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Navegue pela incerteza

por oficinadepsicologia, em 07.10.12

Autora: Cristina Sousa Ferreira

Psicóloga Clínica

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Cristina Sousa Ferreira

Vivemos num mundo de informações incompletas, surpresas garantidas e ocorrências imprevisíveis. As tempestades, quer sejam reais ou metafóricas, têm vindo a acontecer. Tentar prever a sua chegada nem sempre resulta e tentar eliminar o seu risco é pura fantasia. Mesmo com uma preparação meticulosa, pensar que estamos preparados para qualquer coisa que o futuro nos traga é irreal. As pessoas mais bem sucedidas são as capazes de “navegar pela incerteza”. Se não é possível  saber o que nos espera amanhã como nos podemos preparar?

Precisamos de nos preparar para o facto de nunca estarmos preparados para tudo.

 

Então como podemos lidar com os imprevistos, com o inesperado? Deixo-lhe aqui algumas dicas:

 

1-      PARE – se o momento exige de si uma resposta rápida, faça uma pausa breve. Se está numa reunião, faça um intervalo para ir à casa de banho, se está no escritório levante-se e caminhe um pouco.. por outras palavras, faça aquilo que muitas vezes não se dá oportunidade de fazer, PENSAR.

 

2-      Avalie as suas opções actuais- não perca tempo a pensar como gostava que as coisas fossem diferentes, ou a tentar encaixar o seu plano anterior no novo contexto. Comece com uma folha em branco.  Pense no resultado que pretende alcançar tendo em conta a nova situação, a informação disponível e os recursos disponíveis. Depois desenhe as suas opções.

 

3-      Navegue – baseado na nova avaliação, tome uma decisão e comprometa-se. Mesmo que a decisão não seja a ideal, mesmo que não lhe dê todos os resultados que estava à espera pense que foi a melhor possível perante as circunstâncias. Siga em frente e enfrente a tempestade sem hesitações.

 

O actual contexto tem-nos confrontado com “tempestades” económicas, pessoais, profissionais. Queremos estar bem preparados para qualquer eventualidade mas somos frequentemente surpreendidos  com novos e inesperados acontecimentos. Ser capar de lidar com o imprevisto,  de não paralisar e de não sofrer demasiado perante a incerteza é um enorme trunfo. Devemos planear, mas estar preparados para desistir, reformular, ou recomeçar do zero se o imprevisto o exigir. Não é fácil, mas é necessário.

 

“If you really want to do something, you will always find ways. If you don't really want to do something, you will always find excuses"

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publicado às 15:25

Penso, logo existo?

por oficinadepsicologia, em 30.09.12

Autora: Fabiana Andrade

Psicóloga Clínica

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Fabiana Andrade

Alguma vez viu documentários sobre animais? Será que já viu nestes documentários situações como as seguintes?

- um animal chega perto de uma planta, sente que a planta é uma ameaça, “algo lhe diz” para não comer a planta. No entanto ele hesita e come a planta mesmo assim.

- um animal mesmo sem ver ou ouvir nada, “pressente” a presença de um predador. No entanto, ele hesita, e como não vê nada decide ficar ali mesmo assim.

- um animal “pressente” perigo, mas para confiar no seu instinto precisa confirmar que o perigo está mesmo lá, e enquanto não tem essa confirmação, não dá ouvidos ao seu instinto

- “algo diz” ao animal que ele deve migrar para Sul em determinada altura do ano. No entanto, como ele nunca lá foi e não sabe o que o espera, decide não ir.

 

Já viu? Não!

 

O que vemos nestes documentários, ou mesmo no dia a dia, para quem contacta diariamente com animais, não é nada disso!

Vemos que o animal, INSTINTIVAMENTE percebeu que a planta era venenosa e não a comeu. Não precisou testar, não duvidou, não hesitou.

Vemos o animal que pressente o predador e foge, sem hesitar, sem duvidar.

Vemos o animal, que nunca migrou para Sul, pois este é o seu 1º ano de vida, que sem hesitar viaja em busca de terras mais quentes.

Essas expressões, “pressente”, “algo me diz”, referem-se ao nosso instinto, à nossa intuição.

No mundo animal temos milhares de exemplos de que o instinto leva à VIDA! O instinto guia, protege.

 

E o nosso mundo é animal? Sim!

 

E não só. É animal, instintivo, e também é racional. Ou seja, não só temos uma ferramenta vital, como temos duas!

E o que fazemos com elas? Usamos uma (a razão, ou racionalidade, ou pensamento), para matar a outra! Achamos que uma é melhor do que a outra, valorizamos uma em detrimento da outra em vez de as usar como ferramentas complementares.

