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Como viver as férias?

por oficinadepsicologia, em 28.07.11

Autora: Ana Crespim

Psicóloga Clínica

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Ana Crespim
Estamos em tempo de férias! Altura muito esperada e desejada por todos. Por serem mundialmente conhecidas como algo que sabe tão bem mas que passa a correr, aqui ficam algumas dicas de como as aproveitar e evitar a depressão "pós-férias":
- Planeie as suas férias, mas com moderação - é sempre bom ter um programa. Saber onde ir, onde ficar, o que conhecer, revisitar ou que em que actividades se inscrever. No entanto, não preencha por completo o seu tempo. Férias são férias e, por vezes, sabe tão bem acordar e fazer aquilo que dá na vontade ou não fazer absolutamente nada! Assim, evita que até nas férias se sinta à mercê das obrigações;
- Pense no que realmente importa para si - para evitar aquela sensação no pós-férias de que não fez aquilo que realmente queria, que não esteve com as pessoas que gostaria de ter estado ou que se sente ainda cansado, procure deixar bem claro na sua cabeça (pode mesmo escrever), o que de facto está a precisar-  precisa sobretudo de descansar ou de se divertir? Estar com as pessoas que gosta, passar algum tempo longe de tudo, etc..Deste modo será mais fácil ir ao encontro do que realmente precisa para depois regressar em força!;
- Viva um dia de cada vez - aproveite cada dia por ele mesmo, sem estar sempre concentrado no que vai fazer no dia seguinte. Assim, vai evitar aquela sensação de que o tempo passa a correr;
- Voltar com calma - guarde 1 ou 2 dias no final das suas férias para consultar o seu email, com calma, sem stress, de modo a que se possa inteirar do que se passou na sua ausência e do que tem a fazer quando voltar. Além disso, deste modo, o regresso será por certo mais pacífico;
- O fim das férias não tem de ser o fim do lazer - perto do final das férias, também ajuda se planear alguns fins-de-semana mais à frente. Se sentir que tem agendadas actividades que lhe dão prazer, será mais fácil encarar o regresso à rotina;

- Por último, mas não menos importante - acima de tudo, divirta-se e faça o que realmente quer!

publicado às 09:56

Renovar a intimidade no casal

por oficinadepsicologia, em 27.07.11

Autora: Catarina Mexia

Psicóloga Clínica; Terapeuta familiar

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Catarina Mexia

Um  casal, formal ou não, existe se:

  1. Ambos se reconhecem como tal
  2. Tem a mesma noção acerca da finalidade da sua relação
  3. E fornecem feedback na relação.

 

Estes são elementos obrigatórios a verificar numa consulta e especialmente a verificar pelos elementos da relação.

Se estes elementos estão presentes então podemos admitir que existem intimidade, cumplicidade, amizade, entre outros elementos que facilitam e tornam interessante a relação.

 

A questão da intimidade é uma das mais complicadas, especialmente com o avançar da relação.

Se no inicio os gestos de carinho e de romantismo eram tão abundantes que não criavam problemas, com o passar do tempo e com as diferenças de disponibilidade para o sexo, começa-se a regatear os gestos de intimidade com medo que conduzam a uma relação sexual.

A intimidade é fundamental para alimentar uma relação.

Quando estiverem numa fila de cinema, á espera na fila do supermercado, caminhando na beira da praia, seria bom dar a mão, por um braço por cima do ombro, etc.

 

 

 

publicado às 09:57

Dicas para falar em público

por oficinadepsicologia, em 17.07.11

Autora: Fabiana Andrade

Psicóloga Clínica

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Fabiana Andrade

Desde sempre, falar em público, apesar de ser uma das grandes ferramentas dos Homens para transmitir ideias e conhecimento, é também a situação relatada como uma das mais ansiogénicas e desagradáveis pela maioria das pessoas que passam por ela.

Muitas vezes estas situações são inevitáveis e em muitas outras vezes, quando bem aproveitadas, podem ser bastante positivas para a carreira de muitas pessoas. Por isso, ficam aqui dicas para que a tortura passe a ser diversão!

