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É Natal mas sinto-me estranho...

por oficinadepsicologia, em 24.12.11

Autora: Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

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Filipa Cristóvão

Por estes dias, muitos são os amigos e conhecidos que revelam uma estranha sensação. É Natal, mas sente-se um desconforto “devia estar feliz, mas não estou e não consigo perceber porquê”; “à medida que se aproxima o Natal, sinto-me mais esquisito, mais ansioso”, “é tanta coisa que não consigo aproveitar” e assim se passa uma quadra com uma sensação mal definida de desconforto embora sem razão aparente.

 

Já lhe aconteceu?

 

Da próxima vez, páre por uns instantes. Sinta o seu corpo, que parte fica ativada quando se lembra do Natal? Surgem tensões? Em que zonas? Que emoções as acompanham? Que memórias? Que imagens lhe preenchem o espírito?

 

Podemos antever algumas hipóteses:

 

- Demasidos estímulos – “Compras, prendas, consoada, festa na escola das crianças, festa no lar dos avós, uff” Natal é sinónimo de correrias. Se para muitas pessoas, este acréscimo de actividade é sinónimo de entusiasmo e funciona como motor, para tantas outras, este ritmo não se coaduna com a sua natureza por isso um desequilíbrio de energia. Por outro lado, ficam muitas vezes evidentes dificuldades de gestão de tempo e de necessidades, que até podem acontecer ao longo do ano, mas dado o desafio da data tornam-se mais claras.

 

 

 

publicado às 10:54

O menino e o jardim mágico

por oficinadepsicologia, em 23.12.11

Autor: Luis Gonçalves

Psicólogo Clínico

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Luis Gonçalves

A época Natalícia é uma altura de emoções fortes, ninguém duvida. Sentimos alegria por estarmos com quem mais amamos. Sentimos tristeza se não os temos por perto. Voltamos atrás no tempo e relembramos quem um dia fomos, as pessoas que nos sorriram, as prendas que nos deram e os locais onde crescemos. Onde tudo era deliciosamente simples e, ao mesmo tempo, transcendente. Para dizer a verdade, vivemos tão ocupados na nossa vida presente que esquecemos as nossas raízes, onde tudo começou. Há dias em que sentimos a necessidade de lá voltar… ao nosso jardim mágico.

 

Era lá que um menino brincava sem fim. Onde árvores imponentes lhe davam sombra e escondiam aves que o deixavam estupefacto. Onde lagos cristalinos davam vida a peixes que o intrigavam ansiosamente. Havia também  águas sem fim onde se banhavam imponentes patos que passeavam todo o seu esplendor. Tudo servia para o menino se fascinar. Não lhe interessava o que vinha a seguir ou se se ia aleijar ou sujar, simplesmente tinha tanto prazer naquele momento que se esquecia que o sol se punha dali a pouco. Corria por caminhos de terra sem fim e tropeçava por vezes, na azáfama de um menino com ânsia de viver. A dor da queda fazia-o mais forte, mais crescido, mais confiante. As folhas caiam por entre céus intermináveis e dormiam sobre a terra húmida de vida. Apanhava também as castanhas que se desprendiam de castanheiros anciãos e ia dar aos seus pais com o orgulho de quem dá uma prenda tão valiosa. Esse menino jogava à bola acreditando que era uma estrela de futebol mundial. Bastava essa fé para marcar mais golos porque era assim que jogava o seu ídolo, não o podia desiludir. Corria sem fim enquanto sorria para os pais que o observavam calmamente de um banco vermelho de madeira intemporal. O menino mostrava-lhes os seus dotes e mesmo quando a finta não saía bem, tinha por perto o afeto dos cuidadores e as palavras de incentivo levantavam-no rapidamente da areia, que se colava nas calças tão docemente preparadas pela mãe. O cansaço era tanto que se deixava cair e rebolar na relva viva de esperança. Logo a seguir, o menino observava o seu pai a dar milho aos pombos e queria tanto ajudar. Aprender tudo com o mestre para ser como ele e, finalmente, ser “um homem”. Como era importante para aquele menino saber todos os detalhes da vida animal e vegetal. Era mesmo fascinante cuidar da Natureza e invadir os seus sentidos com todo o seu agradecimento. Por fim, era altura de mais uma corrida atrás do esférico, driblando as sombras da noite bela que chegava. Esse menino não conhecia limites, aquele jardim era à medida da sua imaginação incontrolável. Outros meninos e seus pais brincavam com aquela criança ávida de vida. A sua energia era contagiante e o seu sorriso um hino à humanidade. O corpo já pedia descanso, tinha sido uma longa tarde. Até que os pais o chamavam, chegara a noite de Natal e o lar acolhedor já os esperava… era tempo de sair do jardim mágico, até ao próximo Domingo.

