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Reconhecimento

por oficinadepsicologia, em 05.05.12

Autora: Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

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Filipa Cristóvão

Agradecer, (ou reconhecer como um cliente me disse um dia) coloca-nos no aqui e no agora. Essa possibilidade vai ao encontro de movimentos terapêuticos actuais que têm vindo a afirmar que a capacidade de estar no presente contribui para o aumento dos níveis de bem-estar e saúde mental.

Por outro lado, estar reconhecido, serve-nos de lembrete de todos os recursos que possuímos. E por último serve ainda de “banco de créditos”. Em tempo de crise, a capacidade de avaliar e agradecer algumas coisas que estão a funcionar pode ser da maior importância.

 

Hoje ainda comece uma nova dinâmica:

 

  • Crie um caderno onde possa anotar diariamente algo porque se sinta agradecido nesse dia. Às vezes não valorizamos o mais simples, e mesmo em dias turbulentos, pode ter acontecido a refeição mais saborosa dos últimos tempos, ou ter encontrado alguém que já não via há muito
  • Abrande o passo. Desperte os sentidos para o mundo que o rodeia. Que cores viu ao amanhecer? Que cheiros? Como é a textura do que traz vestido hoje? Que diferentes sabores distingue na sua alimentação? Esteja atento à paleta de diversidade de que se compõe a sua vida.
  • Agradeça quem é hoje, e o sítio onde está. Mesmo que ainda não seja a versão desejada, é a consciência de onde está que lhe permite a mudança.
  • Faça uma lista dos seus talentos, e agradeça. Ao longo deste ano, vá somando pequenas coisas que descobre sobre si próprio.
  • Lembre-se que, pensamentos de gratidão mantém-nos centrados nos objectivos e impelem nos no sentido da realização pessoal.
  • Quando alcançar um objectivo alegre-se e agradeça. Muitas vezes esquecemo-nos de o fazer. Contudo, esta consciência da confirmação do sonho e da determinação, serve de reforço e motiva para a continuação da caminhada.
  • Tome consciência das pessoas que o acompanham. A algumas agradecerá facilmente. A outras será mais difícil, ainda assim agradeça. As relações mais difíceis são muitas vezes aquelas onde há maior aprendizagem e que permitem maior auto-conhecimento.
  • Vá mais longe, e exprima realmente gratidão aos que a rodeiam. Aumentará a auto-estima de quem lhe está próximo e partilhará de um ambiente de maior satisfação.
  • Assuma gratidão pelo curso da vida. Este movimento ajudá-lo-à a perceber o sentido da sua vida e viver cada momento com uma sensação de satisfação e valor pessoal pelas suas contribuições.
  • Diariamente, passe também um pouco de tempo consigo mesmo em meditação. Experimente este exercício: Pense em algo e veja como o coração responde…faça-lhe perguntas; encoraje o coração evocando directamente uma imagem positiva, um sentimento de reconhecimento ou gratidão e deixe-o invadir o peito ao mesmo tempo que respira profundamente http://oficinadepsicologia.com/loja/shop/anti-stress/.

 

Esteja presente em tudo o que faz e vive, exprimindo a sua gratidão. Por isso, agora que leu este artigo, o meu profundo agradecimento!

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publicado às 10:22

Armadilhas mentais

por oficinadepsicologia, em 09.04.12

Autora: Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

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Filipa Cristóvão

Muitas vezes somos apanhados em armadilhas mentais que tendem a aumentar o stress e a dor. São estilos de pensamento, hábitos mentais comuns que aprisionam, dão a sensação de se estar encurralado, condicionam o humor e prejudicam o bem-estar.

A capacidade de reconhecer essas “armadilhas” permite que não se caia tão facilmente nelas, contribuindo para uma perspectiva mais clara dos acontecimentos, com alterações nos níveis de stress, satisfação, e a forma como se vê a vida.