 

  • aprofunde o seu conhecimento sobre o tema que vai falar
  • pergunte a si mesmo porque este tema interessa à sua audiência
  • assuma qualquer tipo de ansiedade ou fragilidade que sinta. Utilize isso como ferramenta de ligação à audiência e desdramatize qualquer “fantasma” que possa existir. Brincar com os nossos medos transforma-os em algo mais pequeno, suportável, além de possibilitar que os outros também se identifiquem connosco caso sintam algo parecido
  • Ex: “Olá bom dia! Vou gaguejar, transpirar e engolir em seco pois falar em público para mim é uma tortura. Ao mesmo tempo, vou passar a todos os que aqui estão, a melhor informação sobre o assunto ----“
  • espere pelo silêncio da plateia antes de começar a exposição. Este silêncio permite que a plateia lhe dê a total atenção
  • escolha muito bem as primeiras frases, lembrando-se que estas são a primeira impressão que as pessoas terão de si
  • treine no espelho e fique mais consciente dos seus gestos, posturas, atitudes, expressões , tom de voz
  • escolha uma forma para a intervenção oral, indique-a ao auditório e conserve-a até ao fim (didáctica e unilateral ou debate com espaço para questões)
  • tenha em conta que o objectivo das passagens de informação públicas é levar o auditório a agir ou a pelo menos reflectir sobre a informação, por isso torne-a apelativa e pertinente do ponto de vista dos outros. Teste antes com amigos, faça perguntas e demonstrações
  • diga “não sei” quando não souber a resposta a alguma questão. Prontifique-se a ir buscar a informação e a enviá-la assim que possível. Não é obrigatório que saiba tudo!
  • respire! Utilize a respiração abdominal. Treinar esta respiração, permite sincronizar o fôlego e o pensamento, controlar a ansiedade e utilizá-la a seu favor
  • sorria! O sorriso causa imediatamente uma reacção positiva em quem o vê, desde que ele seja autêntico. Assim, divirta-se a fazer o que estiver a fazer, pois estará com mais vontade de sorrir
  • use linguagem positiva e clara – frases curtas, vocabulário adaptado ao auditório, palavras fortes e emocionais, utilização de exemplos, utilize  o “nós” de forma a envolver o público
  • evite palavras com conotação negativa: problema, não, desculpem…
  • fique de pé pois permite a mobilidade e a possibilidade de olhar para toda a plateia

publicado às 15:03

Aprenda a gostar (mais) de si!

por oficinadepsicologia, em 14.07.11

Autora: Susanne Diffley

Hipnoterapeuta Clínica

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Susanne Diffley

 

Não faças a ti o que não gostarias de fazer aos outros…Trata mal os outros? Critica-os regularmente? Certamente que não! Então pare de o fazer a si próprio/o!

·         Cuide do seu corpo! Que tal uma alimentação mais saudável? E um passeio à beira do mar? Já pensou nos benefícios de ter um corpo saudável e sentir-se cheio/a de energia?

·         Mime-se! Qual foi a ultima vez que fez algo que realmente lhe desse prazer? Ou a ultima vez que fez absolutamente nada? Ou telefonou a um amigo?

·         Controle o seu “tagarela interior”. Ganhe consciência do que pensa (diz) a si próprio/a. O seu diálogo interior não tem que ser positivo, mas que tal se for construtivo?

·         Relaxe a mente! Bastam 5 minutos por dia para respirar fundo e deixar os pensamentos fluírem, sem os controlar, sem tomar atenção ao seu conteúdo….simplesmente deixar fluir.

·         Pense numa pessoa que gosta muito de si. Agora imagine que se a vê a si próprio/a pelos olhos dessa pessoa? Repare como é bom olhar para si com carinho, admiração e amizade…

·         Aceite-se! Claro que podemos sempre melhorar, mas não acha que dentro das circunstâncias da sua vida, tenta sempre fazer o seu melhor? Acha que alguém é perfeito?

