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Enlouquece-me

por oficinadepsicologia, em 03.08.10

Autora: Inês Alexandre

Psicóloga Clínica

 

Ele - Mas diz-me, quando nos chateamos preferes falar sobre o que aconteceu ou queres que te deixe em silêncio?

Ela - É óbvio, por isso não te vou responder a isso.

(Passadas algumas horas)

Ele - Desculpa, deve ser óbvio, mas não consigo chegar a nenhuma conclusão. Podes dar-me a solução?

Ela - É óbvio que depende!

 

O mundo está em transformação, mas a essência das dificuldades nas relações entre os homens e as mulheres parece manter-se. A dificuldade dos homens de entenderem a complexidade do universo feminino e de saberem como adaptar-se às exigências das mulheres é já um clássico. As dúvidas parecem acentuar-se ainda mais nos dias de hoje, em que parece que nem só a economia está em crise. As estruturas sociais, inclusivamente os papéis do feminino e do masculino, estão em mudança, mas ainda não foram criados novos guiões. Na prática, isto significa que andamos todos numa roda a viva sem sabermos bem o que queremos, o que esperamos, o que os outros querem, o que esperam de nós.

 

 

 

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publicado às 11:44

Alta-estima

por oficinadepsicologia, em 03.07.10

Autor: Nuno Mendes Duarte

Psicólogo Clínico

 

Alta estima, baixa estima, se eu não estimo onde está a doçura que me faz estimar? O que é preciso que me estime, quem preciso que me estime o que é estimar? Estima, estimar, estimando, estimei-te, guardei-te, protegi-te, ensinei-te, criei-te. Estimo quando te crio e faço crescer. Estimo-te quando te amo e não te quero ver sofrer. Estimo quando vivo para te ensinar o que é viver. Viver nem sempre é fácil e não há regras para crescer. Gostamos tanto de regras no mundo explicado, algo que nos retire deste caos insano. Estimar é racionalizar um mundo caótico? Ou estimar consiste na segurança que se passa, como quem passa uvas frescas numa tarde solarenga de verão e um jarro de limonada fresca debaixo das parras, enquanto o mundo parece parar. Estimar poderá fazer o mundo parar assegurando que está tudo bem. Segurando a vida, assegurando o ser. Somos estima. Damos estima. Não sabemos o que é estimar, mas queremos que o nosso filho cresça seguro e não sabemos o que fazer às camadas de medo que nos asfixiam a estima. Estimar é ligar, ligar-se, ninguém se liga a ninguém desligado. Ninguém se liga a si quando vive oco. Oco por não aprender a estimar, por não saber que é na estima que está a humanidade. Estimar é saber criticar. A auto-crítica estabelece-se como uma aprendizagem essencial para assegurar que na vida também temos de saber corrigir o leme. Se temos uma regulação da satisfação das nossas necessidades (estima ou crítica) a cada momento, sabemos que um pai que nos ama e estima a sua crítica irá incidir não sobre quem somos, não sobre a nossa definição de nós próprios e não naquilo que nos é essencial que consiste na visão do nosso amor espelhado por ele. Ele é o nosso espelho de estima, e nós somos o reflexo que vemos. Como é que se pode crescer se o que vemos no espelho somos nós… sempre pequenos, sem alma, vazios, sem valor? A crítica serve para nos ajudar a crescer, a fortalecer a nossa alma, a encher-nos de coragem ensinando que os nossos actos é que devem ser reparados, porque nós somos bons e podemos fazer melhor, que por sermos bons é que podemos fazer melhor. E que não faz mal falhar. Não somos burros, cobardes, insignificantes, fracos porque falhámos. Constrói-se a nossa auto-estima quando sabemos o que fazer depois de falhar. Quando tomamos conta de nós se tropeçamos no mundo e já sabemos como nos podemos agarrar, confortar e dizer “upa, vamos lá!”. E nós apesar do medo confiamos. A estima ensina a confiar e se confiamos em nós confiamos nos outros. Se confiamos nos outros queremos estimá-los. Se os sabemos estimar estamos cheios, estamos bem, continuamos com medo… mas não paralisamos, porque a vida é nossa podemos escolher, temos auto-estima para arriscar, temos auto-crítica para ajustar o leme e temos todos em quem confiamos na embarcação. Boa viagem!