Vejamos algumas:

  • Catastrofização -Vou para o exame, vou ter uma branca, vou começar a transpirar, os outros vão notar que estou esquisito, vão gozar comigo, aquilo vai correr tudo mal e no final até chumbo o ano”. Trata-se de um estilo de pensamento que perante situações difíceis espera o desastre e automaticamente espera o pior cenário.
  • Filtro mental- “Tive uma apresentação onde todos fizeram bons comentários, mas houve um colega que disse que não escolhi bem o tipo de letra. Foi um desastre a minha prestação”. Neste caso, as experiências positivas não são valorizadas e há uma hipervalorização das negativas. Contribui para estados depressivos e ansiosos, uma vez que se pega num detalhe negativo e se foca toda atenção nele. EX: “Estou a conseguir marcar mais golos mas ainda faço muitos erros”. Esse “mas” desconta o positivo e dá poder ao negativo. Experimente substituir o mas por “e”, e sinta a diferença.
  • Personalização e Culpa- ”O meu filho teve má nota a matemática, é uma prova em como sou uma má mãe”. Considerar-se responsável por uma situação que não está inteiramente debaixo do seu controlo leva a sentimentos de culpa, vergonha e sensação de incapacidade.

“O meu casamento não funciona e toda a culpa é do meu marido”. Por outro lado, culpar os outros ou as circunstâncias pelos seus problemas leva a sensações de impotência, pois é mais difícil mudar os outros ou o exterior. Para além disso, o relacionamento com os outros piora, pois ninguém gosta de se sentir culpado e perante uma acusação, o mais certo é que a mesma volte ao ponto de partida…Se considerar que a solução esta fora de si entra em frustração e reduz o poder para provocar mudança.

  • Tudo ou nada“Tenho de fazer um trabalho perfeito ou não vale a pena”. “Falhei uma pergunta, foi uma tragédia”. “Estou de dieta, hoje comi um bolo, nunca vou conseguir emagrecer”. Trata-se de olhar para as coisas em absoluto, em preto e branco. Se a situação não é perfeita, então é um total desastre.

 

  • Hipergeneralização – “A carta chegou atrasada. É sempre assim os carteiros estão sempre a fazer-me isto”. Com este estilo de pensamento, perante um evento único negativo tende-se a considerá-lo um padrão de desastre ao usar a palavra “sempre” ou “nunca”.
  • Saltar para conclusões - “ O chefe está a olhar para mim, deve-me odiar”- Este exemplo envolve um processo de ”leitura da mente” pois a pessoa convence-se que sabe o que os outros estão a pensar, sentir e porque agem como agem, sem qualquer evidência.

Noutras situações pode-se usar um processo de “adivinhação” onde arbitrariamente prevê que as coisas vão correr mal - “Vou estragar tudo, quando chegar à entrevista vou ficar paralisado, não conseguirei pensar em nada para dizer”.

  • Magnificação ou minimização- “Eu hoje não fiz nada”- Neste caso exagera-se na importância dos problemas ou dificuldades e/ou reduz-se a importância inapropriadamente das conquistas ou qualidades, como se usasse umas lentes enviesadas

 

  • Raciocínio Emocional- Raciocinar a partir do que se sente assumindo que as emoções negativas reflectem a realidade Ex: Eu sinto-me um idiota eu devo mesmo ser um idiota”, “tenho medo de andar em aviões. Então é perigoso voar”.
  • Dever- “Após um ano de aulas, eu não devia cometer erros a tocar guitarra”. Os “devo” ou “tenho de” incorporam uma lista de regras inquebráveis, rígidas para si próprio e para os outros. Se quebrar as regras para si próprio, a culpa emerge porque não se viveu de acordo com as expectativas. Este padrão mental pode levar a culpa, zanga e ansiedade.

Muitas pessoas tentam motivar-se com “devos” e não “devos” como se fossem delinquentes que têm de ser punidos antes que façam qualquer coisa errada. “Eu não devia comer esse gelado”. Contudo, tipicamente não funciona porque esses “devos” e “não devos” trazem sensações de rebeldia accionando impulsos para fazer o contrário.

