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A natureza dos ataques de ciúme

por oficinadepsicologia, em 26.11.11

Autor: António Norton

Psicólogo Clínico

www.oficinadepsicologia.com

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António Norton

Muitas vezes o ciúme é o causador da destruição de muitos casamentos, de muitos namoros, de muitas relações amorosas que tinham tudo para dar certo, que tinham tudo para proporcionar a ambos os parceiros realização e satisfação.

Mas o ciúme irrompe num impulso descontrolado e destrói tudo. É difícil separar a ideia de ciúme da ideia de impulsividade ou impulso. Na verdade, muitas vezes, o ciúme surge num impulso descontrolado e avassalador.

Como em qualquer perturbação do espectro da Psicologia, também o ciúme possui um gradiente de nível ou intensidade de perturbação. Assim temos desde o ciúme normal e totalmente controlado até ao ciúme patológico, absolutamente disfuncional e altamente perturbado.

Ter ciúme é algo saudável, desde que seja dentro de determinados limites.

 

Gostaria de distinguir dois tipos de ciúme:

Existe o ciúme imaginado e o ciúme percepcionado.

Quando falamos de ciúme imaginado estamos a falar de uma situação em que o ciúme é causado por uma visualização mental, ou seja nada está necessariamente a acontecer, mas a nossa imaginação constrói um determinado filme em que vemos claramente a pessoa de quem gostamos a ter atitudes que geram, em nós, desconfiança, insegurança e ciúme. Por exemplo, podemos imaginar que a pessoa de quem gostamos está, neste momento, a conhecer alguém e a eventualmente a se sentir interessada por essa pessoa e essa visualização mental, conduzir a uma sensação de insegurança que redunda em ciúme.

 

 

 

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publicado às 15:14

Mãe preocupada

por oficinadepsicologia, em 08.04.11

E-mail recebido

 

"Boa noite,

 

Gostaria da sua opinião no seguinte assunto:

 

Tenho uma filha com 27 anos que está a fazer o seu doutoramento no estrangeiro. Tem uma relação de 8 anos com uma pessoa e há cerca de um ano atrás pediram para eu e o meu marido fazermos de fiadores numa casa. Na altura o argumento apresentado pela minha filha, foi de que precisava de manter algo que fosse comum aos dois para a relação se manter. Recordo-me de dizer que os sentimentos é que mantinham a relação e não as paredes de uma casa. Mas lá se fez a compra. Ela partiu em estágio para um país bem longe daqui, mas regressou passados dois meses para a Europa para continuar o estágio e posteriormente está a fazer o doutoramento. A relação foi sempre muito complicada com muitas discussões à mistura. Conhecem-se desde crianças. Agora ele descobriu emails (entrou ma área dela) escritos para uma pessoa com quem se encontrou talvez duas vezes, mas que vive em Portugal. Isto deu origem a uma ruptura. Ela tentou tudo porque sempre lhe deu razão a ele, mas ele não quer continuar e agora ela já está cansada de "pedir" até porque como deve calcular, está com uma grande responsabilidade de fazer o seu doutoramento nos próximos 3/4 anos. Ele nunca quis arriscar ir viver para lá, apesar de dizer que a "ama" muito. Isto já falei com os dois, não tomo partidos, dei-lhe razão a ele, mas agora já acho que é demais. Se não quer, cada um parte para o seu caminho. Ela já pensa assim também. Acontece que a casa está aqui a entravar a questão , porque ele diz que ela não tem sequer direito à casa para dormir. Ora eu só quero saber, se eu estou a pensar mal, ou se agora ele já não está a exagerar e a "servir-se" da atitude dela para ficar por "cima". Isto provoca muito sofrimento de parte a parte e também o meu porque até sempre o tratei como filho. Devo desligar-me e aconselhar que se separem definitivamente? ou devo fazer ainda mais um esforço para que se entendam? É o que tenho feito sempre, mas já estou cansada e agora tenho de ouvir o pai, como se a culpa fosse minha. Isto já é peso a mais.

