para dar um pouco de alegria a alguém deprimido. 

 

Vou deixar-vos com o segundo andamento do Concerto para Piano e Orquestra de Sergei Rachmaninov que foi dedicado ao seu hipnoterapeuta que o ajudou a sair da sua crise depressiva, provocada pela não aceitação por parte do público russo do seu primeiro concerto para Piano e Orquestra. 

 

http://www.youtube.com/watch?v=znlUBaLH2zY&feature=related

 

Faça do dia da Depressão, um dia diferente. 

António Norton

 

 

 

DEVE CHAMAR-SE TRISTEZA

 

Deve chamar-se tristeza 
Isto que não sei que seja 
Que me inquieta sem surpresa 
Saudade que não deseja. 
Sim, tristeza - mas aquela 
Que nasce de conhecer 
Que ao longe está uma estrela 
E ao perto está não a Ter. 

Seja o que for, é o que tenho. 
Tudo mais é tudo só. 
E eu deixo ir o pó que apanho 
De entre as mãos ricas de pó.

 

Fernando Pessoa

Rita Alves

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publicado às 17:06

Não sei o que se passa comigo...

por oficinadepsicologia, em 25.09.11

Autor: Francisco de Soure

Psicólogo Clínico

www.oficinadepsicologia.com

 

Francisco de Soure

“Não sei o que se passa comigo. Acho que estou deprimido, não percebo o que se passa. Só sei que odeio estar assim!”

 

Era assim o discurso do Ricardo quando o conheci. Quando veio procurar ajuda, o Ricardo dizia-se deprimido. Sentia um aperto no peito, uma falta de ânimo e de energia e tinha dificuldade em dormir e em comer. Confessou-me que estava assim há duas semanas. Uma exploração de o que poderia estar a provocar este aparente estado de depressão revelou que o Ricardo tinha perdido o avô exactamente há 2 semanas. Que o Ricardo estava em baixo, não havia dúvida. O que parecia escapar-lhe era a definição de o que era este estar em baixo. O Ricardo estava triste. Pura e simplesmente triste. O que, pensando bem nisso, é o que é esperado que aconteça quando perdemos alguém de quem gostamos. Aquilo que parecia ser mais difícil para o Ricardo era reconhecer e aceitar esta emoção. O Ricardo rejeitava-a, via-a como um estado intruso, indesejado. Como se o desconforto da tristeza fosse sinónimo de que algo não estava bem. Nesta altura, o Ricardo ainda não estava deprimido. Estava profundamente triste, mas a força que investia a manter esta tristeza longe de si era surpreendente. E, ao não viver esta tristeza, ao não a deixar correr em lágrimas, estava a mantê-la presa dentro de si. O que o Ricardo não sabia era que as emoções são como a água. Se as deixarmos correr, podem limpar-nos, matar-nos a sede, levar-nos para a frente. No caso do Ricardo, chorar a tristeza dele permitir-lhe-ia procurar apoio, libertar a dor, criar espaço dentro de si para aquelas saudades boas que nos aquecem por dentro quando nos lembramos de alguém de que gostamos muito mas já não está cá. Ora, quando as emoções estagnam, apodrecem e transformam-se em algo que nos fere. A dor engaiolada dentro de nós não nos deixa libertar da sensação de perda e vazio, não nos autoriza a procurar outras pessoas. Quase como se, deixando correr a tristeza e andando em frente, fôssemos trair quem perdemos. E a energia que mantermo-nos assim nos consome deixa-nos absolutamente exaustos.

 

Felizmente, o Ricardo procurou ajuda a tempo. Deixou a tristeza correr. Chorou pelo avô e, no seu íntimo, despediu-se dele. Libertou-se da mágoa e criou espaço para se lembrar do avô com ternura, e transportar essa ternura para os filhos dele. Felizmente, o Ricardo não chegou a deprimir. Infelizmente, muitos de nós não nos damos conta do que está a acontecer, e acabamos por cair no poço da depressão. Se ao ler estas palavras se revê nesta descrição, não perca tempo. Não se permita deprimir, nem tão pouco se permita manter-se deprimido se for isso que está a sentir. Procure ajuda. O Grupo Terapêutico de Tratamento da Depressão inicia-se dia 26 de Setembro, às 19h, na Oficina de Psicologia, com uma duração de 12 sessões, com uma periodicidade semanal e um custo de apenas 25€ por sessão.

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publicado às 11:26

Diga não à fadiga e esgotamento

por oficinadepsicologia, em 15.09.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

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Tânia da Cunha

Todos nós estamos sujeitos, no nosso dia-a-dia, a preocupações, inquietações e stress em maior ou menor grau. Mas o que será que acontece quando já não temos forças para reagir às exigências que se colocam? Podemos sentirmo-nos cansados e esgotados. E deste modo, pode despoletar uma depressão reactiva por fadiga.

