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Saúde Mental Infantil

por oficinadepsicologia, em 29.12.11

Autora: Fátima Ferro

Psicóloga Clínica e educacional

www.mindkiddo.com

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Fátima Ferro

A promoção da saúde mental tornou-se crucial para qualquer sociedade sendo considerada um sinal de qualidade de vida, levando a um olhar mais atento de todos os profissionais que trabalham nesta área.

 

Do ponto de vista da saúde mental infantil, a compreensão das etapas de desenvolvimento do ciclo vital é fundamental, é nela que se estrutura o psiquismo e se constituem os recursos essenciais numa perspectiva de evolução. Dentro deste âmbito é necessário percebermos que se tornaram comuns os problemas infantis de foro psiquiátrico, que um número significativo destes problemas podem ter um mau prognóstico e que muitas das perturbações da idade adulta têm as suas raízes em factores de risco da infância.

 

Uma intervenção inicial na promoção de competências que visem aumentar o bem-estar pode ter efeitos preventivos importantes, como é o caso do aumento da auto-estima e da diminuição do comportamento anti-social.

 

O campo da psicopatologia desenvolvimental clarificou de que forma os aspectos do comportamento normativo, tais como as relações com o grupo ou a auto-estima podem estar ligados à propensão para problemas posteriores, como, por exemplo a depressão e o comportamento anti-social. Os problemas com as relações interpessoais entre iguais, parece aumentar o risco de ocorrência de perturbações na infância e no inicio da adolescência.

 

Outros factores de extrema importância são os factores de risco familiar. As crianças cujos progenitores sofrem de problemas de saúde física ou mental têm sido foco de considerável atenção. Vários estudos de crianças cujos pais sofrem de perturbação afectiva demonstram a importância das intervenções na família.

 

Os mecanismos psicossociais por meio dos quais o distúrbio nos pais influencia o desenvolvimento das crianças parecem ser, principalmente, a discórdia familiar e a interferência com as funções parentais.

 

A maior possibilidade que as crianças com problemas de conduta e perturbações emocionais (especialmente as que foram diagnosticadas numa idade precoce) têm de mudar o seu comportamento, reside principalmente na melhoria dos factores circunstâncias familiares, nas relações positivas de grupos de pares e nas boas experiências escolares.

 

À laia de exemplo, as crianças agressivas provocam, muitas vezes, retaliações e provocações nos outros, o que incrementa e amplia o desenvolvimento dos seus problemas anti-sociais, tendo igualmente a probabilidade de serem rejeitadas pelos pares que são menos agressivos. Estas crianças cometem desde cedo, erros e distorções no que são as percepções face às atitudes do outro, assumindo, com frequência, uma intenção agressiva onde ela não existe.

 

Por serem rejeitadas, as crianças que têm este tipo de características tendem a tornar-se amigas. O que reforça ainda mais o aumento do risco de desenvolvimento do comportamento anti-social, e agrava os seus problemas de conduta.

 

Considerando as intervenções, o alvo deverá ser não só a criança mas também o meio envolvente, os pais, os professores e as escolas onde as crianças passam a maior parte do tempo.

 

Como observadores mais próximos da saúde e do bem-estar da criança, os pais devem atender às suas próprias dúvidas e intuições. Se por algum motivo o aspecto do seu desenvolvimento, seja ele motor cognitivo, emocional ou comportamental os preocupa, deverão pedir ajuda.

 

Para concluir, o que salientamos ao longo de todo este processo de análise, é a importância da Saúde Mental como uma prioridade educativa e uma perspectiva de intervenção multimodal como prevenção, referente aos vários contextos onde a criança se insere, desta forma promover-se-á também factores de resiliência e saúde mental dos, professores e pais.

 

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publicado às 17:29

Educar

por oficinadepsicologia, em 20.12.11

MindKiddo

 

Fátima Ferro

Muito se tem falado deste conceito tentando perceber-se aquilo que está certo ou errado, sendo algo que causa alguma insegurança aos pais, que tentam fazer o melhor que podem e que sabem.

 

Todos sabemos não só pelas nossas experiências, como pelos relatos que ouvimos de familiares e amigos, que perante a mesma situação muitos pais agem de formas diferentes.

 

Por vezes parecemos alquimistas experimentando isto e aquilo juntando em ensaios tudo o que são os nossos ingredientes, tentando criar a fórmula mágica de resolução de problemas.

 

Não existe no entanto uma estratégia infalível, há regras básicas que nos demonstraram serem as mais eficazes, mas como cada adulto é único e cada criança é diferente de todas as outras, qualquer regra deverá ser adaptada à situação concreta sendo o bom senso um ingrediente imprescindível.

 

Cada pai educa o melhor que sabe e pode e não se devem fazer comparações com outros pais ou com outras crianças, pois estas podem traduzir-se em frustrações tanto para estes como para elas.

 

No processo de educação, a persistência será um dos fatores de maior relevância para se conseguir alcançar os nossos objetivos e deverá traduzir-se num processo de aprendizagem feito de avanços e recuos. Por isso é importante não desanimar e nem desistir nesta árdua tarefa, cada um deve confiar nas suas capacidades e nas potencialidades do seu filho.