 

Naqueles anos, tínhamos ideais e ídolos. Acreditávamos no Amor, na Justiça e na Verdade. Sonhávamos em salvar o mundo, sorrindo sem hesitar. Todos nós fomos crianças e se a vida nos parecer uma grande dúvida, talvez precisemos de voltar atrás no tempo. É que éramos tão felizes como agora podemos ser.

publicado às 10:09

FELIZ NATAL!

por oficinadepsicologia, em 21.12.11

Este Natal, quisemos dar-lhe um bocadinho de nós.
Quisemos oferecer-lhe votos de bem-estar que fossem um presente único, pensado com antecipação, construído em equipa, em momentos dedicados a todos aqueles que nos honram com a sua companhia e a sua confiança.
Por isso, aqui fica a nossa prenda especial: momentos de boa disposição e carinho, entoados a uma só voz. Para si, claro!
FELIZ NATAL!
 

 

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publicado às 21:21

Stress Natalício

por oficinadepsicologia, em 18.12.10

Autor: Hugo Santos

Psicólogo Clínico

 

 

O Natal pode ser um verdadeiro stress.

 

Não falo apenas das prendas, dos centros comerciais e lojas a abarrotar, da publicidade arrojada, dos orçamentos apertados, do “não me posso esquecer de ninguém”, mas sobretudo do facto desta época ser virada para as relações e para os afectos.

 

Os afectos num sentido mais abragente, nas campanhas e acções de ajuda e solidariedade, como igualmente no enfrentar as relações familiares e de afinidade mais próximas.

Agendar com quem se vai passar a consoada e depois o almoço deNatal, tendo em mente que é suposto estarmos todos felizes e com um sorriso nos lábios, pode mexer bem cá dentro.

Nesta perspectiva stressante, ainda bem que o Natal não é todos os dias.

 

Mas o Natal é o que nós quisermos. E sempre podemos acreditar no menino Jesus ou no Pai Natal do modo que nos fizer sentido, mesmo enfrentando fragilidades relacionais e afectos ambíguos.

Há um mundo a viver este momento, com várias cores e tonalidades. A música que vai nos nossos corações é tocada pelo nosso desejo, pela nossa esperança e pela vontade de simplesmente viver o momento em serenidade.

 

Um Bom Natal!!!

publicado às 11:36

O Natal dos solteiros

por oficinadepsicologia, em 17.12.10

Autor: Luis Gonçalves

Psicólogo Clínico

 

 

A época natalícia mexe sempre com os clientes, de uma forma ou de outra. E uma vez mais, inspirei-me neles para vos trazer este texto. Independentemente das crenças religiosas de cada um, esta época não passa ao lado de ninguém. Inclusivé das pessoas que não têm uma relação amorosa, de qualquer tipo. Este texto é, especialmente, para elas.


Idealmente, o Natal deve envolver partilha, afectividade, tolerância e humanidade. O calor humano que se cria nestes dias pode ser realmente incrível, superando o maior dos frios polares! O contacto entre famílias é central, o dar e receber incondicional, o relembrar pessoas importantes uma constante. Viver estes dias com a pessoa amada é fantástico, partilhando com ela todos os passos para o evento Natalício com um grande sorriso cúmplice, mesmo em filas intermináveis nas lojas!


E é por isso mesmo que nesta altura, muitos clientes ficam tristes. Como se o Natal sem um parceiro perdesse cor, calor ou vida. Como se o Natal fosse uma época que desejam passar depressa. Porque lhes faz doer a alma, porque leva a momentos melancólicos e sem esperança. Ou porque, simplesmente, os faz sentir sós. São convidados por familiares ou amigos para viverem o Natal acompanhados. Mas mesmo que aceitem, sentem um vazio enorme na altura de voltar para casa depois das festividades. Das janelas das suas casas observam vizinhos em grande alegria, asáfama e aconchego. E as paredes de casa parece que ficam ainda mais frias...