Há diversos motivos que justificam uma depressão por fadiga. A predisposição genética é uma explicação provável para o facto de as pessoas reagirem de modos diferentes a situações de grande tensão.

 

As pessoas são tão diferentes entre si como são diferentes os recursos internos que têm para lidar com idênticas situações de tensão. Na esfera profissional há quem chegue mesmo a adoecer psiquicamente devido ao stress que está submetido. Ainda assim, não só a sobrecarga de trabalho pode causar sofrimento, também a inactividade permanente pode ser tão penosa que acaba por dar origem a grande descontentamento e tensão.

 

A estrutura da personalidade das pessoas que sofrem de uma depressão por fadiga é amplamente conhecida no meio científico. De modo geral são muito eficazes no seu trabalho e têm tendência para querer assumir cargos de grande responsabilidade. Procuram continuamente afirmar-se perante os outros e gostam de ultrapassar os seus objectivos profissionais. O medo de falhar, a pressão da concorrência e ao mesmo tempo o alto nível de exigência que se impõem podem conduzir a uma situação de permanente tensão interior.

 

Alguns conseguem conviver com o stress durante determinados períodos de tempo, mas acabam por ser vencidos. O cansaço e o esgotamento instalam-se e podem dar origem a uma quebra acentuada da capacidade de trabalho.

Como quebrar o ciclo? O primeiro passo que se impõe consiste em alterar a situação de tensão.

  • A nível profissional, uma conversa com o superior poderá eventualmente ajudar a resolver o problema.
  • No que respeita à psicoterapia deverá ser feita uma avaliação das características da personalidade que estão realmente subjacentes ao conflito, com vista a uma aprendizagem de novos comportamentos.
  • Também se têm demonstrado eficazes as actividades desportivas e diversas técnicas de relaxamento, como por exemplo a prática de ioga, e os exercícios de autocontrolo.

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publicado às 09:42

Dia Mundial da Prevenção do Suicídio

por oficinadepsicologia, em 10.09.11

Autor: Francisco de Soure

Psicólogo Clínico

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Francisco de Soure

O suicídio constitui-se, actualmente, como uma causa de morte de dimensão significativa a nível mundial. A OMS estima que, a cada dia, cerca de 3000 pessoas terminem com a sua vida de forma voluntária e que, para cada uma que concretiza o acto, outras 20 o tentem. É assustador pensar que, a cada dia, qualquer coisa como 60000 pessoas procurem para si a morte. Só em Portugal, serão cerca de 1200 pessoas por ano. E mais assustador se torna se considerarmos as graves repercussões que uma morte por suicídio tem nas famílias e pessoas chegadas de quem o comete.

 

Quem nunca considerou o suicídio como um cenário possível costuma ter dificuldade em compreendê-lo. O mais básico dos nossos instintos é o da auto-preservação. Assim sendo, como explicar a nós próprios um acto que da forma mais gritante contraria este instinto? Compreender o suicídio é compreender o desespero. Injustamente apelidado de “uma chamada de atenção”, o atentado à própria vida é visto por quem o comete como a única saída possível para uma situação intolerável, a única forma de acabar com a dor, ou uma oportunidade quase mágica de começar de novo. O suicídio aparece, frequentemente, associado a quadros de depressão. De facto, a investigação aponta para que cerca de 15% das pessoas que tentam ou cometem suicídio estarão clinicamente deprimidas. E as estatísticas da OMS apontam, também, para que a depressão continue a aumentar de forma galopante, particularmente nos países ocidentais.

 

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publicado às 11:08

Saiba como ajudar um familiar ou amigo com depressão

por oficinadepsicologia, em 03.08.11

Auora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

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Tânia da Cunha

A família e os amigos são muitas vezes um pilar fundamental para quem sofre de depressão.

  • Escute atentamente – tente escutar com cuidado, sem ter expectativas de que tem a responsabilidade de resolver ou modificar os problemas;
  • Postura empática – coloque-se no lugar do outro e dê-se conta o que sentiria se o mesmo lhe estivesse a acontecer a si. Isto pode possibilitar uma melhor compreensão daquilo que se passa com o seu familiar ou amigo;
  • Informe-se - a depressão é uma doença e não um estado meramente de tristeza; quanto mais souber sobre o assunto, mais poderá ser eficaz na ajuda que presta
  • Seja disponível – dedique algum tempo encorajando-o não só a falar como também a optar por actividades saudáveis, como por exemplo exercício físico moderado;
  • Valorize-o – fale-lhe sobre as características que particularmente lhe agradam;
  • Esclareça as suas dúvidas – se tiver dúvidas sobre o tipo de tratamento prescrito, não hesite em esclarecer-se junto do profissional de saúde que acompanha o seu familiar;
  • Participe em actividades de auto-ajuda: ofereça a sua ajuda, mas cuide também de si.
  • Insista em que a pessoa procure ajuda especializada - esse será o melhor favor que lhe poderá fazer!

