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Hábitos e costumes – Impedidores de mudança?

por oficinadepsicologia, em 19.04.13

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Conta a lenda que, numa determinada região, as árvores estavam a morrer e os frutos eram muito raros. Um profeta chamou um representante do povo e disse:

- Cada pessoa só pode comer uma peça de fruta por dia.

 

A ordem foi obedecida por gerações e a ecologia do local foi preservada. Como os frutos restantes davam sementes, outras árvores surgiram e toda aquela região se transformou num solo fértil, invejado pelas outras cidades. O povo, contudo, continuava a comer apenas uma peça de fruta por dia, fiel à recomendação que um antigo profeta tinha passado aos seus ancestrais. Além do mais, não deixava que os habitantes das outras aldeias se aproveitassem da farta produção que ali acontecia todos os anos. E o resultado era só um: a fruta apodrecia no chão.

 

Um novo profeta surgiu e disse ao representante do povo:

- Deixe as pessoas comerem a fruta que quiserem e digam-lhes que dividam esta abundância com os vizinhos.

O representante do povo chegou à cidade com a nova mensagem, mas acabou por ser apedrejado, já que o costume estava arraigado no coração e na mente de cada um dos habitantes. Com o tempo, os jovens da aldeia começaram a questionar aquele hábito bárbaro e, como a tradição dos mais velhos era intocável, resolveram afastar-se da região. Assim, podiam comer quanta fruta quisessem e dar a restante a quem necessitava de alimento.

 

No antigo local, só ficaram as pessoas incapazes de ver que o mundo se transforma e que nós nos devemos transformar com ele.

 

Esta história ajuda-nos a perceber que devemos estar menos presos a hábitos e rotinas já ultrapassadas, e mais abertos para ouvir sugestões, permitindo a MUDANÇA. Quando temos algum padrão profundamente arreigado dentro de nós, devemos em primeiro lugar, tornar-nos conscientes dele para podermos alterar a condição.

 

Tal como nesta história existia uma resistência que impedia a mudança, também na nossa vida arranjamos várias resistências que nos impedem de alcançar a consciência do padrão existente, nomeadamente as nossas fugas aos assuntos; muitas vezes para justificar a nossa resistência, presumimos com frequência coisas acerca dos outros; crescemos com crenças que se transformam na nossa resistência à mudança; possuímos ideias acerca de nós mesmos que usamos como limitações a mudar; a nossa resistência manifesta-se frequentemente em desculpas (ex.: não consigo pensar agora, faço-o depois); medo da mudança; entre muitas outras resistências que criamos como “antidoto” à mudança.

 

Muitas vezes também utilizamos aqueles que nos são mais próximos como ”resistências”, achando que eles é que precisam de mudar algumas coisas e não nós.

 

Olhe para si! Permita-se a “comer mais de que um fruto por dia” e conheça-se sem resistências! Este é o primeiro passo para a transformação.

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publicado às 15:18

Faça a Vida acontecer!

por oficinadepsicologia, em 01.11.12

Autora: Cristina Sousa Ferreira

 

Psicóloga Clínica

 

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Cristina Sousa Ferreira

 

Muitas das nossas frustrações têm a ver com o  facto de pensarmos que tudo se deve a factores externos. Desperdiçamos muito tempo a culpar os outros e os acontecimentos externos  pelo que está errado nas nossas vidas.

 

Da próxima vez que algo não esteja a correr bem, pergunte-se  porquê.  O que poderia ter feito de diferente para melhorar a situação? Se discutiu com um amigo pergunte-se porque foi que aconteceu. Estará a esperar demasiado dele? Estará à espera que siga sempre as suas regras? Se se sente  desvalorizado no seu  trabalho questione-se se estará verdadeiramente a fazer tudo o que lhe é possível para mostrar o seu valor?  Tem constantes batalhas com os seus filhos? Veja como se comporta com eles, será que eles não estão as espelhar as suas atitudes?

 

Não se culpe por tudo o que lhe acontece, mas utilize a parte da situação sobre a qual tem controlo, (a forma como reage) e em que pode intervir para evitar mais frustração, zanga ou preocupação. É sobre fazer a vida acontecer em vez de deixar que a vida lhe aconteça como se fosse um espectador indefeso. Quando a sua atitude muda, vê as dos que o rodeiam mudar também.

 

Não é responsável pelo que os outros dizem e fazem, mas é responsável pela forma como reage ao que os outros dizem e fazem.

 

Faça a sua Vida acontecer!

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publicado às 14:27

Necessito realmente de mudar?

por oficinadepsicologia, em 09.07.12

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

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Tânia da Cunha

Acredito no potencial inesgotável que cada ser humano possui. É através deste que todos somos capazes de evoluir favoravelmente num sentido mais positivo e de maior qualidade de vida, mas para isso é necessário ter presente que precisamos de nos nutrirmos dia após dia. Do mesmo modo que adquirimos, através de exercícios físicos e de treino, o fortalecimento dos nossos músculos, também podemos redefinir a visão que temos das pessoas, das coisas e da vida.

 

Se fizermos um balanço de todas as aquisições que fomos alcançando ao longo da vida, percebemos que estamos em constante mudança. Com treino fomos sendo capazes de fazer uma série de aprendizagens, como aprender a caminhar, a nadar, a conduzir um automóvel etc. Quando nos observamos hoje, compreendemos que não somos a mesma pessoa de ontem e certamente podemos acreditar que amanhã estaremos diferentes de hoje.