 

Costuma-se dizer que as únicas pessoas que acham que é fácil educar uma criança são as que não tiveram nenhuma, e faz parte do processo de aprendizagem estarem sempre a testar os limites, a desafiar regras tentando perceber onde termina a sua liberdade e começa a autoridade. O grande trabalho da disciplina passa pelo investimento na prevenção numa fórmula essencial de 90% de prevenção e 10% de punição demonstrando-se que aquilo que fazemos tem consequências que podem ser boas ou más.

 

Não devemos esquecer que não há crianças nem pais perfeitos, é importante conhecer o temperamento dela, o seu grau de desenvolvimento e de maturidade. Quanto mais velha ela for, mais difícil será mudar o que está mal, por isso, o melhor é começar já.

 

Quanto a nós pais, é fundamental sabermos quais são os nossos pontos fortes e os nossos pontos fracos, quais as nossas limitações, quais os aspetos com os quais sabemos lidar melhor, e quais os que lidamos pior, e quais os momentos em que devemos pedir ajuda.

 

E não se esqueça, também faz parte do papel de ser pai ou mãe frustrar os seus filhos, eles não podem ter tudo o que querem ou comportar-se sempre da forma que desejam. É importante estabelecer limites pois as crianças precisam deles para se sentirem seguras.

O nosso papel é ensiná-las a lidar com as frustrações e não a evitá-las.

 

O grande objetivo não é só termos uma criança obediente, é termos crianças capazes de estabelecer os seus próprios limites e as suas próprias regras, emocionalmente estáveis possuidoras de valores fundamentais, e capazes de também elas virem a educar os seus próprios filhos sendo adultos felizes integrados na sua família e comunidade.

 

 

Maria de Fátima Ferro

Psicóloga Educacional e Psicóloga Clínica

Formação Profissional em Educação Parental

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publicado às 10:36

Filhos altruístas?

por oficinadepsicologia, em 20.08.11

Autora: Fátima Ferro

Psicóloga Clínica e educacional

www.oficinadepsicologia.com

 

Fátima Ferro

Algumas ideias para que os seus filhos sejam mais generosos e altruístas com os outros:

 

1 – Em primeiro lugar é importante que eles tenham um clima familiar estável, caloroso e com explicações claras;

2 – Explicar porque é que devem  existir regras sociais e quais as consequências que os seus comportamentos podem ter nos outros;

Ex: “Se bateres na Susana irás magoá-la”.

3 – Apresentar regras ou orientações de forma positiva ;

Ex: “É importante e bom ajudarmos as outras pessoas” ou “Devemos partilhar aquilo que temos com as outras pessoas”.

4- A crianças de 7 ou 8 anos proporcionar-lhe atribuições pro-sociais.

Atribuir a ação de disponibilidade ou de altruísmo ao carácter do seu filho (a);

Ex: “Tu és uma criança disponível para os teus amigos”, “Tu fazes coisas boas aos outros”

5 – Leve os seus filhos a ajudarem os outros. Podem começar por ajudar os pais em casa nas tarefas ao seu alcance, como por exp: tomar conta de animais de estimação, fazer brinquedos para oferecer, ajudar os irmãos ou outras crianças mais pequenas nas tarefas escolares, etc.;

Mas tenha cuidado, não exerça uma coerção demasiado forte, porque se assim for, ela poderá criar a noção de que “a mãe ou o pai é que a obrigou a fazer isto”

6 – Sirva como modelo para os seus filhos.

 

 

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publicado às 19:38

Como reagir aos amigos imaginários

por oficinadepsicologia, em 07.08.11

Autora: Maria de Fátima Ferro

Psicóloga Clínica e educacional

www.oficinadepsicologia.com

 

Maria de Fátima Ferro

Por volta dos 3 ou 4 anos, as crianças preferem brincar em conjunto em vez de o fazerem sozinhas. A amizade começa a ser compreendida como envolvendo o partilhar dos brinquedos ou das coisas dos outros.

 

É por volta desta altura que começam a aparecer os amigos imaginários indicando que a imaginação das crianças se está a desenvolver. Os próprios diálogos que as crianças mantêm com os amigos privados são preciosos e servem muitas vezes de ensaios para as relações existentes e o iniciar de novas. São um sinal de um desenvolvimento emocional e cognitivo saudável, e os pais não precisam de se preocupar, a não ser que a criança se isole demasiado, ou que ao longo do tempo ele não desapareça.

 

A capacidade de construir um mundo imaginário e pessoas imaginárias, de dar vida a um boneco é um indício de que elas se estão a desenvolver rapidamente e a testar os limites do seu mundo. Isto torna-se uma maneira de afastar os demónios que as cercam – a zanga, o ciúme, a mentira, o egoísmo, a colocar características suas no seu amigo, algumas vezes até quando tentam fugir à responsabilidade das suas maldades. etc.  Permitem às crianças descobrirem de modo seguro o que querem ser. Elas podem dominar esses amigos, controlá-los e à custa deles, serem boas ou más com toda a segurança.

 

 

 

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publicado às 10:18


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