Por outro lado, se são os outros a quebrar as regras surge zanga e ressentimento “Ela não devia ser teimosa”

  • Rotulagem - “Eu sou uma falha” (em vez de: “Eu fiz um erro”).Neste caso, existe uma identificação com os resultados, e uma confusão entre o que se é, e o que se faz. Essas abstracções levam a zanga, ansiedade, frustração e baixa auto-estima.

Por outro lado, também se pode rotular outros. Quando alguém faz algo, rotula-se de e depois pensa-se que o problema da pessoa é o seu carácter em vez de ver que é o seu pensamento ou comportamento. Ao ver a situação como completamente má as sensações de hostilidade e impotência sobre a situação aumentam, deixando pouco espaço para a comunicação construtiva.

 

Agora que conhece algumas das típicas armadilhas. Faça um pequeno exercício. Em quantas destas armadilhas já se viu enredado? Permaneça consciente dos estilos de pensamento que o bloqueiam. Desta forma aumenta a oportunidade para escolher olhar para uma situação com outras lentes, ou olhar para os pensamentos como apenas simples acontecimentos, e não como factos per se. Ao ganhar este conhecimento de como a sua mente funciona, pode controlá-la melhor, ao invés de ser dominado por ela.

 

Vamos experimentar?

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publicado às 17:30

Coerência

por oficinadepsicologia, em 14.03.12

Autora. Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

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Filipa Cristóvão

Enquanto pensava em factores que poderão contribuir para uma maior prevenção de saúde mental e promoção de bem-estar, ocorreu-me que na verdade uma pequena palavra podia bem englobar tanto: Coerência.

E essa mesma atitude que pode ser definida aqui como a capacidade de agir de forma estruturada, com compreensão, e previsível perante as situações pode ter inúmeras aplicações:

  • Coerência na educação das crianças: Inúmeros estudos têm revelado como a consistência nos actos educativos são preditivos de um crescimento saudável. Ou seja, as crianças precisam de estrutura com alguma previsibilidade. Se a criança faz um erro e leva um castigo por isso, no dia seguinte perante o mesmo erro não pode levar um chupa. Sem perceber a ligação de acto/consequência, os padrões aleatórios tornam-se altamente ansiogénicos para uma criança que está a construir o seu mundo interno. Mais ainda, é extremamente importante a coerência entre o que se diz e o que se faz, a coerência entre os conteúdos que transmitem os distintos adultos no ambiente da criança, e a consistência nas mensagens através do tempo.

 

  • Sentido interno de coerência – Trata-se de um conceito desenvolvido por Antonovsky define a capacidade com a qual o indivíduo com um persistente e dinâmico sentimento de confiança encara os estímulos emanados dos meios internos ou externo de uma existência como estruturados, previsíveis e explicáveis; que o individuo tem ao seu alcance recursos para satisfazer as exigências colocadas por esses estímulos; que essas exigências são desafios capazes de catalisar o investimento e o empenho do individuo.

Esta capacidade de experimentar um sentido de coerência está também relacionada com a sensação de bem-estar subjectivo.

 

  • Coerência cardíaca - Até o nosso corpo aprecia alguma coerência. Investigadores do Hearthmath Institute demonstraram que o facto de se evocar uma emoção positiva ou focar a atenção numa sensação bem-estar, devido a uma recordação ou mesmo a uma cena imaginada induz muito rapidamente uma transição da variabilidade cardíaca para uma fase de coerência. Quando estamos centrados em pensamentos negativos, preocupações, estados de stress, diminui a coerência cardíaca, i.e, a variabilidade do ritmo cardíaco entre dois batimentos torna-se “caótica”. A coerência cardíaca influencia o cérebro emocional pois ao dar-lhe estabilidade, indica que fisiologicamente tudo está a funcionar normalmente. O cérebro emocional retribui reforçando a coerência do coração. Este efeito entre o coração e o cérebro estabiliza o sistema nervoso autónomo. Este equilíbrio traduz-se na saúde do corpo em geral pois confere uma sensação de auto-confiança para enfrentar os desafios, ajuda a controlar o stress, a tensão arterial, previne a perda de memória e a depressão, contribui para um aumento de concentração e imunidade.