·         Olhe-se no espelho e repare nas partes do corpo que mais gosta? Deixe lá o resto do corpo em paz, e concentre a sua atenção só naquilo que gosta…

·         Sorria interiormente! Esteja onde estiver e com quem estiver, imagine o seu rosto a sorrir. Repare como imediatamente todo o seu corpo relaxa…

·         Faça algo totalmente fora da sua rotina. Dance no meio da sala com a música a altos berros! Cante no meio da rua sem se importar que olhem para si! Faça madeixas cor-de-laranja no seu cabelo! Vista aquela mini-saia que está no armário há anos à espera de uma ocasião especial, etc.

·         Deixe-se de se preocupar com coisas que não pode controlar! Planeie e organize-se o melhor que pode, e depois viva o momento e deixe a vida acontecer…

publicado às 11:30

Há sempre alguém que nos enerva...!

por oficinadepsicologia, em 11.07.11

Autora: Madalena Lobo

Psicóloga Clínica

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Madalena Lobo

 

 

A avaliar pelo número de clientes que me relatam fortes irritações com alguém do trabalho, diria que deve ser quase universal termos um foco de mal-estar, mais ou menos constante, com alguém com quem nos cruzamos profissionalmente. Seja um chefe (já lá estive…), um colega (também já lá estive) ou um colaborador directo (suspiro), há sempre alguém que concentra as nossas energias negativas, contra quem ruminamos nos minutos vagos e que interfere com o nosso sono e boa-disposição.

Se for esse o seu caso – e, provavelmente, é mesmo – aqui ficam algumas sugestões para conter os amargos de boca, e restante elementos contributivos para rugas e cabelos brancos.

    1. Por muito que lhe custe, lembre-se que o seu alvo de irritação não tem qualquer responsabilidade no assunto; ele ou ela apenas é quem é, e existirão muitas pessoas (ou mesmo que sejam poucas…) que aprovam e estimam o seu jeito de ser. Essa pessoa apenas tem comportamentos que tocam nalguma corda sensível sua; sua, logo sua propriedade; logo, sua responsabilidade. Não é ele(a) que é _________ (preencha o espaço em branco como for mais adequado ao seu caso), mas sim você que se irrita com isso.

publicado às 17:57

As fases más

por oficinadepsicologia, em 07.07.11

Autora: Madalena Lobo

Psicóloga Clínica

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Madalena Lobo

Muitas doenças ou estados, de condição médica ou psiquiátrica/psicológica, funcionam por crises tão imprevisíveis quanto desgastantes. E isso deixa-nos sempre perante a necessidade de considerar dois temas em simultâneo: a contenção da crise propriamente dita, com a sua sintomatologia específica, e a contenção da reacção à crise, com a instabilidade emocional que ela traz consigo. E é desta última vertente que lhe queria falar um pouco.

Poderia estar a falar de crises de enxaquecas, ou de picos ansiosos, da doença de Crohn ou de surtos obsessivo-compulsivos, de gastrites crónicas ou de dor, de situações de gravidade elevada ou apenas de quebras no funcionamento normal – em qualquer situação em que a evolução se faça por agravamentos periódicos ou alterações episódicas da qualidade de vida, todos nós reagimos emocionalmente de formas que acabam por ser razoavelmente previsíveis; e que acabam por nos complicar a vida.

 

Surge a crise, agravamento, sintomas, o que lhe queiramos chamar. E nós sentimo-nos, antes de mais, traídos: pelo corpo, pela cabeça, pelas forças, por Deus, pela conjugação cósmica, pelos médicos, por seja o que for, mas é de traição que estamos a falar e a que dói mais é aquela em que o traidor vem de dentro – o nosso corpo. Uma vida que comandávamos - “amanhã vou fazer isto e aquilo” -, a previsibilidade ao nosso dispor - “vou levantar o braço se o quiser fazer” -, a leveza com que executávamos as tarefas quotidianas - “e, agora, como é que eu me levanto?”… Instala-se um intervalo em tudo isto, como se a vida tivesse forçosamente de ficar em suspenso, enquanto nós nos debatemos com um jogo de regras diferentes, que não escolhemos e a propósito das quais nos sentimos na mais completa impotência.