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publicado às 13:50

Ciúme, porque é que me persegues?

por oficinadepsicologia, em 11.04.10

Autor: Hugo Santos

Psicólogo Clínico

 

Estou farto de ti, das tuas dúvidas, de estares sempre a ruminar na minha mente com incertezas e medos.


Andas às voltas a magicar mil e um cenários, sem eu conseguir parar.


Estou tão cansado de ser assim.


Aliás, eu não sou assim. Sou mais e melhor e tu tornas-me inseguro e dependente.


Por tua causa ando sempre à procura da confirmação de que ela já não me ama, já não me quer, que já me trocou por outro.


E quantas vezes isso já aconteceu na minha mente. Quantas vezes interpretei os silêncios com esse ruído de fundo, quantas vezes analisei as palavras com o sentido dos meus medos, quantas vezes manipulei as acções para me conter e controlar, ou quantas vezes não aguentei e disse o que não deveria dizer… Quantas vezes…


Já me és tão familiar. Há tanto tempo que te conheço e nem sei de onde é que apareceste, porque é que não me largas e deixas ser feliz.


Ás vezes acabo logo tudo pois é mais fácil rejeitar do que ser rejeitado.


Mas queria tanto que fosse diferente.


Como é que eu posso amar sem me perder nesses medos e inseguranças?


Ciúme: esse lugar onde por vezes estou mas não queria estar…


Porque é que me persegues?

 

Ciumix - Relações com bom temperamento - http://www.oficinadepsicologia.com/relacoes_afecto.htm

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publicado às 18:45

Não consigo viver... nem contigo, nem sem ti!

por oficinadepsicologia, em 25.03.10

Autora: Ana Crespim

Psicóloga Clínica

 

“Às vezes penso que sou um extraterrestre, que penso diferente de todas as pessoas e que tudo o que me acontece é uma espécie de retorno de alguma coisa que eu já fiz anteriormente. Mas depois de pensar mais um pouco, penso que não! Que as coisas que me acontecem não me acontecem porque eu fui má ou fiz mal a alguém. Mas sim porque eu deixo acontecer. Mas caramba Laura ACORDA………… Já te lixaste muitas vezes por muita gente, porquê te magoares de novo? Deves ser mesmo masoquista!!!! Se não dá, não dá. Não fiques mais tempo à espera, quanto mais esperares mais infeliz vais ser! E a conclusão vai ser sempre a mesma. NINGUÉM MUDA a não ser que esteja disposto a isso. Das cabeçadas que dei na vida, acho que nunca consegui fazer nada por mim, só consegui fazer pelos outros. E depois lixo-me vez atrás de vez e não aprendo. Será que eu sou mesmo mais uma dependente mas em vez de ser de droga e de cigarros, sou dependente de amor? Caramba, se é isso sou mesmo azarada… Todos os viciados em droga, tabaco, bebida ou jogo, conseguem comprar em qualquer lado o seu vício e ter prazer com ele. E eu? Não existem lojas nem dealers onde se possa comprar amor, carinho, sentimentos! Às vezes era melhor ser mesmo viciada noutra coisa qualquer que me fizesse esquecer, que me fizesse destruir sem sentir, mas não! Para variar tinha que escolher o caminho mais difícil e viciar-me numa coisa que nunca tive, amor, carinho, compreensão, e que ninguém nunca me soube dar ou se deu não era a pessoa que eu queria que desse. Porque é que quem eu amo não me ama? E quem eu não amo corre atrás de mim?

 

Acho que tenho que me dedicar à pesca……. Acho que tenho que me dedicar à carreira e o resto que se lixe. Como uma amiga minha diz: As coisas só têm a importância que lhes damos e as pessoas também. Acho que vou deixar de dar importância às pessoas, não valem a pena. Só levo patada em troca.