No entanto, são tão humanos como eles. Também eles ficam com os olhos mais brilhantes nestes dias. Só que neste Natal não estão acompanhados por um parceiro amoroso. Porque no Natal passado estiveram mas neste já não. Porque sonhavam viver este Natal a dois e, simplesmente, não aconteceu. Talvez até ambicionando uma casa cheia de gente, com uma família cheia de crianças iluminadas pela vinda do Pai Natal. Mas esta época pode bem ser para eles também, uma época festiva. Uma época de renovação, de paz, de plenitude. Acima de tudo, uma época de amor próprio. Vivermos plenamente conosco mesmos, em contacto com as nossas emoções mais profundas. E se não temos parceiro, parceira, namorado, namorada, marido ou esposa, temos certamente pessoas ansiosas pelo nosso afecto. Conhecidas ou não. Porque o verdadeiro Amor é assim, espontâneo, omnipresente e feito da mais pura existência humana. Faça do seu Natal uma época onde faz aquilo que sempre sonhou mas não teve possibilidade ou ocasião. Feche então os olhos, respire fundo e sinta agora todos os pequenos grandes actos de amor que pode fazer por si, que pode fazer pelos outros nestes dias...surpreenda-se.
Sozinho ou acompanhado, ame-se incondicionalmente. Feliz Natal!
“Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos.”
Shakespeare

 

publicado às 10:37

Neste Natal, ofereça afectos

por oficinadepsicologia, em 31.12.09

Por Hugo Santos
Psicólogo Clínico
Novembro, 2009


Entrámos oficialmente na época natalícia e já se vêm os enfeites na rua, a árvore de Natal a brilhar em casa e os shoppings enchem-se na azáfama das compras.
“O que é que eu hei-de oferecer?” é uma pergunta constante na nossa mente, e à volta disso fazem-se planos, contabilizam-se orçamentos e procura-se a melhor prenda que espelhe ao outro o quanto gostamos dele e o conhecemos (tanto que acertámos em cheio no presente).
Nesta procura vamos imaginando como será a sua reacção, como será o seu sorriso e o “obrigado”, quando receber a nossa prenda.
Neste espírito de troca e partilha trazemos uma sugestão para a sua lista de presentes: neste Natal ofereça afectos.
Claro que o Natal é todos os dias e oferecer afectos é algo que se pode dar durante todo o ano. Mas igualmente nesta época especial podemos oferecer afectos especiais.
Como?
Aqui vão algumas sugestões para todos os Pais Natal que decerto terão um enorme saco cheio de bons afectos, dentro do coração:
1 - Em primeiro lugar: ofereça os afectos envolvidos em papel de embrulho e com um laçarote, quer sejam em forma de gestos ou palavras, daqueles mais discretos ou mais expressivos. Escolha um momento especial ou uma ocasião simples e espontânea. Recorde-se, assim, que os afectos serão todos especiais, únicos e muito valiosos.
2 – Elogie: temos uma maior tendência a focarmos nas coisas negativas do que nas positivas. Vamos aproveitar para experimentar o contrário. Porque não ir oferecendo elogios diários ou oferecer na noite de consoada uma Lista de Elogios?
3 – Escreva um Postal de Afectos: pode ser em papel ou digital, numa folha de papel com desenhos (pode desenhar uma árvore de Natal, uma estrela no céu, ou outros desenhos daqueles que fazia quando era criança e que todos nós adoramos), ou onde quiser. Deseje um Bom Natal e escreva o que lhe vai na alma, o que deseja de bom e o que quer oferecer do fundo do seu coração.
4 – Telefone: de certo há alguém de quem gosta e com o qual já não fala há algum tempo. Todos nós temos uma agenda preenchida de obrigações e preocupações. Experimente oferecer cinco minutos com um telefonema de afectos. Ligue, diga-lhe que tem saudades, pergunte-lhe como é que está, conte uma boa história sua e verá como se sentirá feliz por dentro.
5 – Abraços e beijinhos: dê um abraço ou um beijinho à sua colega ou amigo, aquele que vê todos os dias e por isso já cai em desuso essa forma de expressão, e diga-lhe que simplesmente que lhe quer oferecer bons afectos de Natal.
6 – Bom Natal: deseje um Bom Natal ao senhor do café, ao taxista ou motorista do autocarro, a quem se cruza consigo no dia-a-dia quando vai por exemplo comprar o pão, ou numa caixa do supermercado. Não tenha medo. Poderão estranhar mas vão gostar e não se vão esquecer. Às vezes os gestos simples de quem menos esperamos têm esse bom efeito e aconchegam o coração.
7 – Invente e crie outras formas que quiser e lhe fizerem sentido para oferecer afectos. A loja dos afectos tem uma variedade imensa e pode escolher o que quiser pois o crédito é ilimitado. Para além disso a garantia é vitalícia.
Bem, ficam alguns afectos que oferecemos para si do fundo do coração, no desejo de Um Bom Natal!
E já sabe: neste Natal ofereça Afectos.
 

publicado às 13:08


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