Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Autora: Susanne Marie França

 

Psicóloga Clínica

 

www.oficinadepsicologia.com

 

Facebook

 

Susanne França

Os resultados de um estudo efectuado na Mayo Clinic nos Estados Unidos, apontam para uma associação entre a vivência de experiências traumáticas na infância e na vida adulta e o desenvolvimento da Síndrome do Cólon Irritável (SCI).

 

Na realidade, há muito que se acredita que o stresse e ansiedade estão associados aos sintomas característicos desta síndrome. E parte deste stresse e ansiedade poderá provir de experiencias traumáticas, uma vez que cerca de 50% das pessoas diagnosticadas com SCI reportam terem sido vítimas de abuso sexual na infância.

 

Todavia, um dos factores cruciais neste estudo é a chamada de atenção para o facto de existirem outras formas de trauma associadas à SCI que no passado têm sido provavelmente ignoradas. Referimo-nos a experiências como a morte de um ente querido, catástrofes naturais, divórcio, acidentes, etc.

 

É importante salientar que os resultados deste estudo apontam para o facto de que pessoas com SCI reportam experiências presentes e/ou passadas de trauma quando comparadas com pessoas sem SCI. Acredita-se que situações de trauma poderão estar na origem de um desequilíbrio na relação entre a mente e o intestino, nomeadamente no controlo dos músculos e nervos intestinais.

 

Existem diversas abordagens terapêuticas que podem ajudar no processamento de experiências traumáticas e no controlo dos sintomas da SCI. A Hipnoterapia Clínica tem excelentes resultados no controlo e atenuamento da sintomatologia associada à SCI, e o EMDR é a terapia de eleição para o processamento de experiencias traumáticas.

 

Uma abordagem integrativa e focada em objectivos bem delineados e realistas pode contribuir para facultar uma melhor qualidade de vida às pessoas com SCI, cuja sintomatologia pode ser de tal modo debilitante ao ponto de condicionar o funcionamento quotidiano e o bem-estar emocional e físico.

 

 

 

Fonte: American College of Gastroenterology (2011, October 31). Psychological traumas experienced over lifetime linked to adult irritable bowel syndrome. ScienceDaily.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:23

Hipnose Clínica e Demência?

por oficinadepsicologia, em 07.01.13

Autora: Susanne Marie França

 

Psicóloga Clínica

 

www.oficinadepsicologia.com

 

Facebook

 

 

Susanne França

Num estudo comparativo entre dois grupos de pessoas com demência, em que um grupo foi submetido a uma intervenção terapêutica convencional, e o outro, a uma intervenção com Hipnoterapia Clínica, foi verificado que as pessoas do grupo da Hipnoterapia registaram uma melhoria significativa na capacidade de concentração, memória e socialização, comparativamente ao grupo não submetido à terapia com hipnose. 

 

Um dos factores importantes é o efeito do relaxamento induzido pela hipnose. Este ajuda a lidar com a sintomatologia associada à ansiedade e humor depressivo, e contribui para o aumento dos níveis de motivação para levar a cabo rotinas diárias e participar em actividades de carácter social. A terapia de sugestão associada ao relaxamento pode igualmente ajudar a melhorar a capacidade de concentração e memória.

 

Os sintomas característicos da demência são a perda lenta e progressiva da memória, concentração e capacidade de aprendizagem. A perda de memória pode envolver a memória a curto prazo em que factos recentes são esquecidos, ou a longo prazo, com perda de memórias e recordações antigas, perda da capacidade de escrever, dificuldade em reconhecer pessoas chegadas, reconhecer lugares e executar rotinas diárias e sofrer alterações no modo de ser e de interagir com os outros.

 

Apesar de ser mais comum em pessoas com mais de 65 anos, a demência pode igualmente afectar pessoas jovens que tenham determinadas doenças, lesões cerebrais ou estejam expostas e/ou consumam substâncias tóxicas.

 

Estima-se que cerca de 7.3 milhões de cidadãos europeus sejam vítimas de uma forma de demência. Em Portugal o numero ronda os 90 000, com tendência a aumentar em parte devido ao envelhecimento cada vez mais característico e notório da população. O prognóstico ainda é mais deprimente quando nos deparamos com uma previsão de duplicação destes valores até ao ano de 2040 (European Collaboration on Dementia).