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publicado às 16:16

E se tratar a depressão fizesse emagrecer?

por oficinadepsicologia, em 05.07.11

Autora: Madalena Lobo

Psicóloga Clínica

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Madalena Lobo

Ter um índice de massa corporal superior a 30 representa um aumento de risco de depressão entre 50% a 150%. Por isso, é importante avaliar se existem critérios de diagnóstico de depressão em pessoas que iniciam planos para emagrecer.

Ao serem estudados dois formatos de intervenção em grupo, no qual num grupo apenas se trabalhavam os temas de perda de peso e no outro se trabalhavam esses mesmos temas e os aspectos de depressão, verificou-se que, nos primeiros 6 meses de intervenção, as pessoas com maior redução de sintomas depressivos eram as que conseguiam perder mais peso (5 kgs, em média).

Por isso, se pertence aos (estimados) 60% da população portuguesa com peso a mais e está a pensar fazer algo para melhorar a sua forma física, verifique se tem sintomas depressivos – clique para ler sobre sintomas de depressão. Se for esse o caso, compensa iniciar simultaneamente um acompanhamento psicoterapêutico para tratar a depressão. Não só perde peso mais rapidamente, no curto prazo, como volta a sentir-se bem e a usufruir a vida em pleno.

 

Com base em Health Behavior News Service, part of the Center for Advancing Health (2010, December 27). Treating women’s depression might help them lose weight.

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publicado às 09:30

Sintomas de depressão em crianças e adolescentes

por oficinadepsicologia, em 02.07.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

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As manifestações das perturbações depressivas em crianças e adolescentes podem muitas vezes passar despercebidas ou serem confundidas com outras situações.

As crianças, bem como os adolescentes podem ter dificuldade em descrever ou expressar o seu estado emocional interno, o que muitas vezes dificulta identificar quadros depressivos. É importante que pais, outros familiares, educadores e professores estejam atentos quando de forma persistente, crianças e adolescentes apresentem alguns dos seguintes sintomas:

  • Irritabilidade e zanga.
  • Comportamentos agressivos e de risco.
    Tânia da Cunha
  • Mau desempenho escolar.
  • Isolamento social.
  • Relutância em conhecer pessoas.
  • Tentativas ou planos de fuga de casa.
  • Ansiedade de separação. 
  • Sensação de aborrecimento.
  • Abuso de álcool ou de outras drogas.
  • Medo da morte.
  • Sensibilidade à rejeição ou ao insucesso.
  • Sintomas físicos não devidos a outra doença (dores de cabeça, perturbações digestivas, dor crónica, mal-estar geral).

Não se esqueça que a depressão é uma doença e tem tratamento!

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publicado às 19:14

Porquê eu?

por oficinadepsicologia, em 30.06.11

Autor: Francisco de Soure

Psicólogo Clínico

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Francisco de Soure

Esta é uma das perguntas que mais frequentemente ouvimos em consultório quando trabalhamos com alguém a debater-se com depressão.

 

É uma luta árdua, que se torna mais árdua ainda devido á profunda negatividade que encontramos em toda a gente que sofre desta perturbação. Algo que se torna particularmente difícil quando temos em conta que a maior parte das pessoas que sofrem de depressão tendem a sub-valorizar as suas experiências dolorosas por comparação com outras pessoas que, a seu ver, têm vidas bastante mais duras e difíceis. É frequente ouvir questões como “Se A, B ou C tiveram na sua vida momentos tão difíceis como um divórcio, um despedimento, a morte de alguém próximo ou uma doença prolongada, que moral tenho eu para estar assim?”. Os nossos cliente não conseguem encontrar resposta para esta questão, o que frequentemente reforça a sua percepção de si como fracos, ou falhados. Nós, psicólogos, também nos debatemos com esta questão.

 

Afinal de contas, o que torna determinados indivíduos mais propensos a serem afectados por depressão? O que faz com que pessoas com vidas aparentemente confortáveis deprimam e outras não? Claro está, existe um sem fim de hipóteses que na prática clínica vamos confirmando ou desmentindo. Em paralelo, continuamos a investigar em larga escala de forma a determinar, de forma inquestionável, quais os fatores que parecem tornar determinados indivíduos mais vulneráveis à depressão.