 

Estou farta! Farta!

Eu quero ser amada como se o mundo fosse acabar e a pessoa tivesse um medo de morte de me perder……………………………

Mas não! Em vez disso o que recebo é SOLIDÃO.

 

Sinto-me invisível! Sinto-me inútil! Qualquer coisa me substitui, AINDA BEM! PELO MENOS A OUTRA PESSOA NÃO SE SENTE SOZINHA. Ou pelo menos não demonstra. E se se sente sozinha e não fala, então a culpa é dela. Eu falo, eu esperneio, mas não adianta.

Será que estou condenada à solidão? Será que estou condenada a viver sem quem amo? Meu Deus, porque não me levas então e acabas com esta dor?!

Desta vez pensava que ia ser feliz e que as coisas iam ser diferentes. Porque foram iguais? Porquê? Será que eu estou sempre destinada a levar sempre patadas do homem que eu AMO?”

 

Laura, 28 anos, Engenheira Informática e… apaixonada loucamente por alguém…

 

 

 

 

 

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publicado às 09:34

Palavras de Amor-Próprio

por oficinadepsicologia, em 11.03.10

Autor: Hugo Santos

Psicólogo Clínico

 

 

Hoje e aqui, Bem-Me-Quero ser

 

nessa minha vontade de sorrir

 

E que brilhe o sol do Amor-Próprio

 

 

 

Há dias cinzentos que me fazem carpir

 

Na angústia do Muito Pouco ou Nada

 

 

 

Tanto que te dou que às vezes me perco

 

Nessa esquina da solidão ou da incerteza

 

 

 

A mim, que por vezes Mal-Me-Quero ou Mal-Me-Sinto

 

Pergunto-me onde estou e por onde quero ir

 

 

 

É que às vezes fico retalhado e diluído no vazio

 

Disperso em fragmentos de outra miragem

 

Sem me conseguir ver

 

 

 

Hoje e aqui, Bem-Me-Quero ser

 

nessa minha vontade de sorrir

E que brilhe o sol do Amor-Próprio

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publicado às 12:53

Juramento de infidelidade

por oficinadepsicologia, em 09.03.10

Autor: Hugo Santos

Psicólogo Clínico

 

Psi. – Boa tarde, Ana

Ana – Boa tarde, Dr. Hugo

Psi. – Ana, conte-me como foi a sua semana

Ana – Como foi a minha semana… Não foi nada especial. Na semana passada saí daqui super tranquila mas depois parece que voltou tudo ao mesmo. Tive uma semana cheia de stress, com trabalho e mais trabalho, sem tempo para mais nada.

Psi. – É verdade, Ana. A nossa rotina acelerada e cheia de obrigações dá-nos pouco tempo para momentos de tranquilidade.

Ana – Sim, sinto falta de momentos diferentes. Parece que é sempre tudo igual e que ando à espera não sei do quê. É desgastante. Mesmo com o Mário, o meu namorado já parece tudo igual. Não sei o que fazer. Estou cansada.

Psi. – Compreendo o que sente, Ana. Sentir que os dias passam uns iguais aos outros pode ser desgastante. E às vezes não sabemos bem como quebrar essa rotina desmotivante.

Ana – Sim, e eu tento mudar. Mas o Mário é sempre igual. Já estou cansada. As conversas e as discussões são sempre iguais, e ele nunca está de acordo com o que eu digo. Não saímos do mesmo sítio. Muitas vezes já nem acredito que vai ser melhor. Se calhar tenho que me habituar que a vida a dois é mesmo assim.

Psi. – Por vezes a vida a dois tem momentos de stress e de desgaste. Fazem parte das relações e ainda bem.

Já viu se corresse sempre tudo bem, se concordassem sempre em tudo, se todos os dias fizessem sempre algo diferente, se fosse sempre tudo perfeito? Se tal fosse possível seria igualmente uma rotina e provavelmente seria sentida igualmente como aborrecida e desgastante.