 

A aprendizagem vai sendo feita por tentativas, quase sempre pouco produtivas no início, mas aperfeiçoando em progressão constante. A título de exemplo, podemos pensar na aquisição da marcha, as quedas constantes levam a criança a tentar de novo, no sentido do seu objetivo. Depressa compreende que tem de dominar pequenas distâncias e mais tarde, quando lhe for possível, fixará objetivos mais ambiciosos, até o dia que souber correr.

 

Tomando este exemplo na vida de todos nós, podemos definir alguns princípios que suportam uma aprendizagem bem-sucedida:           

  • Agir - para aprender convém fazer tentativas.
  • Fixar objetivos pequenos e progressivos. Para aumentar as hipóteses de sucesso.
  • Esperar que nem tudo corra bem. Falhar uma tentativa pode ser muito útil se de seguida for feita uma reflexão sobre o que correu mal.
  • Repetir - para aprender bem é necessário repetir.
  • Imitar - toda a aprendizagem necessita de modelos. Enquanto adultos, podemos escolher as pessoas cujas atitudes e comportamentos gostaríamos de adotar.
  • Auto encorajar-se - algumas pessoas desesperam facilmente face ao que precisam de fazer. Outras felicitam-se pelos progressos feitos e pelo caminho já percorrido. Atreva-se a ser uma destas!

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publicado às 10:49

Vencer ou gerir a crise?

por oficinadepsicologia, em 04.11.11

Autora: Fabiana Andrade

Psicóloga Clínica

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Fabiana Andrade

Todos os dias ouço a palavra Crise e sempre com uma conotação negativa. Surge constantemente na comunicação social, ou no contexto das sessões com os clientes, ou através de e-mails, em conversas com os amigos, na rua, no café, no supermercado, enfim, em todo lado!

 

Reparei também, que apesar de todas as pessoas comentarem que não aguentam mais falar e ouvir sobre crise, continuam a repetir o que sentem em relação a ela: “estou com medo do futuro”, “as coisas vão mudar para pior e não sei como vou fazer”, “agora é que vai ser, vou ter que cortar em várias coisas”, “estou muito inseguro”, “não sei como vou manter a casa”, “não sei como vou pagar o carro” etc, etc etc.

 

Há algo recorrente em todas as conversas que ouço: o sentimento de insegurança perante situações futuras que ainda não estão a acontecer, a associação entre bem- estar e bens materiais e, naturalmente, a resistência à mudança. E todas essas visões ou atitudes impedem essas mesmas pessoas de gerir a crise e saírem dela mais fortes.

 

Porque faço a distinção entre vencer e gerir a crise? Lemos ou ouvimos diariamente o termo “vencer” a crise, e neste termo está implícita uma noção de conflito, de guerra contra um inimigo que devemos vencer, gerando desde já uma atitude negativa de tensão. A questão é que olhar para a crise dessa forma redutora, no limite, não nos ajuda a entendê-la, a geri-la e a transformá-la em algo que pode nos ser favorável.

 

 

 

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publicado às 09:03

Autor: António Norton

Psicólogo Clínico

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António Norton

“Para ser grande, sê inteiro; nada teu exagera ou exclui; sê todo em cada coisa; põe quanto és no mínimo que fazes; assim em cada lago, a lua toda brilha porque alta vive.”  - Fernando Pessoa

 

Muitas pessoas acordam de manhã mais ou menos sempre à mesma hora, tomam o mesmo pequeno-almoço rotineiro, vão de carro e fazem o mesmo trajecto, ouvem o mesmo posto de rádio, chegam ao trabalho e recebem uma série de ordens que acatam sem pestanejar, executam o seu trabalho de forma maquinal e desinteressada, fazem inúmeras pausas, onde fumam cigarros e falam sobre os mesmos assuntos de sempre, almoçam no mesmo restaurante, voltam ao trabalho, fazem as mesmas pausas, saem do trabalho, fazem o mesmo percurso, vão para casa, não variam substancialmente na ementa do jantar, vêem um pouco de televisão desinteressadamente, fazem a sua rotina de higiene, fazem amor da mesma forma de sempre, e dormem pensando que já falta menos para a tão aguardada reforma, onde se esquecem que, à partida, terão muito menos energia física e mental.

 

Pode parecer um retrato extremado e demasiado pessimista, mas confesso que tenho algumas dúvidas que realmente o seja. Infelizmente, acredito que muitas pessoas vivem assim a sua vida.

 

O perigo desta forma de agir, de estar, de viver é a consequente dramática e altamente preocupante falta de criatividade, que fica estampada na passividade, apatia, desinteresse e perda de sentido existencial.

 

Haverá solução para esta situação?

Posso ser um optimista irrealista, mas acredito que sim. Acredito que podemos ser diferentes.

Para mim, a resposta está neste poema de Fernando Pessoa. A chave está na perpetuação da nossa identidade através da ferramenta extraordinária da criatividade.

A minha reflexão será justamente em torno desta duas ideias basilares: Identidade e criatividade.

Vou colocar a tónica do meu discurso sobretudo na questão da criatividade, que me parece ser uma questão chave para entender o marasmo, no qual, muitas pessoas escolhem estar.

 

 

 

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publicado às 18:50


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