 

Se é verdade que a Hipnose Clínica não cura a sintomatologia associada à demência, é igualmente verdade que  pode ajudar em muito a controlar e gerir a ansiedade, aumentar a capacidade de concentração e memória e motivar para a socialização diminuindo assim o isolamento e a depressão associada.

 

Assim, o mais importante a reter parece ser que a Hipnose Clínica parece poder contribuir para o melhoramento da qualidade de vida dos pacientes com demência.

 

 

Fonte: University of Liverpool (2008, July 28). Hypnosis Shown to Reduce Symptoms of Dementia.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:46

Autora: Susanne Marie França

 

Psicóloga Clínica

 

www.oficinadepsicologia.com

 

Facebook

 

Susanne França

Os resultados de um estudo efectuado na Mayo Clinic nos Estados Unidos, apontam para uma associação entre a vivência de experiências traumáticas na infância e na vida adulta e o desenvolvimento da Síndrome do Cólon Irritável (SCI).

 

Na realidade, há muito que se acredita que o stresse e ansiedade estão associados aos sintomas característicos desta síndrome. E parte deste stresse e ansiedade poderá provir de experiencias traumáticas, uma vez que cerca de 50% das pessoas diagnosticadas com SCI reportam terem sido vítimas de abuso sexual na infância.

 

Todavia, um dos factores cruciais neste estudo é a chamada de atenção para o facto de existirem outras formas de trauma associadas à SCI que no passado têm sido provavelmente ignoradas. Referimo-nos a experiências como a morte de um ente querido, catástrofes naturais, divórcio, acidentes, etc.

 

É importante salientar que os resultados deste estudo apontam para o facto de que pessoas com SCI reportam experiências presentes e/ou passadas de trauma quando comparadas com pessoas sem SCI. Acredita-se que situações de trauma poderão estar na origem de um desequilíbrio na relação entre a mente e o intestino, nomeadamente no controlo dos músculos e nervos intestinais.

 

Existem diversas abordagens terapêuticas que podem ajudar no processamento de experiências traumáticas e no controlo dos sintomas da SCI. A Hipnoterapia Clínica tem excelentes resultados no controlo e atenuamento da sintomatologia associada à SCI, e o EMDR é a terapia de eleição para o processamento de experiencias traumáticas.

 

Uma abordagem integrativa e focada em objectivos bem delineados e realistas pode contribuir para facultar uma melhor qualidade de vida às pessoas com SCI, cuja sintomatologia pode ser de tal modo debilitante ao ponto de condicionar o funcionamento quotidiano e o bem-estar emocional e físico.

 

 

 

Fonte: American College of Gastroenterology (2011, October 31). Psychological traumas experienced over lifetime linked to adult irritable bowel syndrome. ScienceDaily.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:23

Perdão ou compaixão: eis a questão

por oficinadepsicologia, em 08.08.12

Autora: Susanne Marie França

Psicóloga Clínica e Hipnoterapeuta

www.oficinadepsicologia.com

Facebook

 

Susanne Marie França

Se queres que os outros sejam felizes, pratica a compaixão. Se queres ser feliz, pratica a compaixão."(Dalai Lama)


Sem me aventurar pelo terreno movediço e polémico da religião, gostaria de sugerir uma pequena reflexão sobre os conceitos de perdão e compaixão.

 

Há uns largos meses atrás deparei-me com um programa na televisão acerca do efeito terapêutico do acto de perdoar. Confesso que fiquei admirada ao perceber que as pessoas conseguiam nobremente perdoar as piores situações possíveis, e posteriormente emanar uma aura de calma e paz invejável.

 

Veio-me à memória uma paciente que tinha sido vítima de abuso sexual durante o período da infância e adolescência, e tinha conseguido com uma resiliência incrível, “colocar de lado” o trauma e construir uma carreira profissional solida, um casamento harmonioso e tido 3 filhos. Ninguém sabia do que se tinha passado na infância, uma vez que ela tinha conseguido sair da aldeia onde tinha sido criada, cortar relações com a família de origem e recomeçado a vida noutro local. No entanto, quando a sua filha mais velha, chegou à idade em que na sua infância os actos de abuso sexual tinham tido inicio, todo o seu passado, até agora um mundo invisível, como uma avalanche - “desabou” literalmente…  

Procurou terapia de modo a tentar encontrar uma solução pratica para este problema. Este “segredo” tinha que se manter privado, e ninguém, nem o marido, poderiam saber do que se tinha passado na infância. Sentou-se no consultório com a convicção de que tinha que perdoar os perpetuadores dos abusos infantis, e assim a situação ficaria resolvida, e ela poderia continuar com a sua vida.

