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À Descoberta dos Nossos Traços de Personalidade

por oficinadepsicologia, em 03.01.13

Autora: Isabel Policarpo

 

Psicóloga Clínica

 

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Isabel Policarpo

Geralmente gostamos de perceber melhor quem somos e de como são as pessoas que nos são mais importantes. Neste sentido, e tendo como ponto de partida a teoria dos “Cinco Factores de Personalidade” – extroversão, neuroticismo, abertura à experiência, afabilidade e consciência, aqui fica o desafio de descobrir onde se encontra em cada um desses traços.     

 

É importante notar que cada um dos cinco traços da personalidade representa um intervalo entre dois extremos. Por exemplo, a dimensão extroversão representa um continuum entre a extroversão e a introversão extrema. No mundo real, a maioria das pessoas tende a estar em algum lugar entre as duas extremidades de cada dimensão. Acresce que apesar da posição relativa que tendemos a ocupar nas diferentes dimensões, cada um de nós tem ainda a capacidade de se movimentar em cada um dos eixos de acordo com as situações e circunstâncias.

 

Aqui fica uma descrição sucinta de cada um desses cinco traços que representam grandes áreas da personalidade. Cabe-lhe a si perceber como tendencialmente se posiciona em cada uma dessas dimensões e encontrar a constelação única dos seus traços de personalidade.

 

Abertura à experiência

As pessoas abertas à experiência são intelectualmente curiosas, criativas, imaginativas e mais propensas a manter ideias pouco comuns. Apreciam a arte, a aventura, a variedade de experiências e são sensíveis à beleza. 

 

Na outra extremidade as pessoas mais fechadas à experiência tendem a ter interesses mais convencionais e tradicionais. Preferem o simples, o directo e o óbvio, sobre o complexo, o ambíguo e o subtil. Privilegiam a familiaridade em detrimento da novidade, porque são cautelosas e resistentes à mudança. Podem olhar as artes e as ciências com desconfiança e/ou considera-las desinteressantes.

 

Consciência

A consciência é a tendência para mostrar autodisciplina, para agir com sentido do dever e com vista a alcançar metas pré-definidas. Há uma preferência pelo planeamento e reflexão, em detrimento de um agir baseado na espontaneidade. As pessoas tendem a ser organizadas, eficientes, conscientes dos detalhes e apresentam um bom controle de impulsos.

 

Na outra ponta da escala as pessoas têm dificuldade em regular e dirigir os seus impulsos, tendendo a ser indisciplinadas, inconsistentes e pouco confiáveis.

 

Extroversão

Esta característica inclui características como sociabilidade, loquacidade, assertividade e expressividade emocional. A extroversão é caracterizada por emoções positivas e pela tendência para procurar estimulação no exterior e na companhia dos outros. Os extrovertidos gostam de estar com as pessoas, e muitas vezes são vistos como cheios de energia. Tendem a ser entusiastas, orientados para a acção e são propensos a dizer "Sim!" ou "Vamos lá!" às oportunidades de excitação. Em grupo gostam de falar, afirmar-se e de chamar a atenção para si.

 

Na outra extremidade da escala os introvertidos têm menos necessidade de socialização e de actividade. Tendem a ser calmos, discretos, reservados e solitários. A falta de envolvimento social não deve ser interpretada como timidez ou depressão, simplesmente têm menos necessidade de estimulação e precisam de mais tempo para estarem sós. Podem igualmente ser activos e enérgicos, simplesmente não socialmente.

 

Afabilidade

Esta dimensão de personalidade inclui atributos como confiança, altruísmo, bondade e carinho.

É a tendência a ser compassivo e cooperativo, a gerar harmonia social em detrimento de uma atitude antagónica e de suspeição em relação aos outros. As pessoas tendem a ser agradáveis, atenciosos, simpáticos, generosos e a ter uma visão optimista da natureza humana.

 

Na outra ponta da escala os indivíduos pouco afáveis colocam o interesse próprio acima do dos outros. Tendem a ser despreocupados com o bem-estar do outro e menos propensos a entenderem-se com os demais. O seu cepticismo sobre as pessoas em geral, faz com que sejam desconfiados, hostis e pouco cooperativos.

 

Neuroticismo

Esta dimensão da personalidade inclui a tendência para experimentar facilmente emoções desagradáveis como ansiedade, raiva, irritabilidade, instabilidade emocional, tristeza e vulnerabilidade. São pessoas emocionalmente reactivas e vulneráveis ao stress e a estímulos aversivos. Têm tendência a interpretar situações normais como ameaças e vivenciam as pequenas frustrações como situações irremediavelmente difíceis. As suas reacções emocionais negativas tendem a persistir por períodos longos de tempo. A dificuldade na regulação emocional diminui a capacidade da pessoa para pensar com clareza, tomar decisões e lidar de forma eficaz com o stress.

 

Na outra ponta da escala, os indivíduos que pontuam baixo nesta característica são menos reactivos. Tendem a ser calmos, seguros e emocionalmente estáveis.

 

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publicado às 20:06

Será que Existem Mesmo Traços de Personalidade?

por oficinadepsicologia, em 20.12.12

Autora: Isabel Policarpo

 

Psicóloga Clínica

 

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Isabel Policarpo

Identificar as características e a estrutura da personalidade humana afigurou-se, desde sempre, como um dos objectivos fundamentais da psicologia. Neste sentido, foram sendo realizados ao longo do tempo estudos com o intuito de descobrir as dimensões e/ou traços que permitiriam descrever a personalidade humana.