 

 

Filipa Cristovão

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publicado às 15:17

Autora: Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

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Filipa Cristóvão

Um cliente entrou uma vez no consultório dizendo “Devia ter aí um cartaz com uma legenda sobre as emoções”. Às vezes não sabemos o que sentimos, outras vezes sabemos o que sentimos, mas não o nome a atribuir.

Que barreiras são estas que nos impedem a uma adequada identificação dos nossos estados emocionais?

 

  • As emoções são difíceis de definir – É fácil de ensinar a uma criança que uma mesa é uma mesa bastando para o efeito apontar para a mesma, sendo possível de a ver, tocar e sentir. Nem sempre é linear para cuidadores perceberem as emoções e atribuírem o devido significado, ajudando assim a criança descodificar que emoção sente.
  • Falta de léxico emocional -  Em algumas famílias e contextos não é privilegiado o natural experimentar, discutir e distinguir de emoções,  que poderia ajudar o indivíduo a descrever o que sente. Se esse vocabulário não for incentivado, os estados emocionais passam a ser designados por “sinto-me bem/mal”, empobrecendo uma discriminação sensível.
  • Confusão entre pensamentos e emoções - Muitas vezes perante a pergunta “O que está a sentir?” descrevem-se pensamentos e não emoções “Estou perdido”. Esta confusão dificulta o acesso à verdadeira emoção. Por outro lado, é frequente que as emoções se mantenham escondidas por trás de pensamentos numa tentativa de proteger da consciência das mesmas.
  • Emoções invalidadas – Nem sempre ao longo do crescimento os cuidadores valorizam devidamente as emoções. Perante uma qualquer situação vivida pela criança a mensagem transmitida é “Não há razão para estares com medo ou zangado”, quando isso era precisamente o que a criança estava a sentir. A mensagem que se aprende é que não se é o melhor juiz das suas emoções e que as mesmas devem ser reprimidas. Essa aprendizagem leva a que as emoções fiquem muitas vezes contraídas, criando stress e confusão na mente e corpo.

 

As emoções devem ser vistas de uma forma intrinsecamente natural à existência humana. Assim sendo têm um papel fundamental na construção e estruturação do self. São ainda uma forma adaptativa de processar a informação, uma vez que funcionam como “sinalizadores”, informando o sujeito que uma necessidade, valor ou objectivo pode ser importante ou alvo de ameaça em determinada situação, ajudando assim a estabelecer prioridades e tendências de acção.

 

Experimente este exercício:

Que palavras/sinónimos pode associar a medo/tristeza/zanga/alegria? Como se manifestam no seu corpo? Que imagens lhe surgem?

Comece hoje mesmo a construir o seu dicionário emocional!

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publicado às 15:29

Relações duradouras ainda podem ter romance

por oficinadepsicologia, em 18.02.12

Autora: Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

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Filipa Cristóvão

Contrariamente ao que se acredita, parece que o amor romântico pode durar e levar a relações cada vez mais felizes. O romance não tem de resfriar nas relações duradouras e evoluir para uma relação do tipo amizade companheira. É o que diz um estudo de Bianca P. Acevedo, da Universidade de Califórnia, publicado na of Review of General Psychology

Tipicamente, as pessoas confundem o amor romântico com o amor possessivo. Contudo, o amor romântico tem a mesma intensidade, envolvimento e química sexual que o amor apaixonado, mas não inclui a componente obsessiva. O amor apaixonado ou obsessivo inclui sentimentos de incerteza e ansiedade. Esse tipo de amor dirige as relações breves, mas não as relações de longa duração. 

 

O estudo revela que aqueles que reportaram um maior amor romântico estavam mais satisfeitos tanto em relações breves como duradouras. O amor companheiro estava apenas moderadamente associado com a satisfação nas relações breves e longas. Por último, os sujeitos que reportaram maior presença de amor apaixonado nas suas relações estavam mais satisfeitos nas relações breves do que nas duradouras.

Os casais que reportaram maior satisfação nas suas relações também reportaram estarem mais felizes e com maior auto-estima.