 

Quando começámos a analisar o verdadeiro significado do acto de perdoar, apercebemos-mos da imensidão desta tarefa e da pressão que ela estava a impor a si própria. A crença assentava no pressuposto de que o acto de contrição resolvesse o trauma de longos anos de sofrimento, dor e culpa, quase que, esquecendo e desculpando o facto de que uma “criança” tinha sido repetidamente e inocentemente vitimizada, e consequentemente, privada de uma infância saudável.

 

De modo algum se está a afirmar que o acto de perdoar não é justo e nobre. O que se está a questionar é se será uma solução para crimes medonhos como este; e como se executa o acto de absolvição de culpa, a quem nos magoou, traumatizou e moldou uma infância e adolescência?

Na verdade, cada caso é um caso, e neste em particular, foi efectuada uma longa e dolorosa viagem ao passado, no sentido de reconstruir a confiança na vida, nos outros e em nós. Decidimos em terapia “colocar de lado” o acto de perdoar e dedicarmos-mos ao acto de compaixão.

O dicionário “Webster” define a compaixão como: consciência profunda do sofrimento do outro aliado ao desejo de aliviá-lo (…).  Esta definição por si parece implicar um processo dinâmico de empatia, ganho de consciência e cura. Foi iniciado o processo de reconhecimento do sofrimento desta “criança”, e trilhado um caminho longo, doloroso mas reparador, na direcção da cura e transformação.

 

A paciente criou passo a passo um mundo interior repleto de carinho, segurança e brincadeira. Construímos um local onde ela pudesse se sentir totalmente segura, estar acompanhada pela natureza e animais, e transportámos para lá igualmente o eu “adulto”, para que pudesse partilhar e relembrar como a infância, pode e deve, ser cor-de-rosa, risonha e feliz.

 

Posso estar errada, mas sinto que a compaixão, neste caso, foi um acto mais terapêutico e estruturador.

E quem sabe, se a compaixão pode ser um caminho seguro e firme, que por último, nos leve ao perdão?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:08

Gente feliz com lágrimas

por oficinadepsicologia, em 21.06.12

Autora: Susanne Marie França

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

Facebook

 

 

Susanne Marie França

“Não compreendera ainda como o tinha eu salvo da crucificação. Mas quando os seus braços musculados se abriram para o meu corpo delgado, senti que o peito se lhe tornara discretamente ofegante, ao reconciliar-se com o meu. E, estando eu morto, ressuscitei. E, pedindo-me ele de novo que comesse, agarrei na tigela com as mãos muito trémulas e pus-me a sorver, em apressados e sôfregos tragos, aquele delicioso caldinho de farinha, com cujo sabor se cruzou para sempre a memória doce da minha infância. E os olhos dele, rasando-se de lágrimas, eram afinal olhos felizes com lágrimas - assim você me perdoe o facto de a minha história comportar também episódios felizes..."João de Melo (escritor)


Este excerto foi tirado da inesquecível obra do escritor açoriano, João de Melo: “Gente Feliz com Lagrimas”. Uma escrita comovente, visceral, e demasiado íntima, que por vezes nos obriga a virar a cara, porque ignora a razão e deixa marca na alma. O livro arrasta-nos exaustiva e irresistivelmente através de cinco universos na busca incessante da felicidade. Com uma estética polifónica, descreve os diversos modos de viver a amargura que oscila entre a violência familiar, a escassez própria da pobreza, o abandono da terra, os horrores da Guerra do Ultramar, o regime do Estado Novo…É uma peregrinação absoluta e uma lição para a vida que nos leva a rever a nossa própria história, e a ir ao reencontro das nossas próprias raízes. É um livro pesado e extremamente comovente, na forma como os protagonistas enquanto crianças procuram desesperadamente um gesto de ternura….

 

E as suas raízes o que é que dizem de si?

