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Ciberbullying

por oficinadepsicologia, em 21.06.11

Autora: Inês Afonso Marques

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

 

Inês Afonso Marques

O Bullying não é um mero comportamento agressivo dirigido ao outro. Ele é intencional, repete-se ao longo do tempo, existindo uma relação unidireccional, com o poder centrado no agressor. Não sendo um problema novo, o bullying continua difícil de controlar, em parte devido às novas formas, que as tecnologias oferecem, das crianças se desafiarem. De facto, o cyberbullying pode alargar o alcance e poder dos piores bullies, sujeitando a vítima a provocações que podem surgir de contextos mais alargados, que a sua escola ou vizinhança. O cyberbullying leva a que o problema possa ser constante. Longe vão os tempos em que as crianças temiam os encontros com os rufias no autocarro, ou mesmo no pátio da escola. Através de sms, e-mails e redes sociais, os bullies podem atormentar as suas vítimas 24 horas por dia e estas podem sentir que não têm forma de escapar a esta rede constante de mau-trato e abuso.

 

Algumas crianças e jovens sentem-se relutantes em relatar que estão a ser vítimas, mesmo aos pais. Por esse motivo, é difícil ter uma real noção dimensão deste problema. Ansiedade, depressão e outras perturbações associadas ao stress decorrem deste sofrimento profundo e silencioso, em que crianças e jovens mergulham.

 

 

 

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publicado às 19:59

Momentos a sós... Bullying e sofrimento

por oficinadepsicologia, em 03.12.10

Autora: Inês Mota

Psicóloga Clínica

 

 

Férias escolares: momentos de possibilidade de lugares de encontro entre pais e filhos.

 

Momentos de encontro entre o vai e volta do trabalho por parte dos pais e o vai e volta das saídas dos filhos. Momentos de passagem encontrados, possivelmente momentos de partilha!

Momentos de reflexão para crianças e adolescentes sobre os acontecimentos do primeiro período, sobre os novos amigos, a nova escola, os novos professores. Eventualmente alguns desses momentos amarguradamente lembrados e tragados num desejo esperançoso de serem esquecidos ou de não serem sabidos.

 

Finda esta etapa primeira etapa escolar é tempo e também porque há eventualmente mais tempo de por um lado os pais atentarem aos comportamentos silenciosos dos seus filhos, e quiçá por outro os filhos se aproximarem silenciosamente dos seus pais, no desejo de serem compreendidos sem terem necessariamente de falar e de contar.

E porque a comunicação social não grita estas verdades diariamente não significa que os gritos não permaneçam estridentemente inaudíveis e por gritar no íntimo de muitas crianças e adolescentes e muitos pais. Não quer dizer que por estas histórias estarem a ser menos faladas, tenham deixado de ser menos verdade, sobretudo menos dolorosamente verdade.

 

Porque a verdade é que em consultório muitos adultos relembram em partilhas íntimas aqueles repetidos momentos sofridos resultantes daquelas experiências marcantes que apesar dos anos continuam vívidas e pesadamente dolorosas.

 

Porque encontramos em consultório muitos adolescentes e crianças que sofrem com a integração na nova turma, com a rejeição dos grupos de pares, com as ridicularizações, os insultos, as ameaças, as humilhações.

Porque muitas crianças e adolescentes são isoladas, rejeitadas, e iniciam estes momentos íntimos de solidão e sofrimento, a sós com o Bullying!!!

E porque sabemos que este sofrimento se estende às famílias em forma de desamparo, que se estende aos pais que embora percebendo o sofrimento dos filhos não sabem como poderão actuar, aos pais que embora actuando se culpam por não terem conseguido ajudar, aos pais que se culpam por não terem percebido que podiam ajudar e que iniciam este diálogos de sofrimento, a sós com o Bullying!!!

 

Porque sabemos todas estas realidades serão desenvolvidos a partir de Janeiro 2011 na Oficina de Psicologia workshops para pais e workshops para filhos, no intuito de tantos uns como outros perceberem  como se podem começar a libertar das amarras da violência do Bullying.