Sentir que o parceiro “está lá para si” contribui para uma boa relação e facilita os sentimentos de amor romântico. Por outro lado, sentimentos de insegurança estão relacionados com menor satisfação e podem contribuir para o conflito na relação, podendo levar ao desenvolvimento do amor obsessivo.

Esta descoberta pode mudar as expectativas das pessoas sobre o que pretendem em relações duradouras. O amor companheiro, que é visto por muitos casais como a natural progressão de uma relação bem-sucedida, pode não ser a única opção de vivência dos afectos numa relação. Assim, mesmo os casais que já estejam juntos por um longo tempo podem focar os seus objectivos em recuperar o romance sabendo que é possível de atingir, embora com algum investimento, e que esse empenho poderá ter como retorno maior satisfação realização.

Acevedo, B. (2009)"Does a Long-Term Relationship Kill Romantic Love?" Review of General Psychology, Vol. 13, No. 1.
Public Affairs. (2009, March 19). "Romance Can Last In Long-Term Relationships Contrary To Widely Held Beliefs." Medical

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publicado às 14:34

Resoluções de Vida Nova

por oficinadepsicologia, em 24.01.12

Autora: Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

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Filipa Cristóvão

“Este ano vou deixar de fumar”. “Vou emagrecer”. “Irei ao ginásio todos os dias”. “Vou ter mais tempo para mim”.” Vou ler mais”.

Já se ouviu a dizer alguma destas afirmações?

Um novo ano é sinónimo de resoluções e andamos por Janeiro ainda com a ideia de um reinício. A dificuldade reside na distância entre a resolução e a realização. Sem uma boa planificação corre-se o risco de daqui a 365 dias tudo estar igual, adicionando ainda uma dose de frustração pelos objectivos não estarem cumpridos traduzidos por “ eu bem digo que não vale a pena sonhar, já o ano passado tinha esta resolução de ano novo e está tudo na mesma”

Este ano aja de maneira diferente:

•    Não se dedique a muitas resoluções - Que um ou dois objectivos podem introduzir alterações positivas na sua vida? Dedicar-se a mais que isso pode levar à dispersão, dificultando o enfoque de energia para o resultado final. Para além disso, pode também não querer introduzir alterações que virem a sua vida do avesso.

•    Realismo- Questione-se: As minhas metas são reais? Ou demasiado ambiciosas? Se as metas forem desajustadas aos recursos que dispõe, pode estar a entrar numa armadilha que só o conduzirá a frustração.

•    Quantificar-, Decisões vagas como “ ter uma melhor aparência” ou “ estudar mais”, são muito vagas e não contém em si indicadores de acção. Ter objectivos quantificáveis e concretos garantem a manutenção da motivação e o alcance do sucesso.


•    Importância- Para quem são importantes estas metas? Realmente são importantes para mim? Existe um motivo para os querer? Tenha em atenção se as decisões que se presta a tomar se coadunam com o seu estilo de vida, ou se são imposições de outrem. É muito difícil de manter a motivação se não forem mesmo as SUAS resoluções.

•    Planifique- Elabore um plano para atingir o seu resultado respondendo às seguintes questões: Que meios preciso? Que contactos preciso? Quem são as pessoas que me poderão ajudar ?


•    Simplifique- Se possível, divida o seu plano em etapas mais pequenas, pois erá mais fácil cumprir pequenos passos.

•    Calendarize - Sem datas atribuídas para cada pequena fase do seu plano, o ano acabará por passar e nada será alcançado


•    Registe e comprometa-se – É importante que o seu plano exista em concreto, de outra forma corre o risco de se auto-sabotar, e com o tempo acabará por se esquecer daquilo a que se tinha proposto. Escreva, e de preferência coloque o seu plano num local visível, pois aumenta o seu grau de compromisso. Em alternativa pode também elaborar o plano a dois.

•    Recompensa – Atribuir-se a si mesmo uma pequena recompensa por cada fase que conseguir atingir, é alimento para a sua motivação.