 

Na UCLA, na California, EUA, uma investigação recente acrescentou dados importantes à resposta a esta pergunta. Os investigadores concluíram que pessoas com experiências adversas em idades precoces (infância) têm tendência a ser menos resistentes a fatores de stress e, por conseguinte, mais vulneráveis  à depressão. Particularmente se estas experiências forem experiências de perda relacional, como um divórcio dos pais, ou o afastamento de um dos pais por período prolongado. A hipótese dos autores é que estas experiências poderão resultar na aprendizagem de expectativas e crenças fortemente negativas relativamente ao mundo. Reduzindo-se o fator esperança, torna-se mais provável o desenvolvimento do desespero tão característico da depressão. Em simultâneo, os autores concluíram que experiências anteriores de depressão também tornam mais provável o desenvolvimento futuro deste quadro, visto estarem também particularmente sensíveis ao stress. Assim sendo, acrescenta-se o nosso conhecimento relativamente às causas da depressão e reforça-se algo que já sabemos: uma gestão eficaz, cuidada e inteligente do stress pode ser fator decisivo na prevenção desta perturbação.

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publicado às 13:46

Insatisfação e solidão

por oficinadepsicologia, em 21.06.11

E-mail recebido

 

"Olá. Boa tarde.

Tive a oportunidade de vos encontrar via facebook e desde então tenho sido assídua da vossa página e blog. Parabéns pelas belíssimas dicas, conselhos e ajuda; Parabéns pelo vosso trabalho.

Venho por este meio, como meio de desabafo e ao mesmo tempo colocar algumas questões que me tem perseguido nos últimos tempos.

Eu chamo-me M e tenho 25 anos. O motivo que me levou a contactar-vos prende-se com o facto de me sentir constantemente insatisfeita e infeliz. Ultimamente tenho tendência para me isolar, não me apetece estar com ninguém, não me apetece falar muito.. apenas ficar no silêncio, escutar o vazio à minha volta. Contudo, sinto-me demasiado sozinha, apesar de ser eu a afastar as pessoas. De algum modo, não me compreendo. O ser humano é realmente um constante insatisfeito. No mês passado andei com a tensão altíssima para a minha idade e com dores muito fortes no peito. Fiz exames e analises e não tenho nada. Tudo indica que o motivo é sistema nervoso.

Quando penso sobre o assunto, e tento realizar uma análise interna, fico envolvida no sentimento de que apenas desejo ser feliz, e não o consigo ser. Não sou feliz na grande maioria das coisas da minha vida e sinto-me tão triste por dizer isto, como se estivesse a maltratar a grande oportunidade - que é estar vivo.

Resumidamente, eu sei que tenho de mudar para ser feliz. Eu sinto isso todos os dias, como uma voz que dentro de mim grita "tens de mudar".

Mas pergunto-me mas como? E pergunto-vos mas como? Que caminho devo prosseguir para atingir o meu bem-estar emocional e físico?

Obrigada pela atenção e disponibilidade.

Peço que assegurem a minha confidencialidade.

Aguardo uma resposta se possível.

Com os melhores cumprimentos."

 

 


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publicado às 15:31

Dicas para ajudar numa depressão

por oficinadepsicologia, em 07.06.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

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Tânia da Cunha

Não se isole: se recebeu más notícias ou se teve um problema grave, tente conversar sobre a situação e os seus sentimentos com alguém de maior intimidade. Muitas vezes, é possível apaziguar os efeitos de uma situação penosa chorando ou falando com alguém em quem se confie.

 

Diga Não à Inactividade: saia de casa e faça exercício físico ligeiro, nem que seja uma caminhada. Isto vai ajudá-lo a sentir-se em boas condições físicas e pode também facilitar dormir melhor. Enquanto não se sentir em condições para trabalhar, é conveniente manter actividades habituais como executar as tarefas simples, cumprir as rotinas diárias, a actividade ajudará a manter a mente afastada dos sentimentos dolorosos, que apenas contribuem para que se sinta mais deprimido quando mergulha neles. Também contribuirá para que se sinta menos desamparado.

 

Cuide da sua alimentação: mesmo que não lhe apetece muito comer procure ter um regime alimentar equilibrador. Opte por fruta e os vegetais frescos. Muitas pessoas com depressão podem perder peso e consequentemente ter défices vitamínicos, o que não contribui para a sua recuperação.

 

Distraia-se dos pensamentos desagradáveis: embora possa ser difícil, é útil tomar a decisão de não pensar neles e ocupar a sua mente com outros pensamentos.

 

Registe os acontecimentos agradáveis: tente fazer um registo diário de todos os acontecimentos agradáveis que lhe aconteceram e converse sobre eles com um familiar ou amigo.

 

Aprenda técnicas de relaxamento e auto-controlo emocional: com a prática constante e a assimilação das técnicas ensinadas conseguirá importantes benefícios físicos e psicológicos.

 

Lembre-se: a depressão trata-se de uma doença por que muitas outras pessoas já passaram e que acabará por melhorar, mesmo que neste momento lhe pareça o contrário.

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publicado às 12:32


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