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Fobia de Cães

por oficinadepsicologia, em 29.03.12

E-mail recebido

 

"Boa tarde,

 

 Tenho um filho com 14 anos que tem muito medo de cães. Neste momento está a ficar cada vez mais limitado e até isolado nas sua rotina, não vai a casa de ninguém que tenha um cão , não vai ao parque da cidade porque tem medo de encontrar um cão.

 

 Gostava de saber  como posso ajudar o meu filho a ultrapassar este medo.

 

 Obg,

P"

 

 

 

publicado às 11:46

Intervenção psicológica e tratamentos dentários

por oficinadepsicologia, em 23.11.11
Catarina de Castro

Catarina de Castro

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

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Pode parecer estranho a associação destas duas disciplinas. Na realidade em Portugal não costuma existir esta articulação, o que pode ser explicado pela falta de conhecimento tanto por parte dos médicos e profissionais de saúde oral como por parte da população geral. O estudo de McGoldrick et al (2001) demonstra que existe desconhecimento de como a psicologia pode ajudar pessoas que têm medo de ir ao dentista.

Numa amostra de 115 pessoas que apresentavam medo e ansiedade relativamente a tratamentos dentários, a 113 foram prescritas pelos médicos dentistas susbtancias farmacologicas e a 2 deles foi aconselhado terapia psicológica (com resultados positivos). Verificou-se que numa segunda fase do tratamento dentário e após conhecimento do sucesso na terapia destas duas pessoas, 29% dos 113 optaram por intervenção psicológica.

 

Dentistas desconhecem terapias psicológicas

Este estudo demonstra ainda que a maioria dos dentistas não estão informados que esta fobia ou ansiedade pode ser eliminada em poucas sessões com recurso à psicologia, e que desta forma as pessoas poderão evitar todos os efeitos secundários dos medicamentos, sedação e anestesia geral. Os médicos dentistas recorrem a maioria das vezes a fármacos porque desconhecem que a psicologia tem várias terapias disponiveis.

 

 

publicado às 11:24

Medo de cães

por oficinadepsicologia, em 07.06.10

Email recebido

 

Boa tarde!

Tenho um filho de 7 anos que tem medo de tudo o que é bicho.

Ofereceram-lhe um cão ainda bebé com apenas 7 semanas, apesar de saber que ele tem medo de cães maiores nunca pensei que tivesse medo de um cão bebé. È um facto que o cão ( Fila de S.Miguel ) é brincalhão e dá-lhe pequenas dentadas nos pés e lambidelas o que não é do seu agrado.

Estou a equacionar a hipótese de dar o cão pois o miúdo não se está a adaptar a ele.

Gostaria de saber se existe alguma forma de lidar com a situação.

Obrigado

 

 

Resposta

 

Caro L.

A sua questão tem uma resposta dupla, da nossa parte: sim e não - simultaneamente, ambas verdadeiras...

 

O seu filho deve ser confrontado com muita gentileza, de uma forma muito gradual e na qual ele sinta que tem o controlo da situação, com todo o tipo de animais, muito particularmente os domésticos (sobretudo porque, perdendo-lhes o medo, poderá vir a retirar verdadeiro prazer da interacção com eles). Não o fazer, cedendo às primeiras reacções, é criar um caminho de evitamento progressivo que, por sua vez, vai fazendo com que ele vá tendo cada vez mais medo (quanto menor a familiaridade, maior o medo). As fobias são uma perturbação da ansiedade e, como tal, devem ser tratadas tão precocemente quanto possível. O ideal, porque é pai e não terapeuta, será solicitar acompanhamento especializado (sugiro que procure um psicólogo de formação cognitivo-comportamental); desde já nos colocamos à sua disposição na Oficina de Psicologia - são intervenções rápidas, regra geral, eficazes e, mesmo, divertidas. Por isso sim: existe uma forma de lidar com a situação.

 

E agora tenho de o frustrar e, ainda por cima, fora da minha área de especialidade. Os cães de fila de S. Miguel não são adequados como companheiros de crianças - são cães pastores e de guarda, inteligentes mas de carácter agressivo, que exigem um treino especializado ou, pelo menos, por parte de donos muito habituados a criar cães. De forma alguma, eu recomendaria que insistisse em tentar que o seu filho perca o medo a cães com o seu actual cão. Se tem a possibilidade de o dar a alguém que o estime e que valorize as suas qualidades de cão de guarda, por exemplo, é esse o meu conselho, correndo embora o risco de saltar a minha área de especialidade. Todas as raças têm características comportamentais específicas que poderá consultar facilmente através da internet - se optar por um Labrador ou um Golden Retriever, por exemplo, poderá ficar razoavelmente sossegado relativamente à segurança do seu filho e iniciar um processo de habituação dele a um cão. Por isso, não: não me parece boa ideia lidar com a actual situação; mas, se a modificar um pouco, terá a situação ideal.

 

Abraço,

Madalena Lobo

Psicóloga Clínica

publicado às 20:47

Os medos das crianças

por oficinadepsicologia, em 15.02.10

Autora: Irina António

Psicóloga Clínica

 

As crianças sentem medo mais frequentemente do que aquilo que nós, adultos, possamos imaginar. Por cada caso de medo expresso, há muitos casos de medo experienciado em silêncio, de medo oculto e escondido por detrás dos comportamentos agressivos, da timidez excessiva ou das queixas somáticas. Este medo “vem à superfície” nos momentos em que se abre um espaço onde a criança possa falar sobre o que sente sem receio de ser julgada, de incomodar ou assustar os outros com a expressão do seu sentimento.

 

A maior parte dos medos aparece num período compreendido entre os 4 e os 6 anos, tendo um pico de sensibilidade aos 6. O facto de os medos serem compreendidos culturalmente como uma “emoção negativa” faz com que os pais se esforcem para explicar aos pequeninos como ultrapassá-los, mas poucas vezes darem atenção à aceitação das suas experiências emocionais. Esta estratégia também pode derivar da baixa tolerância às emoções fortes dos próprios pais, o que contribui para reacções como: ignorar, negar ou desvalorizar, tentar acalmar a todo o custo, rotular o medo como uma doença e insistir na medicação.

 

publicado às 16:29


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