•    Plano B- E se falhar? Não desista se não conseguir por o plano em prática à primeira. Mudanças implicam novos hábitos e o corpo (e cabeça ) tendem a reagir. Veja isso como parte do processo, e prossiga rumo às suas metas!

Boa Vida Nova!

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publicado às 10:18

É Natal mas sinto-me estranho...

por oficinadepsicologia, em 24.12.11

Autora: Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

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Filipa Cristóvão

Por estes dias, muitos são os amigos e conhecidos que revelam uma estranha sensação. É Natal, mas sente-se um desconforto “devia estar feliz, mas não estou e não consigo perceber porquê”; “à medida que se aproxima o Natal, sinto-me mais esquisito, mais ansioso”, “é tanta coisa que não consigo aproveitar” e assim se passa uma quadra com uma sensação mal definida de desconforto embora sem razão aparente.

 

Já lhe aconteceu?

 

Da próxima vez, páre por uns instantes. Sinta o seu corpo, que parte fica ativada quando se lembra do Natal? Surgem tensões? Em que zonas? Que emoções as acompanham? Que memórias? Que imagens lhe preenchem o espírito?

 

Podemos antever algumas hipóteses:

 

- Demasidos estímulos – “Compras, prendas, consoada, festa na escola das crianças, festa no lar dos avós, uff” Natal é sinónimo de correrias. Se para muitas pessoas, este acréscimo de actividade é sinónimo de entusiasmo e funciona como motor, para tantas outras, este ritmo não se coaduna com a sua natureza por isso um desequilíbrio de energia. Por outro lado, ficam muitas vezes evidentes dificuldades de gestão de tempo e de necessidades, que até podem acontecer ao longo do ano, mas dado o desafio da data tornam-se mais claras.

 

 

 

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publicado às 10:54

A doença oncológica

por oficinadepsicologia, em 07.12.11

Autora: Filipa Cristóvão

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Filipa Cristóvão

A doença oncológica é recorrentemente uma situação temida e traumática, constituindo uma experiência contínua de ansiedade e stress, assim como o seu tratamento, tendo impacto tanto ao nível individual, como familiar.

 

Também neste contexto a psicoterapia pode ser um recurso essencial, sendo que a investigação tem provado os seus benefícios ao nível das estratégias para lidar com a situação, nível do ajustamento doença e tratamento, bem como no prognóstico.

Em particular, a psicoterapia pode ajudar o doente a alcançar estes objectivos:

 

  • Tomar consciência dos seus medos e sentimentos sobre a doença, o tratamento e futuro, expressando-os de forma positiva
  • Diminuir os níveis de depressão, ansiedade e stress

 

  • Adquirir competências de comunicação e assertividade usando-as adequadamente com a rede social e equipa de saúde
  • Recuperar ou estabelecer relações familiares ou interpessoais positivas
  • (Re)Criar sistemas de suporte social e emocional
  • Adquirir informação acerca da doença e opções de tratamento e tomar decisões acerca dos mesmos
  • Reduzir os efeitos secundários do tratamento (ex. tensão, insónia, vómitos
  • Manter o auto-conceito durante o curso da doença e tratamento
  • Lidar com as mudanças relativas à imagem corporal
  • Lidar com questões existenciais relacionadas com o cancro
  • Criar um estilo de vida saudável e gratificante
  • Lidar eficazmente com os medos de recorrência da doença e da morte

 

Para o efeito, na Oficina de Psicologia intervimos com um conjunto de técnicas entre elas EMDR, hipnoterapia, estratégias de relaxamento, que devidamente integradas no processo psicoterapêutico e em parceria com o tratamento médico proporcionam maiores níveis de bem-estar.

 

Fonte: Seligman, L. (1996). Promoting a fighting spirit – psychotherapy for câncer patients, survivors, and their families. San Francisco: Jossey-Bass Inc.

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publicado às 12:49

Primeiros dias de Outono

por oficinadepsicologia, em 27.09.11

Autora: Filipa Cristóvão

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Filipa Cristóvão

Os primeiros dias de Outono, que coincidem também com o final das férias são muitas vezes um momento em que surgem estados de desânimo. O voltar às rotinas que é conotado como algo aborrecido, tem contudo a vantagem de ajudar a introduzir algum equilíbrio no dia-a-dia.