 

 

 

publicado às 19:50

Luto: como ajudar quem o vive?

por oficinadepsicologia, em 05.07.11

Autora: Fabiana Andrade

Psicóloga Clínica

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Fabiana Andrade

O luto faz parte da nossa jornada pela vida e qualquer um de nós passa por esta experiência em determinada altura.

Pessoas que vivem esta situação, não “superam” ou “esquecem” a sua perda e sim, aprendem a aceitar que ela aconteceu e aprendem a viver com isso. Tornam-se capazes de visitar as memórias da pessoa querida, do que partilharam juntos e podem encontrar um significado para esta viagem conjunta. Quanto mais positivo for este significado, mais saudável será o processo de luto.

Enquanto as memórias da pessoa querida permanecem, vão sendo gradualmente equilibradas com as memórias da vida da própria pessoa.

Existem diferentes teorias sobre as fases do luto. Esta definição não nos diz que todas as pessoas passam por todas as fases, nem pela mesma ordem, mas ajudam-nos a entender o que a pessoa poderá estar a sentir:

 

1. Negação e o Isolamento: defesas temporárias contra a dor psíquica diante da perda. Há uma sensação de entorpecimento, de descrença. Podem surgir verbalizações como “estou bem”, e a pessoa pode continuar a agir como se nada tivesse acontecido, mantendo-se muitas vezes em movimento constante.

A intensidade e duração dessas defesas dependem de como a própria pessoa que sofre e as outras pessoas ao seu redor são capazes de lidar com essa dor. Em geral, a Negação e o Isolamento não persistem por muito tempo.

 

 

 

publicado às 18:14

A arte de brincar

por oficinadepsicologia, em 03.07.11

Autora: Fátima Ferro

Psicóloga Educacional/ Psicóloga Clínica

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Fátima Ferro

As brincadeiras das crianças são, na maior parte das vezes formas de nos dizerem o que realmente sentem, expressando aquilo que têm dificuldade em colocar por palavras.

 

Ao brincarem imitam as rotinas de vida, transformam-se em super heróis mágicos e omnipotentes, para vencerem os medos e aflições que por vezes são representados por papões, inimigos e monstros debaixo da cama.

A fantasia que lhes permite voar, e irem para onde quiserem entre jogos de “faz de conta”, resolvendo problemas com golpes de magia,  tornando-se maiores do que aquilo que realmente são.

 

É a brincar que a criança percebe que quando se perde no jogo o mundo não se acaba, permitindo através de ensaios, o exercício do errar e voltar a tentar de novo, propondo um mundo do tamanho da sua compreensão.

Entender o significado que a criança dá à brincadeira é um caminho necessário para a conhecer, e todo o seu processo de desenvolvimento.

 

O brinquedo é a forma da criança se relacionar, de encontrar o mundo físico e social que a rodeia, sendo um sinal de bem-estar e saúde. Facilita o crescimento conduzindo aos relacionamentos grupais, podendo até ser uma forma de comunicação em psicoterapia.

 

As crianças brincam para procurarem prazer, para expressarem agressão, controlarem a sua ansiedade, estabelecerem contactos sociais, serem sensíveis aos sentimentos dos outros, para adquirirem vocabulário, para comunicarem aquilo que pensam e sentem, para aprenderem a interiorizar regras, a partilhar, etc.

A partir do brincar elas representam papéis e ampliam o ajustamento afectivo e emocional que atingem nessa representação.

 

Nós adultos poderemos contribuir para o reconhecimento do grande lugar que cabe à brincadeira sem obstruir nem adulterar a própria iniciativa da criança deixando-nos guiar pela imaginação delas, permitindo cadeiras que voam, árvores vermelhas, animais que falam, etc.