 

Alguns autores afirmam que a “criança interior” consiste na nossa verdadeira essência, a nossa verdadeira base, até mesmo no nosso verdadeiro eu. Assim, a fonte da desarmonia emocional vivenciada na idade adulta, pode residir e originar em situações da infância, que moldaram a nossa criança interior, que não sabe racionalizar, compreender e processar os acontecimentos a que esteve exposta. Estes acontecimentos, se por vezes marcadamente traumáticos, por outras, aparentemente triviais e difíceis de perceber. Lembro-me de um caso de uma paciente de Hipnoterapia Clínica que tinha medo de dormir sozinha com as luzes totalmente apagadas. Sempre que o marido viajava, trazia o filho para o quarto para não dormir sozinha. Quando exploramos as possíveis causas do medo, deparamo-nos com uma “criança” amedrontada a ver na televisão uma cena de um filme que a chocou profundamente. A “adulta”, já nem se lembrava do sucedido, e nem queria acreditar que fosse algo tão simples….Mas, a informação na infância não foi corretamente processada e ficou bloqueada, e o medo generalizou-se e foi desencadeado por outros estímulos.

 

E depois tenho encontrado pessoas com “crianças interiores” tão sobejamente coloridas de vida, que lembram um verdadeiro arco-íris. São uma excelente fonte de recursos no âmbito psicoterapêutico. A imagética aqui entra no seu esplendor criando cenários mágicos que ficam gravados no nosso inconsciente, para serem posteriormente reactivados fora do contexto terapêutico.

 

A terapia da “criança interior” é um processo de cura que nasce e resplandece de dentro para fora. Só assim, vamos conseguir sarar as nossas feridas, aumentar a nossa auto-estima, preencher o nosso vazio e ultrapassar a nossa solidão privada, e permitir que a nossa “criança interior” encontre a sua verdadeira expressão, mesmo que seja ser: feliz…com lagrimas.

 

"Em todo adulto espreita uma criança - uma criança eterna, algo que está sempre vindo a ser, que nunca está completo, e que solicita, atenção e educação incessantes. Essa é a parte da personalidade humana que quer desenvolver-se e tornar-se completa"

Carl Gustav Jung psiquiatra suiço (1875-1961) 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:57

Co-dependência: quando o amor se transforma num inferno

por oficinadepsicologia, em 14.06.12

Autora: Susanne Marie França

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

Facebook

 

 

Susanne Marie França

“Quando a namorada do Paulo termina o relacionamento, ele ameaça que se vai suicidar. A vida sem ela não faz sentido. Tudo o que ele valoriza na vida, está relacionado com ela….Tem sido uma dedicação total…e agora, como é que ele vai viver sem ela? “

 “Cristina faz tudo para agradar ao marido. Ter a sua aprovação é fundamental. Chega a fazer coisas que não tem vontade… chega a humilhar-se….e ele é um bruto! É violento…mas depois fica tão amoroso…tão querido…e promete que vai mudar…que é a última vez…Estar com ele sempre é melhor do que estar sozinha…”


 Quantos de nós não queremos acreditar que os relacionamentos amorosos podem ser uma fonte de crescimento, partilha e uma experiência de respeito mutuo? No fundo todos nós nutrimos a esperança de encontrarmos alguém com quem nos possamos sentir valorizados/as, amados/as e acompanhados/as no percurso da vida.

Mas, para alguns, um relacionamento pode ser uma experiência autenticamente infernal!

Gostaria de abordar convosco o tema dos relacionamentos de co-depêndencia.

 

Acredita-se que o co-dependente é uma pessoa que não tem um sentido do eu bem definido, e consequentemente, não está em sintonia com as suas próprias necessidades, desejos e emoções, sentindo assim uma enorme dependência afectiva, que por sua vez vai exercer pressão nas relações, provocando ansiedade cronica, dificuldades de controlo e expressão emocional adequada e marcantes flutuações de humor. Frequente, é igualmente, a necessidade doentia inesgotável e se sentir amado/a e correspondido/a, levando à procura incessante de “provas de amor”, cujo efeito apaziguador, nunca perdura o tempo suficiente para dar descanso ao desgaste que o ritmo deste tipo de relacionamento impõe.

 

O ponto-chave subsiste no tema do controlo. Pessoas com este tipo de problema sofrem frequentemente de formas de ciúme patológico, comportamentos obsessivos, agressividade passiva, e/ou explicita. Existem autores que consideram este tipo de relacionamento como o equivalente à total perda de auto-estima e perda da capacidade de racionalização e juízo critico. Weiss & Weiss, 2001, classificam este problema na área dos comportamentos aditivos como a toxicodependência, alcoolismo e perturbações de comportamento alimentar, associando outras perturbações como as perturbações de humor (depressão), ansiedade, de personalidade e abuso de substâncias e álcool.