Algumas pequenas regulações podem fazer desta entrada na estação toda uma experiência agradável, saudável e de mudança:

 

- Verifique a sua higiene de sono. Com o Inverno a aproximar-se, precisará de mais horas para fazer face ao desgaste. Dormir fora do horário, não é restabelecedor, pois o sono pode estar desfasado de outros ritmos biológicos do corpo.

Experimente acordar com uma luz natural, ou livre se do despertador e adquira uma luz gradual, pois esse é o sinal para o qual o nosso cérebro está preparado para acordar harmoniosamente.

 

- A luz é muito importante no bem-estar. Influencia diversas funções do cérebro emocional, os instintos vitais, apetite, libido, ciclos menstruais, humor, energia de acção e regulação da temperatura e do metabolismo das gorduras,

Tente dar um pequeno passeio a pé diariamente que lhe permitam receber este nutriente extra e gratuito.

 

- Enriqueça a sua alimentação. O cérebro é um órgão altamente especializado que beneficia de nutrição específica, dadas as exigências a que está sujeito. Alguns estudos sugerem que um desequilíbrio na relação entre ácidos gordos Ómega 3 e Ómega 6 podem contribuir para estados de tristeza, falta de energia, ansiedade, insónia entre outros.

 

- Pratique desporto – Aumentar o nível de actividade tem inúmeros benefícios, desde o humor, à prevenção da depressão, à capacidade de sentir e apreciar o prazer e restabelecimento da coerência cardíaca.

 

- Aprenda algo novo - Aproveite esta fase para aprender algo que sempre quis e não teve oportunidade. Quer seja uma arte, uma língua ou um desporto, irá certamente aumentar a sua motivação e interesse pelos pequenos prazeres da vida

 

- Descubra na meditação ou no relaxamento profundo, um recurso que lhe estará sempre disponível para os desafios que se lhe impõe diariamente http://oficinadepsicologia.com/loja/relaxamento/

 

- Inicie os seus dias com um pensamento ou imagem positiva que lhe traga bem-estar. E porque não, uma imagem do Verão que guardará até ao próximo ano!

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publicado às 10:50

De psicólogo e de louco, todos temos um pouco?

por oficinadepsicologia, em 16.09.11

Autora: Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

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Filipa Cristóvão

Muito frequentemente ouve-se nos mais variados sítios, de cabeleireiros a lojas, de grupos de amigos a conversas de café, “ah eu também sou um pouco psicólogo”.

 

Apesar da familiaridade da frase, penso que é importante fazer algumas considerações.

 

Obviamente que a rede social de suporte de cada um de nós é uma peça importante na nossa saúde e equilíbrio. Estar integrado num grupo de amigos ou família, onde existe confiança, e com o qual se partilham preocupações, mas também alegrias, constitui um recurso inegável.

 

Por outro lado, conceitos como escuta activa, e empatia devem estar presentes nos mais variados contextos, sejam eles formais ou informais, para bem de uma comunicação eficaz, interessada e de respeito para com o outro.

 

Contudo, não se deve confundir estas componentes de relações humanas saudáveis com um processo terapêutico.

 

A psicoterapia é um processo de transformação, perante o sofrimento, auto-conhecimento ou crescimento pessoal. No espaço terapêutico encontra-se uma relação íntima, aceitante, disponível, segura, de confidencialidade, focada em objectivos e sustentada por profissionalismo e investigação científica.

 

Este confundir de papéis, muitas vezes traduzido em discursos como “ah eu vou contando a minha história aqui e ali e vou me sentindo assim assim” constitui recorrentemente uma maneira de aliviar mágoas, entrando em círculos, sem a garantia de um ambiente apoiante, e nem sempre tendo como resultado uma verdadeira mudança que conduza a maior satisfação interior.

 

Assim sendo, não deve afectar a decisão de investir na psicoterapia se o momento for considerado oportuno.

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publicado às 17:09


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