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A união faz a força

por oficinadepsicologia, em 05.12.11

Autor: Luís Gonçalves

Psicólogo Clínico

www.oficinadepsicologia.com

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Luis Gonçalves

Passaram alguns dias desde a épica vitória da seleção portuguesa de futebol e que foi um grande momento de orgulho nacional. Foi incrível testemunhar ao vivo um momento assim e onde senti o bom que é ser português. É um pouco disso que lhe trago hoje.

 

Goste-se ou não de futebol, era impossível ficar-se indiferente à atmosfera que lá se viveu. Famílias inteiras de várias idades e culturas diferentes vestidas com as cores nacionais a sofrer pela seleção, como poucas vezes vi num estádio. As alegrias, as dúvidas e as tristezas vividas com grande intensidade por todos, sem distinção. Arrepiante foi mesmo o inspirador Hino de Portugal ser cantado três vezes desde que entrei até que saí do recinto. Desconhecidos, amigos, companheiros, pais, filhos e avós a uma só voz a celebrar o Grande povo Português. Transcendente!

 

Numa altura tão cinzenta como a que vivemos, assistir e participar nesta explosão patriótica foi, para mim, o momento alto da semana. O português ganha um novo alento nos momentos de dificuldade, une-se, renasce, dá as mãos e vai em frente. E se pensarmos que temos sido alvo de medidas duríssimas de austeridade, que temos uma taxa de desemprego enorme, que vivemos numa sociedade em perigo de rutura social e por aí adiante…é incrível o modo como estamos a lidar com tudo isto. Se olharmos para outros países, vemos que a contestação social estrangeira tem tido momentos de grande agressividade, instalando-se até o caos e a confusão. E perdoem-me aqueles que acham o povo português um povo de brandos costumes. A nossa história explica porque temos tão baixa auto-estima nacional mas uma coisa é certa: somos resistentes, persistimos e acreditamos que depois da tempestade vem a bonança.

 

É que me revolta ver muitas das notícias do dia e reparar que (ainda) existem tantos Velhos do Restelo em Portugal. Mentes que parecem apenas ver o lado negativo de tudo, rejeitando o que de bom fazemos e proliferando um clima de medo, angústia e desespero. Todas estas mensagens fazem parte do problema, nunca da solução. Há que ter consciência do momento difícil mas, acima de tudo, focar a atenção em formas de melhorar a nossa condição de vida. É que não é por acaso que uma das primeiras palavras que as crianças portuguesas aprendem a dizer é o “não”…

 

Acreditar que a nossa vida vai melhorar exige um grande esforço. Há dias em que, simplesmente, não conseguimos mais. Se num deles sentir que está a perder a esperança, lembre-se que não está só... e procure mais portugueses valentes como você: é que a união faz mesmo a força!

publicado às 11:00

Motivação intrínseca

por oficinadepsicologia, em 31.10.11

Autor: Luís Gonçalves

Psicólogo Clínico

www.oficinadepsicologia.com

 

Motivação Intrínseca: o que nos motiva a fazer algo quando não temos de fazer nada!

 

Luís Gonçalves

Prazer. Essa palavra ligada a tudo aquilo que nos faz sentir tão bem. Quando está presente, perdemos a noção do tempo e até do espaço. O nosso organismo agradece imenso, vicia-se até nele. Liberta-se dopamina, um neurotransmissor dos mais importantes, e que vai afetar o hipotálamo, uma glândula endócrina das mais importantes. Como consequência, o centro da emoção, a preciosa amígdala, causa bem-estar e sentimentos de alegria, vitalidade e plenitude. E realmente, todo este processo é imensamente simples. Qualquer atividade que nos leva a fazê-la apenas pela satisfação que a sua realização nos dá mostra o quanto a motivação “interior” pode ser poderosa.