 

Se nos “sintonizar-mos” com pessoas co-dependentes com estes tipos de comportamentos, surge-nos na base de toda esta amálgama de sentimentos e comportamentos disfuncionais, uma “criança interior” desamparada e aterrorizada com medo do abandono e da solidão. Para o adulto co-dependente, ter que defrontar-se com o seu próprio “vazio” é de tal modo amedrontador, que recorre a todos os meios que possam levar os outros a “preencher” esta grave lacuna, transformando-se numa fonte insaciável sorvendo aprovação e amor.

Paradoxalmente existe dificuldade em conseguir reconhecer e receber amor genuíno, temendo a intimidade e a partilha saudável de sentimentos e carinho.

 

Para ajudar a resumir, podemos classificar as dificuldades das pessoas com este tipo de problema em cinco componentes principais:

  • Dificuldade em gerir e reconhecer as suas próprias necessidades, desejos, emoções, vontades, etc.
  • Dificuldade em estabelecer limites saudáveis nos relacionamentos afectivos.
  • Dificuldade em reconhecer e responsabilizar-se pelo próprio comportamento disfuncional.
  • Dificuldade em identificar e expressar competências de controlo emocional e comunicar assertivamente.
  • Dificuldade em valorizar-se e sentir-se merecedor/a de amor.

Todos os relacionamentos apresentam dificuldades e situações de crise. Faz parte integrante de um relacionamento saudável, abraçar a mudança e crescer dentro do próprio sistema relacional. Os relacionamentos co-dependentes trespassam por vezes o senso comum e formam ciclos de funcionamento viciados, sem rumo para aparente crescimento ou mudança.

Se por um lado não podemos viver na fantasia de que os relacionamentos amorosos são como os “contos de fadas”. Por outro, será que não merecemos viver um relacionamento que nos proporcione pequenos momentos de felicidade, em que nos esquecemos de tudo, e por preciosos momentos vivenciamos a experiencia de sermos uma princesa ou um príncipe….Numa história com um final feliz!

 

Se tem consciência de que está num relacionamento de co-dependência, por favor procure ajuda de um psicólogo ou outro profissional de saúde da sua confiança!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:25

Eu no meu melhor!

por oficinadepsicologia, em 19.03.12

Autora: Susanne Marie França

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

Facebook

 

Susanne Marie França

Quando acreditamos em nós mesmos, podemos arriscar ser curiosos, sonhar, ser espontâneos, ou qualquer outra coisa que eleve o espírito humano. - EE Cummings

Uma das coisas que impede as pessoas de pôr em prática os seus sonhos é o medo do falhar!

Como podemos vencer esse medo?

Se formos honestos connosco próprios, todos temos, ou já tivemos medo de falhar. A diferença talvés esteja no facto de que alguns de nós ficamos paralisados e não agimos devido ao medo, enquanto outros, com ou sem medo, avançam. Não é fácil, mas quanto mais agirmos, mais programamos a mente e criamos um novo hábito que por sua vez, substitui o antigo – o evitar as situações.

 

Que tal alterar a sua auto-imagem mental? Todos temos uma imagem mental que reflecte o que sentimos acerca de nós próprios. Essa imagem não é necessariamente uma “imagem” em si, e pode estar associada a um pensamento, sensação ou mesmo uma emoção. O importante é percebermos que a nossa auto-imagem pode ser alterada, uma vez que é criada por nós….e ao mudarmos a nossa auto-imagem, mudamos a nossa percepção de nós próprios, o que por conseguinte vai alterar as nossas acções e pensamentos.

 

Mesmo que sinta medo, aja como se não o sentisse. O truque do agir e/ou sentir “como se….” é muito utilizado na terapia de sugestão em hipnose clínica. Experimente!

Já se imaginou a sorrir? Pode soar banal, mas este pequeno gesto faz milagres. Basta imaginar que está a sorrir e toda a sua linguagem corporal muda!

 

Por fim, gostaria de sugerir um pequeno exercício;

Pegue numa folha de papel e numa caneta e comece a descrever uma situação, sensação, ou simplesmente um momento em que se sentiu no seu melhor.Feche os olhos e transporte-se mentalmente até esse momento… reviva-o vivamente usando todos os seus sentidos. Sinta cada sensação desse momento plenamente!