 

Recebo diariamente pessoas no consultório, cujos problemas vêm de uma origem: a redução da vida ao plano racional e consequente perda de uma bússola/guia fundamental: o instinto/corpo – emoção.

Assim, surgem pessoas com problemas de indecisão, estagnação, insegurança, ansiedade, falta de auto estima e auto confiança.

Pessoas que se desligaram da dimensão do corpo, dos instintos e emoções, e que tentam viver apenas com a dimensão racional. Fazem planos, criam expectativas, tentam dar ordem à tudo em prol de uma pseudo segurança.

Quando é mencionado que a segurança não está aí, e si m nelas mesmas e na utilização mais abrangente de todas as suas ferramentas, a primeira reação é de medo e desconfiança.

 

Aquelas que decidem arriscar e explorar a sua dimensão afetiva e instintiva, são aquelas que encontram uma mudança valiosa: a passagem de um modo de estar reduzido a outro modo pleno e completo. E é neste modo de estar que a vida acontece, que tudo se desbloqueia.

Ver estes saltos de fé acontecerem à minha frente me emociona.

Ver a cor a aparecer, a voz a mudar, os olhos a brilharem, os sorrisos nos rostos e uma energia renovada, é o melhor presente da minha profissão.

 

Assim, fica aqui uma recomendação para a vida: voltem a falar com os vossos animais interiores, eles são uma parte valiosa da vossa existência. Desçam das  cabeças e habitem todo o vosso corpo.

E se sentirem que precisam de ajuda neste processo, estamos cá para isso!

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publicado às 08:36

Início de vida adulta

por oficinadepsicologia, em 18.07.10

Email recebido

 

ola. tenho 24 anos e acabei o relacionamento de 2 anos com o meu namorado de 22 anos. tudo porque não soube fazer as coisas com calma. Chumbei um ano na faculdade e nao contei aos meus pais. Fui viver para casa dele gastei muito dinheiro nesse tempo e ao fim de um ano os meus pais descobriram tudo. Disseram que não era rapaz para mim, que ele so namorava comigo só pelo dinheiro. Saí de casa mas acabei por voltar por causa da chantagem de que o meu pai não andava bem ao fim de uma semana. A minha mãe disse que nao falaria mais dele nem queria saber dele. Mas agora que acabei a faculdade, não aguentei mais a pressão psicológica, sempre que saiu de casa a minha mãe vêm comigo e agora acabei o namoro. Deixei a arvore ir abaixo, deixei secar as raízes. Deixei a pessoa que amava, e sinto um vazio. Não tenho forças para lutar por ele porque estão sempre a dizer que uma "menina não se comporta assim".  E a minha mãe diz que está para me ajudar a fazer as coisas bem. Mas eu quero é ele porque quando estou com ele estou feliz e quando estou em casa dos meus pais nao estou.

 

 

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publicado às 14:22

Reduzir a impulsividade nas escolhas

por oficinadepsicologia, em 18.07.10

Autora: Madalena Lobo

Psicóloga Clínica

 

Decisões, decisões, decisões! Tantas variáveis para ter em conta em cada uma delas, tantas opções que temos de subscrever diariamente, desde as mais rotineiras (onde é mesmo que vou almoçar hoje?), às de maior impacto (aceito esta proposta de trabalho ou fico onde estou?).

 

Em todas, um dos componentes a ter em conta refere-se à antevisão das consequências de cada opção e, uma vez identificadas, à capacidade para escolher o bem maior. Em muitos casos, a escolha mais racional exige uma capacidade significativa de adiamento da gratificação. Por exemplo, tirar um curso superior, com a promessa inerente de uma vida profissional num futuro que a impaciência transforma em longínquo, exige que, nos anos que se seguem, se domine muito bem a impulsividade para mantermos as pestanas intactas e começar logo a recolher amostras de desafogo em dia certo de cada mês.

 

Enquanto que o nosso cérebro está muito bem preparado para escolher a melhor recompensa, quando se lhe junta o factor tempo e a opção de maior retorno se situa mais longe do que outras menos interessantes, surgem problemas em fazer uma boa escolha. A exemplo dos automóveis, em que quanto mais tempo vai passando, mais se vão desvalorizando, o nosso cérebro faz o mesmo processo de desvalorização às recompensas antevistas, à medida em que se situam em tempos progressivamente mais remotos. Complicado, para quem tem decisões de longo prazo para tomar – viagem de férias ou poupança para a reforma? Ups, segue a história de um PPR adiado. Que culpa tenho eu se o meu cérebro comanda um pássaro na mão em vez de dois a voar?

 

 

 

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publicado às 13:49


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