 

Quando passamos a vida centrados nas recompensas exteriores (como encontrar o ordenado, a família, o parceiro ou até o país “certos”), dependemos imenso deles para atingir prazer com a vida e criamos uma falsa ilusão que nos afasta da solução e contribui para o problema. É como se as necessidades que temos dentro de nós ficassem presas com uma corrente das fortes à possibilidade de encontrarem resposta no mundo que nos rodeia... Este funcionamento leva a doses imensas de frustração. É que o exterior é muito difícil de mudar (em alguns casos, impossível) e de ter controlo sobre. O nível de insatisfação aumenta de dia para dia e que nos faz esperar e cobrar mais do mundo exterior. As expectativas tornam-se gigantescas, sem hipótese de satisfação pelo mundo. Este é um processo que acontece muito na minha prática clínica: o início do processo estar ligado a eventos exteriores que tiveram e têm impacto negativo nos clientes. Penso que este é um erro em que caiem muitos profissionais de saúde mental, incluindo eu próprio: ceder à sedução de focar a terapia nos eventos destrutivos da vida lá fora. De facto, há momentos na vida em que tudo nos acontece. Mas o que faz a diferença é trabalhar o impacto que eles têm nas nossas emoções! E é precisamente por isso que o primeiro objetivo da psicoterapia é encontrar e fomentar pontos que o cliente pretende trabalhar, melhorar e mudar em SI PRÓPRIO.

 

Este trabalho é o foco nas necessidades do cliente (reparando-as ou encontrando-as) e a definição de caminhos e estratégias para as preencher. Pense no quanto precisa, por exemplo, de pessoas importantes em termos sociais e afetivos; de sentir que tem um perfil profissional e académico que faz de si alguém único e competente; de sentir novidade e desafio na sua vida e equilibrar os momentos de maior estagnação e monotonia; de ajudar, contribuir e partilhar a vida de pessoas e projetos significativos ou de sentir que a sua vida está a evoluir, que tem um rumo suportado por objetivos ambiciosos e realistas. O segredo está todo aqui, no que precisamos. É o contacto íntimo com este mundo interno que nos vai ver a vida com outros olhos e, curiosamente, aumentar a probabilidade de termos os tais motivadores extrínsecos que tanto queríamos no início. É que a motivação intrínseca contribui para a subida da nossa auto-estima, para a melhoria do nosso desempenho profissional e relacional. O prazer leva-nos a persistir e aperfeiçoar o que sabemos, como fazemos e quem somos. Os eventos negativos lá fora poderão ser os mesmos mas o seu significado muda para nós: encontramos neles recursos que estavam escondidos ou simplesmente, deixamos de lhes dar importância. As responsabilidades dão estrutura à nossa vida mas é a satisfação que nos ilumina o caminho. E de cada vez que conseguimos atingir um objetivo, é proibido o esquecimento do auto-reforço: dê momentos valiosos a si próprio sempre que isso acontece, faça-se sentir bem e com valor. É que o tem mesmo!

 

Espero que tenha tido prazer com estas palavras, ponha-as então em prática e verá como o mundo exterior o trata bem. Depois diga-me como correu! que nos motiva a fazer algo quando não temos de fazer nada!

 

 

publicado às 09:38

Motivação: a tradição já não é o que era?

por oficinadepsicologia, em 17.02.10

Autor: Francisco Soure

Psicólogo Clínico

 

Quando viu o primeiro Rocky, torceu pelo Rocky ou pelo Apollo Creed? Quando vê um daqueles típicos filmes de domingo à tarde, nos quais os “populares” de uma escola defrontam os “excluídos”, por quem torce? Quando vê o treinador de um grande clube de futebol a antever o embate com um clube de menor dimensão, concorda com a ideia que os pequenos clubes têm sempre mais motivação quando defrontam equipas maiores?

Pois um estudo recente conduzido na Ohio State University, nos EUA, veio demonstrar que a crença comum que enfrentar alguém mais “forte” que nós nos dá maior motivação é, de facto, um mito.

 

publicado às 10:26


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