Repita este exercício duas vezes por dia durante 21 dias, e o seu corpo e mente vão memorizar as sensações e emoções associadas a esse momento. Sempre que necessitar terá ao seu dispor uma ferramenta fantástica para usar naqueles momentos em que gostaria de se sentir no seu melhor.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:00

A alma nunca "pensa" sem uma imagem mental

por oficinadepsicologia, em 13.03.12

Autora: Susanne Marie França

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

Facebook

 

Susanne Marie França

Será que Aristóteles tinha razão?

 

De acordo com o psicólogo e investigador Steven Pinker, as nossas vivências são representadas nas nossas mentes em forma de imagens mentais, formando ecos e reconstruções das percepções das nossas experiências do presente, memórias do passado e antecipações de situações e emoções do futuro.  

 

Quando falamos em imagética, geralmente pensamos em visualização. A imagética usa certamente a componente visual, mas a sensibilidade auditiva, visual, olfactiva, gustativa e cinestésica é poderosa, e surge em todos nós em diferentes graus e intensidades. Quem não se lembra de ter ouvido uma música e ser automaticamente transportado/a para uma situação no passado em que essa música teve um significado especial? Entramos num estado alterado de consciência, e saímos do momento presente, vivenciando e sentindo a experiência do passado como se ela estivesse a acontecer agora! Isto é um estado de hipnose! É o pensamento na sua qualidade sensorial pura.

 

Imagética e Cura:

Criar novas imagens mentais pode ser uma ferramenta fundamental nos processos de cura física e psicológica, uma vez que acciona todos os mecanismos sensoriais que por sua vez vão gerar alterações nos mecanismos fisiológicos, tais como alterações no tonus muscular, ritmo respiratório, sistema nervoso, química cerebral, funcionamento do aparelho digestivo, sistema imunitário, etc. 

Técnicas terapêuticas que façam uso do poder da imagética, podem ser aplicadas no sentido de ajudar a aceder e processar sensações do passado, desbloquear e construir novas percepções e sensações relativamente a situações do futuro e alterar a nossa auto-imagem.

Os requisitos básicos para o uso da imagética com sucesso são:

  • Ambiente propicio e calmo em que possa estar sozinho/a durante alguns minutos
  • Usar um estado alterado de consciência como por exemplo a auto-hipnose
  • Intenção e objectivos bem definidos antes de iniciar o processo de imagética
  • Praticar com regularidade. Pelo menos 3 a 4 vezes por semana durante 20 minutos

Então se calhar Aristóteles até que tinha mesmo razão. A linguagem da alma é mesmo a imagética!!!

Gostaria de experimentar sentir o poder da sua mente?

Saudações Hipnóticas

 

http://oficinadepsicologia.com/sobre-a-vida/optimizacao/auto-hipnose

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:23

Terapia não é dar conselhos...

por oficinadepsicologia, em 02.03.12

Autor: Susanne Marie França

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

Facebook

 

Susanne Marie França

"A única coisa a fazer com os bons conselhos é passá-los a outros; pois nunca têm utilidade para nós próprios"
Oscar Wilde 

 

Fiquei intrigada quando no outro dia uma paciente me perguntou se devia terminar uma relação afectiva com um rapaz com quem namora há dois anos. Andava baralhada e insegura, e o último terapeuta tinha-lhe dito que aquela relação era doentia, e que provavelmente seria terminar a relação….pois estava a agravar a depressão!

 

Por vezes confunde-se psicoterapia com dar conselhos. Muitos pacientes fazem-nos perguntas acerca da nossa opinião de como devem agir ou pensar...E muitos psicoterapeutas, caem na tentação de expressar essa opinião…e lá sai um conselho! Ninguém está a dizer que o terapeuta não é bem-intencionado, e que a opinião até nem é a acertada, mas terapia não é dar conselhos! Os pacientes e terapeutas têm uma relação forte, mas é uma relação terapêutica, que com o tempo e solidificação permite que o paciente seja o seu próprio “conselheiro”.

 

Se os pacientes necessitassem de conselhos não recorreriam a um terapeuta. Por vezes, já estão fartos de opiniões que os irritam e baralham… É o vizinho do lado que não se inibe de dizer o que pensa…é o pai…a mãe….o amigo…o tio….