 

Muito obrigado pelo sua atenção. Aguardo os seus comentários.

 

 

Com os melhores cumprimentos

D"

 

 

 

 

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publicado às 16:45

Ciúme!

por oficinadepsicologia, em 18.04.10

Autora: Catarina Mexia

Psicóloga Clínica

 

Todos nós conhecemos ou vivemos histórias de ciúme pois não dizem respeito apenas às relações amorosas. O ciúme pode estar presente em qualquer tipo de relacionamento e a minha expe¬riência como terapeuta prova isso mesmo.


Pedro, um exemplo comum, tem actualmente 33 anos e assume que lidou com o ciúme em quase todos os relacionamentos que teve. Para ele, o ciúme e uma experiência que remonta aos seus primeiros anos de escolaridade. Não só se mostra ciumento com a sua companheira actual, como com os seus amigos e colegas de trabalho. Faz o melhor que pode para esconder esta sua faceta, mas quando o ciúme ataca dá-se conta de que faz comentários e tem atitudes que invariavelmente vem a lamentar depois. Por vezes opta por se retirar e torna-se distante, como forma de tentar manter estes sentimentos extremamente dolorosos para si mesmo. O Pedro, quando me procura, sente-se profundamente frustrado, sem saber como proceder.

Ana e Vasco, outros exemplos, estão casados depois de cada um ter passado por divórcios relativamente calmos, que lhes permitiram a manutenção de um bom relacionamento com os ex-cônjuges. Vasco não teve filhos, mas Ana tem dois rapazes do casamento anterior. As queixas do casal relacionam-se com a incapacidade de Ana para lidar com o que considera serem os ciúmes do Vasco em relação aos dois miúdos. Nada tem a ver com o pai das crianças, mas com o tempo que a Ana dedica aos filhos. Ana começa a ver como única saída um novo divórcio e por isso consegue que Vasco valorize a questão e venham juntos à consulta.

Muitas vezes a procura de ajuda só acontece quando o parceiro se cansa da falta de confiança, dos infindáveis interrogatórios, dos gritos, das constantes acusações injustificadas e, por vezes, de uma intensa violência, psicológica ou mesmo física.

A iminência ou a concretização da perda faz muitas vezes com que o ciumento descubra da forma mais dolorosa que afinal nunca controlou nada, não evitou a perda, nem se mostrou insubstituível.

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publicado às 21:47

Ciúme, porque é que me persegues?

por oficinadepsicologia, em 11.04.10

Autor: Hugo Santos

Psicólogo Clínico

 

Estou farto de ti, das tuas dúvidas, de estares sempre a ruminar na minha mente com incertezas e medos.


Andas às voltas a magicar mil e um cenários, sem eu conseguir parar.


Estou tão cansado de ser assim.


Aliás, eu não sou assim. Sou mais e melhor e tu tornas-me inseguro e dependente.


Por tua causa ando sempre à procura da confirmação de que ela já não me ama, já não me quer, que já me trocou por outro.


E quantas vezes isso já aconteceu na minha mente. Quantas vezes interpretei os silêncios com esse ruído de fundo, quantas vezes analisei as palavras com o sentido dos meus medos, quantas vezes manipulei as acções para me conter e controlar, ou quantas vezes não aguentei e disse o que não deveria dizer… Quantas vezes…


Já me és tão familiar. Há tanto tempo que te conheço e nem sei de onde é que apareceste, porque é que não me largas e deixas ser feliz.


Ás vezes acabo logo tudo pois é mais fácil rejeitar do que ser rejeitado.


Mas queria tanto que fosse diferente.


Como é que eu posso amar sem me perder nesses medos e inseguranças?


Ciúme: esse lugar onde por vezes estou mas não queria estar…


Porque é que me persegues?

 

Ciumix - Relações com bom temperamento - http://www.oficinadepsicologia.com/relacoes_afecto.htm

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publicado às 18:45


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