Workshop para pais: Bullying de A a Z, domine esta linguagem! permite criar um encontro de pais cujos filhos estejam a ser vítimas ou bullies desta realidade, no sentido de clarificar as reticências deste ciclo vicioso para o qual por vezes parece não haver saída.

 

Worshop para os filhos: Bullying, Game Over! Permite criar espaços reflexivos, de confiança e de partilha, onde conjuntamente com exercícios e técnicas de promoção de competências: gestão emocional, resolução de conflitos e asserção social, onde as crianças e jovens adquiram gradualmente uma maior confiança e mestria em gerir estas situações nas suas vidas.

 

Chegam-nos estas histórias e quando elas começam a ser narradas, os personagens que as animam vão descobrindo as suas forças, construindo-se enquanto heróis, conhecedores dos seus próprios super-poderes, a sua estima, o seu valor, o seu amor!

Estamos disponíveis para começar a receber as Vossas histórias, para que conjuntamente possamos continuar a desenhar alternativas nas histórias ou histórias alternativas.

 

E nestas histórias alternativas podemos descobrir que a narrativa da culpa, da vergonha da invalidação, da inevitabilidade ou da impossibilidade descubram novas significações que respeitem e valorizem os seus personagens, as suas interacções, os factos e a experiência.

Há também lugares mágicos nestas histórias alternativas e nelas há ainda tempo para que os seus personagens e autores possam brilhar e amar!!!

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publicado às 08:57

69% dos bullies acha que a culpa é das vítimas

por oficinadepsicologia, em 22.11.10

De acordo com um estudo efectuado com a adolescentes suecos, as razões para os actos de bullying residem na percepção que os bullies têm das características das suas vítimas Ou seja, para eles, a culpa é de quem maltratam.

 

As razões mais frequentemente apontadas foram as características negativas das vítimas (por exemplo, a insegurança ou baixa auto-estima) e o desejo que o bully tem de melhorar ou manter o seu estatuto, poder e popularidade. 42% culpavam mesmo as suas vítimas, pelo facto de serem “diferentes”.

 

É triste pensarmos que este é um fenómeno muito mais alargado do que o âmbito deste estudo – quantos de nós não justificam as suas acções com base no facto de ser o que os outros merecem, chegando a perverter as suas normas de conduta habituais.

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publicado às 09:10

Bullying

por oficinadepsicologia, em 17.03.10

Autora: Patrícia Aguiar

Psicóloga Clínica

 

O país está chocado com a morte de Leandro. E não é para menos. Uma das questões que mais intriga as pessoas é a que tenta fazer sentido das razões que levaram o Leandro a cometer um acto tão desesperado. Perguntamo-nos vezes sem conta o que leva um rapaz de 12 anos a conter dentro de si tanto sofrimento? E o que o levou a pensar que não tinha outra saída para o seu sofrimento para além da morte? A resposta à primeira pergunta veio sobre a forma de bullying; a resposta à segunda é bem mais complexa, mas parece apontar para o facto de não estarmos preparados para lidar com esta realidade. 

 

Mas o que aconteceu é bem real e o bullying é tem graves consequências para todos e existe neste país a que nos habituámos a pensar como de “brandos costumes”.

 

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publicado às 17:39

Bullying - O grito inaudível

por oficinadepsicologia, em 15.01.10

Autora: Inês Mota

Psicóloga Clínica

 

 

O Bullying não é de todo um fenómeno novo mas é sim um problema actual que apenas poderá ser eficazmente combatido e prevenido quando for amplamente conhecido e reconhecido.

Em consultório, os relatos na primeira pessoa denotam que as marcas do Bullying não se esbatem com o passar dos anos. De facto muitos adultos continuam a recordar-se da altura em que foram vítimas de Bullying quando crianças, mantendo-se essas imagens presentemente vívidas e esses episódios continua e intensamente dolorosos.

 

Bullying, o que é?

Bullying consiste num padrão consistente de desrespeito pelos outros que pode ser manifesto segundo três vias: física, verbal ou emocional, sendo a mais comum a verbal.

 

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publicado às 09:15


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