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Procrastinar

por oficinadepsicologia, em 04.10.11

Autora: Helena Gomes

Psicóloga Clínica

www.oficinade psicologia.com

 

Helena Gomes

Quantas vezes acorda e se deita a pensar naquele trabalho que tem de fazer, naquele exame para o qual tem de estudar, no quarto que tem de limpar, na pilha de roupa para engomar, na conversa que tem que ter com o namorado/ amigo, mas acaba por adiar ao ponto de lhe causar desconforto, mas mesmo assim havendo sempre outras 1001 justificações que o levam a evitar o início ou o completar da tarefa/ decisão… Se tal lhe acontece, se tenta evitar então está a procrastinar.

 

Alguns estudos revelam que:

  • Filhas que tendem a procrastinar são muitas vezes alvo de uma educação autoritária;
  • As mulheres que procrastinam sofrem também de uma baixa auto-estima;
  • A procrastinação também pode resultar de relações familiares negligentes e de relações sociais insatisfatórias e disruptivas;
  • Resultados académicos baixos estão frequentemente interligados à procrastinação;
  • O medo de falhar resulta muitas vezes no acto de procrastinar;
  • A ausência de métodos de estudo leva a uma tendência em adiar ou não completar a tarefa ou seja a procrastinar;
  •  O uso problemático da internet é muitas vezes usado como meio de evitar a tarefa;
  • Para alguns estudantes procrastinar surge como uma estratégia para ajudar a gerir, múltiplas tarefas e as emoções dai resultantes.

A procrastinação é assim um fenómeno complexo, com elementos cognitivos, afectivos e comportamentais que nos levam intencionalmente a fazer o que a cultura popular denomina de “engonhar” “pastelar” e que trás frequentemente consequências negativas, tanto no nosso dia-a-dia com o relatório que não entregámos a tempo, com a roupa que não temos para vestir; o exame para o qual não estudámos… Faça a si mesmo a questão: “Porque estou a procrastinar, porque adio ou evito?” A resposta pode ser surpreendente e muito esclarecedora, e lembre-se que "O ideal está em ti. Mas, o obstáculo para a sua realização também está em ti. (Thomas Carlyle)"

 

 

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publicado às 10:18

O valor da mentira

por oficinadepsicologia, em 02.10.11

Autora: Helena Gomes

Psicóloga Clínica

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Somos diariamente bombardeados com mentiras e enganos, mas o que leva uma sociedade em que este comportamento é reprovado a recorrer tão frequentemente a ele? Em que Mentir ou não mentir, é a questão, ou melhor a acção! Provavelmente está a pensar “mentiras, não suporto!” ou então, “se for por uma boa causa, porque não?”, ou ainda “quem nunca disse uma mentirinha?!”. Na realidade em 20% a 35% das interacções sociais as pessoas mentem. Mentir/ enganar é um processo psicológico pelo qual um indivíduo deliberadamente tenta convencer outra pessoa a aceitar como verdade o que sabe ser falso, para ganhar algum tipo de benefício ou para evitar perdas. Deste modo, algumas mentiras podem ser egoístas, mas também podem ter um papel fundamental em interacções sociais adequadas.

 

Mas, o que o motiva a mentir? Alguns estudos indicam que as motivações podem ser centradas em si ou nos outros. As mentiras centradas em si são instrumentais para ganho próprio e podem ocorrer para promover a identidade, evitar a desaprovação ou castigo, ou adquirir recursos materiais (“Sim esse carro é meu, não devo nada ao banco”, “Foi ele que partiu o candeeiro mãe”). Por outro lado, as mentiras centradas no outro, têm o intuito de beneficiar outro indivíduo, e ocorrem comummente em relacionamentos próximos e são usadas ​​para proteger os sentimentos dos outros, aumentar a auto-estima do outro, ou preservar a harmonia interpessoal (“Sim, esse vestido fica-te muito bem”, “Estiveste fantástico, nunca comi arroz tão bom”).

 

Dado que a mentira é uma faceta da vida quotidiana, a capacidade de discriminar entre verdade e mentira torna-se adaptativo. Inclusive muitos pesquisadores em psicologia do desenvolvimento têm considerado mentir como uma parte essencial do desenvolvimento psicológico. E como desde sempre o ser humano quis perceber quando estava a ser enganado e como o perceber, há uma série de sinais não-verbais associados à mentira que são cada vez mais fonte de estudo e interesse, tais como as mudanças subtis de expressão, postura corporal, mas as características da voz, nomeadamente a entoação da voz fornecem as pistas mais autênticas. E porquê? Porque a voz é menos passível de auto-regulação.

 

Alguns dados curiosos que ocorrem normalmente quando as Pessoas mentem:

  • Fornecem menos detalhes contextuais;
  • Parecem preocupados e menos presentes na conversa;
  • Controlam conscientemente o seu comportamento numa tentativa de evitar a detecção e gerir as impressões que transmitem aos outros;
  • A mentira pensada ocorre normalmente depois de períodos de latência mais longos entre a questão e a resposta, porque o indivíduo primeiro decide se é a verdade ou a mentira o mais benéfico, e segundo, porque a mentira deve ser construída e de uma forma convincente;
  • A mentira rápida ocorre tipicamente depois de períodos de latência mais curtos entre a questão e a resposta, pois devido à ansiedade de parecer honesto, responde-se mais rapidamente; 
  • As mulheres são mais propensas a mentir sobre os outros, principalmente sobre outras mulheres;
  • Os homens tendem a mentir sobre si próprios;

 

Deixamos-lhe um excerto de como seria um anúncio publicitário sem mentira, retirado do filme “A invenção da mentira”, e diga-nos, neste caso, o que prefere ouvir? J

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publicado às 08:49

Pai como personagem principal

por oficinadepsicologia, em 18.09.11

Autora: Helena Gomes

Psicóloga Clínica

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Helena Gomes

Ao se comprometerem como pais, o homem e a mulher estão solidários a uma tarefa conjunta, cujos papéis são fundamentais para o desenvolvimento psico-afectivo do filho. A mãe tem, para muitos, um papel incontestável, mas o pai tende a ser visto como personagem secundária, principalmente nos primeiros anos de vida da criança. Sabemos agora que o pai está a redefinir o seu papel colocando-se como personagem principal ao lado da mãe. O documentário da BBC “Biology of Dads” ( http://www.youtube.com/watch?v=o800Whxw1fk) vem confirmar essa tendência com base em estudos realizados em todo o Reino Unido por psicólogos.

 

Ao contrário do que se poderia pensar, o laço entre pai e filho é anterior ao nascimento, sendo a voz do pai reconhecida pelo recém-nascido. Mas também o será ainda no útero? Sim, para além de reconhecer a voz do pai, o recém-nascido reage com um aumento do batimento cardíaco superior ao que demonstra quando ouve a voz da mãe. Outro dado fascinante revela que, após o nascimento do filho, existe uma alteração nas hormonas masculinas, acreditando-se que tal sucede para ajudar o pai a cumprir o seu papel na criação do filho. O vínculo com o filho transforma o pai biologicamente, algo de extraordinário acontece no momento do nascimento e regista-se uma diminuição da testosterona. Os níveis normais vão sendo restituídos ao longo do crescimento do filho, mas os instintos paternos continuam a ser cuidar e proteger o filho.

 

 

 

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publicado às 09:48


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