 

Existem várias modelos de traços de personalidade, mas um dos que é mais utilizado na psicologia dada a sua robustez para compreender a personalidade é o dos “Cinco Factores da Personalidade”, de Costa & McCrae. De acordo com este modelo os cinco traços de personalidade são - Extroversão; Neuroticismo; Abertura à Experiência; Afabilidade  e Consciência.     

 

A consistência deste modelo advém, não só do facto do mesmo ter sido descoberto e definido por diversos pesquisadores independentes, mas decorre também do facto de posteriormente ter sido demonstrada a sua universalidade.

 

Hoje assume-se que as cinco dimensões gerais do modelo contêm os traços de personalidade mais conhecidos, configurando-se ainda como a estrutura base sobre a qual assentam todas as outras características ou traços de personalidade.

 

De algum modo pode dizer-se que esses cinco traços de personalidade representam as qualidades mais importantes que moldam a nossa paisagem social.

 

A ideia de que existem traços de personalidade é fácil e acessível. Todos nós temos a noção de que existe alguma consistência na forma como cada um de nós e dos outros se comporta ao longo do tempo, sendo assim fácil dizer que, por exemplo, determinada pessoa é reservada enquanto outra é extrovertida.

 

Os traços de personalidade podem assim ser equacionados como padrões habituais de comportamento, pensamento e emoção. Afigurando-se como características que são relativamente estáveis ao longo do tempo.

 

Ter um traço de personalidade não implica que as pessoas se comportem sempre da mesma maneira, todos nós apresentamos alguma variabilidade nos nossos comportamentos não só em função da fase do ciclo de vida onde nos encontramos, mas também fruto das próprias circunstâncias, contudo isso não nos impede de perceber que cada um de nós mostra padrões de personalidade facilmente reconhecíveis ao longo do tempo.

 

Efectivamente cada um de nós tem a capacidade de se mover ao longo de cada dimensão ou traço à medida que as circunstâncias sociais ou temporais mudam. O nosso comportamento envolve e requer sempre a interacção entre os traços de personalidade e as variáveis situacionais.

 

A situação em que a pessoa se encontra, desempenha um papel relevante na forma como a pessoa reage. Cada pessoa não deve por conseguinte, ser posicionada numa das extremidades de cada um dos traços, como se de uma dicotomia fixa se trata-se, mas antes ser compreendida como movimentando-se num continuum, apresentando contudo algumas características mais frequentemente do que outras.

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publicado às 11:40

Quem sou eu?

por oficinadepsicologia, em 05.03.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

 

 

 

 

Existem algumas perguntas básicas sobre a natureza humana que as pessoas fazem a si próprias há milhares de anos: “Quem sou eu?” “Até que ponto me conheço a mim próprio?”.

 

Gostava de vos falar sobre o fenómeno do “dar-se conta” como facilitador das questões enunciadas. O dar-se conta é a capacidade que cada ser humano tem para perceber o que está a acontecer dentro de si mesmo e do mundo que o rodeia. Por outras palavras, a capacidade de compreender e entender aspectos de si mesmo e situações ou qualquer outra circunstancia ou acontecimento que aconteça no seu mundo.

Podemos distinguir três tipos de dar-se conta:

  • Dar-se conta de si mesmo ou do mundo interior.
  • Dar-se conta do mundo exterior.
  • Dar-se conta da zona intermédia ou zona da fantasia.

O dar-se conta de si mesmo abarca todos aqueles acontecimentos, sensações, sentimentos e emoções que estão a ocorrer no nosso mundo interno. Este nível permite aceder ao modo de sentir, à experiência pessoal e existência aqui e agora e são independentes de qualquer argumento e juízo por parte dos outros.

O dar-se conta do mundo exterior relaciona-se com o contacto sensorial, ou seja, perceber que tipo de contacto mantém em cada momento com os objectos e acontecimentos do mundo que nos rodeia.

A zona intermédia inclui toda a actividade mental mais além daquilo que acontece no presente. O nível da fantasia abarca o passado, o futuro, e compreende todas as actividades relacionadas com o pensar, adivinhar, imaginar, planificar, recordar o passado antecipar o futuro.

Experimente: diga a si próprio “agora eu dou-me conta de...” e finalize a frase com aquilo que se dá conta. Quando entramos em contacto com a nossa própria vivência podemos não estar de imediato a solucionar os problemas da vida, mas na grande maioria das vezes damo-nos conta dos nossos recursos internos para fazer face às dificuldades e adversidades que a vida impõe.

 

Falar de si

 

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publicado às 21:15

Sabe qual é o seu tipo de personalidade?

por oficinadepsicologia, em 25.09.10

Sabemos que o recomeço após as férias de Verão é aproveitado por muitos para uma reflexão sobre as suas opções profissionais e, de uma forma mais genérica, sobre a forma como gostariam que decorresse o próximo ano. E esta reflexão exige, entre outras coisas, um bom conhecimento de si próprio.

Por isso, na Oficina de Psicologia, fomos à procura de uma ferramenta que, de uma forma rápida, eficaz e de qualidade, lhe permitisse obter uma visão estruturada das suas mais valias e, naturalmente, dos pontos que necessita considerar para optimizar a sua forma de estar e de se relacionar.

Adaptámos para a realidade portuguesa o questionário sobre tipos de personalidade que lhe oferecemos na nossa página web, esperando que os resultados lhe permitam um salto qualitativo em 2011. Deixe-se surpreender com a exactidão deste questionário e aproveite para desafiar família, amigos e colegas a se encontrarem, igualmente, com a sua própria "fotografia".


Na Oficina de Psicologia, olhamos por si!

Ir para o questionário de personalidade

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publicado às 17:56


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