É importante evitar estruturar ou organizar as actividades com ordens e instruções, permitindo o livre expressar da criatividade e o verdadeiro “faz-de-conta”.

 

E em vez de lhes dizer “O que estás a fazer ?”, “Que forma tem ?”, “Mas as árvores não são vermelhas, são verdes e castanhas”, fazermos apenas o relato da brincadeira como se fossemos comentadores desportivos ”Estás a pôr o carro na garagem, e vais pôr gasolina”.

E se pretender ao mesmo tempo estimular algumas competências da criança, deixamos-lhe aqui algumas sugestões:

 

 

 

publicado às 19:08

Dicas para ajudar numa depressão

por oficinadepsicologia, em 07.06.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

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Tânia da Cunha

Não se isole: se recebeu más notícias ou se teve um problema grave, tente conversar sobre a situação e os seus sentimentos com alguém de maior intimidade. Muitas vezes, é possível apaziguar os efeitos de uma situação penosa chorando ou falando com alguém em quem se confie.

 

Diga Não à Inactividade: saia de casa e faça exercício físico ligeiro, nem que seja uma caminhada. Isto vai ajudá-lo a sentir-se em boas condições físicas e pode também facilitar dormir melhor. Enquanto não se sentir em condições para trabalhar, é conveniente manter actividades habituais como executar as tarefas simples, cumprir as rotinas diárias, a actividade ajudará a manter a mente afastada dos sentimentos dolorosos, que apenas contribuem para que se sinta mais deprimido quando mergulha neles. Também contribuirá para que se sinta menos desamparado.

 

Cuide da sua alimentação: mesmo que não lhe apetece muito comer procure ter um regime alimentar equilibrador. Opte por fruta e os vegetais frescos. Muitas pessoas com depressão podem perder peso e consequentemente ter défices vitamínicos, o que não contribui para a sua recuperação.

 

Distraia-se dos pensamentos desagradáveis: embora possa ser difícil, é útil tomar a decisão de não pensar neles e ocupar a sua mente com outros pensamentos.

 

Registe os acontecimentos agradáveis: tente fazer um registo diário de todos os acontecimentos agradáveis que lhe aconteceram e converse sobre eles com um familiar ou amigo.

 

Aprenda técnicas de relaxamento e auto-controlo emocional: com a prática constante e a assimilação das técnicas ensinadas conseguirá importantes benefícios físicos e psicológicos.

 

Lembre-se: a depressão trata-se de uma doença por que muitas outras pessoas já passaram e que acabará por melhorar, mesmo que neste momento lhe pareça o contrário.

publicado às 12:32

As emoções do desemprego

por oficinadepsicologia, em 04.06.11

Autora: Helena Gomes

Psicóloga Clínica

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Helena Gomes

Ouvimos diariamente declarações como “o desemprego está a crescer até níveis inquietantes”, “mais de 600 mil desempregados em 2011”, “a crise económica traz consigo uma crise social”, “ o aumento do desemprego tem um carácter explosivo”. O desemprego é uma das piores consequências da situação económica em que nos encontramos.

 

Esta situação social resulta numa vulnerabilidade e instabilidade não só de carácter financeiro, como igualmente psicológico. Como consequência, deparamo-nos com sucessivas situações de empregos ocasionais, e de precárias condições laborais, de segregação de grupos com condicionantes específicas, como a idade, de um sucessivo estar de “corda ao pescoço” vivido também por aqueles que têm os seus empregos em risco. Viver no desemprego implica não ter dinheiro, que implica não pagar as contas, que implica na diminuição de algumas actividades, na perda de noção de estruturação do seu tempo e do contacto social, aumento do sentimento de não se estar a ser útil na sociedade e, por sua vez, de esta os estar a abandonar. Que papel tenho na sociedade, e o que o futuro me reserva, quando vou conseguir ter a minha casa, o que o futuro reserva aos meus filhos/ netos, são questões e inseguranças recorrentes.

 

               

publicado às 21:36


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