 

 

 

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publicado às 19:35

As cores da depressão

por oficinadepsicologia, em 02.03.10

Autor: Francisco de Soure

Psicólogo Clínico

 

Durante o ano em que estive a exercer em Inglaterra, deparei-me com um homem que personificava o fenómeno da depressão. O Robert era um homem na casa dos 50 anos. Fiquei surpreendido quando entrou no consultório. Era um homem de baixa estatura, mas cuja postura contraída e hesitante fazia parecer ainda mais pequeno. A sua expressão facial denunciava uma enorme tristeza. Estava casado há mais de 30 anos com uma mulher que lhe tinha um enorme amor, e era notório o amor que sentia por ela. Ainda assim, já há 2 anos que se encontrava de baixa médica por aquilo a que chamava um esgotamento nervoso. Tendo um cargo de grande responsabilidade e pressão, a dada altura Robert deu por si incapaz de desempenhar as funções que lhe eram atribuídas. Convidaram-no a tirar algum tempo para recuperar. Foi o princípio de um pesadelo que durou dois anos.

 

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publicado às 09:54

Uma conversa diferente

por oficinadepsicologia, em 01.03.10

Autora: Irina António

Psicóloga Clínica

 

          “ O que é a psicoterapia? Duas pessoas encontram-se numa sala e conversam…ou não conversam. Isto parece tão simples, que se torna difícil de acreditar, como isto é complexo!”

                                                                          W. Bion, psicanalista britânico

 

            Se lhe pedir uma imagem do que representa para si a psicoterapia, muito provavelmente pensará em duas pessoas a conversar num ambiente seguro e tranquilizador. Agora, experimente retirar o contexto a essa imagem, e a interacção das mesmas poderá tomar inúmeros significados. Porque, como qualquer contacto, o contacto terapêutico só funciona quando está claro o seu contexto próprio que o diferencia dos outros contactos humanos, nomeadamente, das conversas entre melhores amigos.

 

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publicado às 09:03

As fantásticas mulheres dos "-entas"!

por oficinadepsicologia, em 28.01.10

Patrícia Aguiar

Psicóloga Clínica

 

Nem sempre enquanto somos miúdos, ouvimos aquilo que os nossos pais nos dizem e, na verdade, é difícil prever de entre a quantidade enorme de frases, avisos, pedaços de informação, confidências e afins, aquilo que vai ficar retido na nossa memória... para ser lembrado alguns bons anos mais tarde.

Vou revelar-vos em que contexto me recordei recentemente de uma frase que ficou  guardada a sete chaves num qualquer espacinho de memória durante muito tempo.

Recordei desta frase, exactamente há 5 dias atrás no dia em que fiz 37 anos; esteve guardada durante 22 anos, ouvi-a exactamente no dia 15 de Fevereiro de 1988, dia em que a minha mãe fez 40 anos.

Se está neste momento ansiosa por saber que afirmação causou um tal impacto, espere só mais um bocadinho, para eu lhe contar em que contexto surgiu, já que este aspecto ajudará certamente a perceber a sua relevância.

 

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publicado às 21:16

Espelho meu, espelho meu

por oficinadepsicologia, em 22.01.10

Autora: Ana Crespim

Psicóloga Clínica

 

Todos temos espelhos em casa, certo? Grandes, pequenos, compridos, curtos, uns que aumentam, outros que diminuem, etc., etc., etc. Quem não se vê ao espelho pelo menos uma vez por dia? E quem não sente aquela vontade de dar uma olhadela sempre que passa por um? Os espelhos fazem parte da nossa vida e dão-nos a noção de como estamos. Será? Quem lhe garante a si que a imagem que vê reflectida no espelho corresponde à realidade? Ou à imagem percepcionada pelos outros? Nunca pensou nisso, em questionar o seu espelho? É verdade que os nossos comuns espelhos domésticos não têm o poder do da Branca de Neve, e que provavelmente não lhe vão responder. Mas não custa nada tentar.

 

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publicado às 13:07


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