 

A vulnerabilidade de um paciente que procura ajuda, pode torná-lo altamente sugestionável e sedento de aconselhamento, na tentativa de conseguir aliviar o desconforto e inquietação emocional. O papel do terapeuta será certamente ajudar ao paciente a lidar com esse desconforto, mas dar conselhos será, no meu ponto de vista, satisfazer mais uma necessidade do terapeuta do que do paciente, e adiar um processo terapêutico, que por sua vez pode ter repercussões bastante serias e nefastas para o paciente e sua vida pessoal.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:08

O lugar seguro: hipnoterapia clínica

por oficinadepsicologia, em 20.02.12

Autora: Susanne Marie França

Psicóloga Clínica e Hipnoterapeuta Clínica

www.oficinadepsicologia.com

Facebook

 

Susanne Marie França

A técnica do Lugar Seguro é utilizada e adaptada pelas mais variadas abordagens psicoterapêuticas. Na hipnoterapia pode ser usada na indução à hipnose, no aprofundamento após a indução, na preparação para trabalho analítico como a regressão, e na auto-hipnose. Se conciliarmos ao exercício do Lugar Seguro terapia sugestiva, aumentamos a eficácia desta técnica e conseguimos usufruir ao máximo do poder da mente.


Antes de fazer o exercício do Lugar Seguro, escreva num papel 3 sugestões que estejam relacionadas com algo que deseja mudar na sua vida, como comportamentos, pensamentos, hábitos e rotinas, etc.


As regras básicas na formulação de sugestões são:


•    Simplicidade – aborde um tema de cada vez. Não baralhe a mente com mensagens contraditórias. Seja directo, conciso e específico. A mente não irá interpretar a sugestão, mas sim absorver literalmente.
•    Não utilize a palavra NÃO – se deseja deixar de se sentir ansioso, não diga “a partir de agora nunca mais me vou sentir ansioso”, ao invés diga “ a cada dia sinto-me cada vez mais calmo”. A lei do efeito inverso faz com que aquilo que tentamos evitar e negar com a palavra NÃO ganhe força e prevaleça. Se eu lhe pedir que “não pense no elefante amarelo” qual é a imagem que lhe vem automaticamente à mente?
•    Seja realista e honesto. Se tem um exame na faculdade e não estudou, não vale a pena pensar que uma sugestão acerca do sucesso que vai ter no exame o ajudará a ter uma boa nota. A sugestão tem que se adequar a um contexto e um objectivo realista e tangível.
•    Uma emoção forte (negativa ou positiva) vai sempre ser mais poderosa do que uma emoção mais fraca. Associe sempre emoções às sugestões que elaborar. Só mudamos aquilo que sentimos.
•    Pratique, pratique, pratique – A repetição é o modo como adquirimos novos hábitos, padrões de pensamento e/ou acção. A repetição das sugestões, permite o registo e automatização de novos hábitos que irão substituir os que já não se adequam às nossas circunstâncias actuais de vida.

 

Como fazer o exercício do Lugar Seguro:


Feche os olhos suavemente…inspire profundamente…e expire…libertando todo o ar…todas as sensações que acumulou durante o seu dia e deseja agora libertar….sinta a sensação de leveza…cada vez que expira. Gostaria que se imaginasse no campo...repare na temperatura do ar…nas cores…no ar puro que inspira…sinta os seus passos firmes….sinta vivamente cada sensação que este lugar lhe transmite…...sinta os cheiros…as cores...as texturas… os sons…tão agradáveis…imagine a sensação de segurança…de paz. Já nada mais interessa a não ser esta sensação de libertação. Continue a caminhar…a reparar em cada detalhe…em cada folha…árvore…flor…a sua mente está a libertar e a processar o seu dia. Deixe fluir todos os pensamentos…agora já não interessam…agora a única coisa que é importante…é o seu relaxamento…o seu bem-estar…físico e emocional…Continue a caminhar pelo campo e a respirar lentamente…repare como já conseguiu abrandar o ritmo de respiração e do pensamento….Relaxe."

Repita silenciosamente as sugestões que escreveu e memorizou. Sinta, visualize, e imagine vivamente cada palavra…
Saudações Hipnóticas,


Susanne Marie França

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:20


Mais sobre mim

foto do autor



Arquivo

  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2012
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2011
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2010
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2009
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D